A MENTE HUMANA : ABORDAGEM NEURO-PSICOLÓGICA




A Mente-Humana:
Abordagem Neuropsicológica



Benito P. Damasceno
Professor Associado, Dep. de Neurologia, FCM/UNICAMP




Resumo

A mente humana não é uma “faculdade” isolada ou apriorística, mas uma “atividade” complexa, caracterizada por sua estrutura sistêmica, natureza mediada e origem histórico-social. Sua estrutura sistêmica constitui-se de um conjunto dinâmico de componentes psicológicos (volitivos, cognitivos, afetivos) e regiões cerebrais interconexas, cada uma contribuindo com operações básicas para a realização da atividade como um todo. Seu caráter mediado (semântico) decorre do fato de que as ações materiais do homem são precedidas e acompanhadas por ações mentais, ou seja, por representações simbólicas das coisas, projetos e programas. E em sua origem, a atividade mental é uma reconstrução interna (“virtual”) de operações externas com as coisas e com as pessoas, mediadas por instrumentos e signos, principalmente os da linguagem. Do uso argumentativo destes últimos nasce a capacidade de reflexão e julgamento.


Nesta abordagem da mente humana vamos fazer uma síntese do que ela representa, com base em achados da Psicologia, Neuropsicologia, Neurociência Cognitiva e Psicolingüística Discursiva. Vamos concebê-la como uma atividade complexa, envolvendo processos mentais e cerebrais interconexos (sua estrutura sistêmica), os quais representam o mundo físico e social por meio de signos (sua natureza mediada, semiótica) e originam-se mediante a internalização (apropriação) de ações e relações externas com as coisas e pessoas, de forma condensada, generalizada, abstrata. 

•  Estrutura sistêmica

Todo ato mental (percepção de um objeto, enunciado verbal, resolução de um problema) é levado a cabo por um “sistema funcional complexo” 1,2,3 , também concebido como “rede neurofuncional” 4 , “representação distribuída em paralelo e em série” 5 e como “modelo de esboços múltiplos” 6 , que se constitui de um conjunto dinâmico e interconexo de componentes psicológicos (volitivos, afetivos, cognitivos) e de regiões cerebrais, cada uma delas contribuindo com operações básicas para o funcionamento do sistema ou ato como um todo. Seu caráter dinâmico deve-se ao fato de que sua estrutura psicológica e sua organização cerebral mudam a cada instante, na mesma medida em que mudam as tarefas em pauta. Cada tarefa requer um conjunto diferente de operações psíquicas básicas adequadas aos seus objetivos, além dos componentes motivacionais e emocionais sempre presentes. De acordo com este conceito, apenas certas operações ou mecanismos básicos podem ser localizados em determinadas regiões cerebrais, não as próprias funções psíquicas superiores; e apenas os objetivos ou resultados finais da atividade permanecem constantes, devendo variar seus mecanismos ou operações básicas na medida em que mudam as condições em que se realizam.
Os avanços das neurociências nas últimas décadas, especialmente com os estudos de neuroimagem funcional, têm confirmado estes conceitos, cuja pré-história data do século XIX, com a hipótese de Hughlings Jackson 7 de que as funções psíquicas têm estrutura psicológica organizada em diversas regiões cerebrais e diferentes níveis de complexidade e abstração (nível voluntário, consciente; e nível involuntário, inconsciente, automático). Um exemplo clássico é o do paciente que, após mostrar-se incapaz de dizer a palavra “não” numa tarefa metalingüística de repetição, pôde fazê-lo ao dizer “Doutor, não consigo”. Em qualquer atividade lingüística da vida real (p. ex., ao produzir um enunciado numa conversação cotidiana), temos os níveis fonológico, sintático, semântico-lexical e pragmático, com suas interdependências e interações recíprocas. Outro exemplo é a percepção visual de um objeto (p. ex., quando mostro uma lapiseira e pergunto “O que é isto?”). Aí temos diversos componentes: análise e síntese das informações visuais para a formação da imagem (nas regiões occipito-temporais mediais); busca ativa de novas informações e testagem de hipóteses, tais como “caneta?”, “lápis?”, “lapiseira?”, “apontador a laser?” (nas regiões pré-frontais em interação com as occipitais); codificação do objeto (percepto) no sistema semântico da linguagem (no neocórtex associativo terciário temporo-parietal e frontal postero-inferior, particularmente do hemisfério esquerdo); a permanência transitória do percepto na memória operacional, a curto prazo (nas regiões pré-frontais em interação com as occipito-temporais); e seu registro a longo prazo no córtex cerebral, facilitado por seu processamento inicial no sistema hipocampal. 

•  A mente como representação e mediação

O caráter mediado da mente humana se deve a que o indivíduo se relaciona com as coisas e fenômenos externos, não de forma direta e imediata, mas indiretamente, com os sinais e signos que os representam. É evidente que as ações do homem sobre as coisas são diretas - ele é apenas um entre os vários seres ou forças materiais que participam de sua atividade - mas suas ações materiais são precedidas por ações mentais (representações simbólicas, projetos, programas). Durante o desenvolvimento psíquico, esses sinais e signos tornam-se cada vez mais generalizados e abstratos, e assim, segundo Rubinstein 8 , o indivíduo destaca-se cada vez mais da realidade, ao mesmo tempo em que se une a ela cada vez com mais força. A gênese e a natureza do fenômeno psíquico não podem ser encontradas nas profundezas do código genético nem nas alturas insondáveis do espírito, mas no processo interacional da vida, tal como admitia Bakhtin 9 há mais de 60 anos, ao analisar a consciência humana: “O psiquismo subjetivo localiza-se no limite do organismo e do mundo exterior....É nessa região limítrofe que se dá o encontro entre o organismo e o mundo exterior, mas esse encontro não é físico (direto): o organismo e o mundo encontram-se no signo. A atividade psíquica constitui a expressão semiótica do contato entre o organismo e o meio exterior”.
O homem é um ser consciente, ou seja, ele toma consciência de si e destaca-se de sua própria atividade (“espelha-se”), atividade que é o processo de transformação recíproca entre o sujeito e o objeto, em que o objeto vira sua forma subjetiva (imagem mental) e a atividade do sujeito transforma-se em seus resultados objetivos (produtos); ou, de acordo com Marx 10 , “no processo de produção (trabalho social), o sujeito é objetivizado , e no sujeito, o objeto é subjetivizado ”. Também de acordo com Marx 11 , “não existe a consciência (como “faculdade” mental isolada, das Bewusstsein ), mas sim o ser consciente ( das bewusste Sein ); e o ser dos homens é o seu processo da vida real”. O ser é sua atividade, que se apresenta simultaneamente em três formas interdependentes e interconexas: objetal, mental e cerebral-organísmica.
Diferentemente do que ocorre no restante do mundo animal, a atividade consciente é mediada por instrumentos de produção (ferramentas) e por instrumentos psicológicos (signos da linguagem), ambos produtos da evolução histórico-cultural; e assim a relação do indivíduo com a natureza é mediada pela relação entre ele e os outros indivíduos da sociedade. O instrumento de trabalho e o signo lingüístico objetivam a relação homem-natureza e homem-homem, sendo produtos sociais tanto pela sua origem quanto pelo seu uso. Com eles, a transmissão da experiência de uma geração a outra deixa de ser biológica (genética) e passa a ser sociocultural.
A atividade consciente é altamente dependente do neocórtex de associação, principalmente o da região pré-frontal e da zona de superposição dos analisadores sensoriais (temporo-parieto-occipital). Aqui referimo-nos ao nível mais complexo de funcionamento da consciência, exclusivamente humano, que Damásio 12 chama de “consciência ampliada”, que fornece ao organismo um “eu autobiográfico”, com vivências passadas e futuras. 

3. Origem sócio-interacional

A criança neonata começa com o exercício repetido dos reflexos inatos e condicionados, os quais, na interação com o meio, se complexificam dando origem aos hábitos e esquemas primários, isolados. A seguir, esses esquemas se coordenam entre si, sendo este um passo essencial na construção do objeto, pois, de acordo com Piaget, 13 assim que o objeto é assimilado simultaneamente a múltiplos esquemas, ele adquire um conjunto de significações e, por conseguinte, consistência. Neste desenvolvimento cognitivo do bebê, o ponto culminante é a aquisição da “conduta da vara”, ou seja, a utilização de qualquer objeto como instrumento, com o qual a criança atinge um outro objeto que satisfaz sua necessidade. 13
Na fase seguinte, de invenção de novos meios pela combinação de esquemas mentais, a criança prevê quais operações terão êxito e quais fracassarão. A experimentação externa com os objetos que se encontram em seu campo perceptivo é substituída pela experimentação interna, mental, com as representações (imagens simbólicas) de coisas e relações, incluindo as relações (ações) do sujeito com as coisas. Se na fase anterior bastava a percepção, nesta é necessária a representação, que permite operar sobre objetos ausentes. Piaget 13 admite que na transição de uma fase a outra desempenha papel relevante a imitação (ele considera a imitação como uma “representação em atos”, e a representação como uma imitação interiorizada).
As imagens representativas são signos (significantes), cujo significado é o próprio esquema sensório-motor da atividade objetal que se desenrola no plano material; elas “são as ferramentas do pensamento nascente”, 13 além de constituírem condição sine qua non para a aquisição da linguagem, na medida em que passam a ser representadas por palavras (significantes de significantes).
Vygotsky 1 chama a atenção para este momento do desenvolvimento intelectual da criança, quando a fala e a atividade prática, até então seguindo duas linhas completamente independentes, convergem-se, dando origem a formas especificamente humanas de inteligência prática e abstrata. É o momento da internalização ou reconstrução interna (mental) de operações externas (materiais), tal como ocorre com a aquisição do signo lingüístico. Quando a criança deseja algum objeto que está fora do alcance de suas mãos, ela estira seu braço na direção do objeto e faz movimentos de pegar, sem sucesso. Esta ação da criança é interpretada pela mãe como um gesto de apontar, indicativo do objeto. Na realidade, do ponto de vista da criança, trata-se então apenas de um esquema sensório-motor (de preensão), desencadeado pelo objeto. Mais tarde, com a repetição desta experiência, a criança se apropria deste significado (gesto indicativo) estabelecido de fora, pela mãe. E então ocorre uma mudança na função de seu movimento: inicialmente orientado pelo objeto, ele torna-se um movimento dirigido para uma outra pessoa, um meio de estabelecer relações. Aos poucos, o movimento de pegar vai se transformando no ato de apontar, resultando num verdadeiro gesto, mediante sua simplificação (bastando estirar o braço e o dedo indicador). De fato, ele só se torna um verdadeiro gesto após manifestar objetivamente para os outros todas as funções do apontar, e ser entendido também pelos outros como tal gesto.
Nesta relação entre a criança e a mãe, quando a criança aponta o objeto, a mãe geralmente o nomeia. Assim, a criança aprende duas funções básicas do signo lingüístico: (1) a função referencial, indicativa do objeto ou de algo existente ou imaginado; e (2) a função comunicativa, discursiva, como meio de influir no comportamento dos outros, obtendo destes o que deseja, ou fazendo com que estes façam o que ela quer que eles façam. Independentemente do tipo de cultura, o desenvolvimento da linguagem falada passa por cinco fases distintas: 14,15 (1) arrulhos, similares a vogais (1-4 meses); (2) balbucio, com produção de séries de consoantes-vogais, como “babababa” ou “mamamama” (5-10 meses); (3) imitação da fala dos adultos, com esboços de palavras ou primeiras palavras (10-15 meses), e uso consistente de uma forma fonética para se referir a um objeto, por exemplo, “dalili” ou “mimi” para “dormir” (10-15 meses); (4) enunciados de duas palavras, com determinado sentido (18-24 meses); (5) sentenças com 3 ou mais palavras (acima de 24 meses). Interação social e lingüística precoce com os adultos é necessária para que os balbucios (universalmente similares) dêem lugar a determinada língua materna. 14
Leontiev 16 prefere o termo “apropriação” ao invés de “internalização” para designar o caráter ativo da aprendizagem. O conceito de internalização dá maior valor ao papel da sociedade (do exterior) na gênese das funções psicológicas superiores, enquanto o de apropriação ressalta o papel (do interior) do sujeito, de sua personalidade, de seus aspectos emocionais e motivacionais, que lhe fornecem a razão fundamental e a energia necessária para se engajar ativamente nas tarefas. No processo de apropriação, o papel primário e decisivo cabe às ações práticas do sujeito com as pessoas, instrumentos e objetos do mundo natural e cultural, ou seja, às ações objetais do próprio sujeito e não das outras pessoas, uma vez que, do ponto de vista psicogenético, não se trata da formação da imagem da ação, mas sim da ação ideal; 17 nem tampouco se trata da realização de uma imagem mental ou consciência que existe a priori e vai se manifestando à medida que o cérebro, por determinações puramente biológicas, atinge sua plena maturação.
Na aquisição de suas habilidades práticas e funções psicológicas, a criança não só aprende por imitação das ações dos outros como também se apropria de sua linguagem (“instruções verbais”) durante as brincadeiras e tarefas. Graças à palavra (linguagem), os aspectos puramente relacionais das coisas, da mesma forma que as nuanças de nossas relações sociais, passam a ter vida material e exercer sua influência no indivíduo com a mesma força das coisas materiais.
A palavra representa, portanto, uma rede de relações e significados, que constitui a matriz do pensamento categórico e discursivo, “introduzindo a coisa nomeada em um sistema de complexos enlaces, constituindo um meio para analisar os objetos, abstrair e generalizar suas características”. 18 Estas características do conceito e da palavra fazem com que, em termos cerebrais, eles só possam ser apreendidos mediante sínteses multimodais, processadas no córtex associativo terciário.
Dos 3 aos 7 anos de idade, observa-se o crescente papel regulador da linguagem na formação de programas complexos e na organização do comportamento. A partir dos 3 anos de idade, aos poucos a criança passa a dominar o uso de frases desenvolvidas, cada vez mais complexas. Como mostrou Vygotsky 1 , inicialmente, a verbalização consiste na descrição e análise da situação, adquirindo aos poucos o caráter de “planejamento”, expressando possíveis caminhos para a solução do problema. À medida que a criança vai experimentando novas situações, dos 4 aos 6 anos de idade, sua fala externa vai se internalizando cada vez mais, tornando-se mental (linguagem interna, condensada na sua forma e predicativa no seu conteúdo), e constituindo-se num instrumento poderoso de auto-regulação e, portanto também, de controle dos pontos de vista, ações e comportamentos do indivíduo pelo modo de produção e ideologia dominante da sociedade em que vive.
Neste período, com a aquisição da linguagem interna, ocorre a (re)construção mental dos objetos, fenômenos e relações do mundo segundo um sistema de valores exclusivamente humanos, bem como a transformação de funções psicológicas naturais (ou seja, as formas de percepção, memória, raciocínio intelectual, etc., que compartilhamos com os animais) em funções psicológicas culturais ou “superiores”.
Depois dos 6-7 anos, as zonas corticais terciárias continuam seu desenvolvimento (embora mais lento) até pelo menos a adolescência, permitindo o raciocínio à base de operações lógico-gramaticais, lógico-formais e discursivas, a capacidade de reflexão e julgamento moral. A linguagem desempenha aqui papel relevante e decisivo. Quando interagimos através da linguagem, sempre temos determinados objetivos, pretendemos atuar sobre o(s) outro(s) e obter dele(s) determinadas reações ou comportamentos (verbais ou não-verbais). Nas situações da vida real, o uso da linguagem é essencialmente argumentativo, especialmente nas discussões, em que a criança tem que defender seus pontos de vista contrariados pelo(s) outro(s), tem que ajustar suas argumentações às do(s) outro(s); e assim ela aprende a usar conscientemente as conjunções (“operadores argumentativos” de Ducrot), 19 tais como “mas”, “senão”, “porque”, “se”, “embora”, “entretanto”, “logo”, “portanto”, “desde que”, etc. Por um lado, as conjunções, ao estabelecer relações entre proposições e idéias, permitem a construção da matriz lógica e discursiva do pensamento. Por outro lado, a internalização das argumentações e contra-argumentações dá origem à capacidade de refletir e tomar decisões. A reflexão é, na realidade, uma discussão interior, um coro de “vozes” e opiniões dos outros. Desse modo, a criança adquire novas funções psicológicas superiores e seus correspondentes sistemas funcionais cerebrais.
Assim, nos diálogos e discussões da vida real, a criança constitui-se como sujeito discursivo e pragmático, embora heterogêneo e, de certo modo, assujeitado, uma vez que a sua tomada de decisão não é só sua, resultando também das opiniões dos outros sujeitos que o integram. 9,20 Nesse “jogo” do discurso, a criança aprende a respeitar as regras conversacionais (relevância tópica, respeito ao turno do interlocutor, etc.), estabelecer estratégias e manipular as “formações imaginárias” propostas por Pêcheux 21 e Osakabe. 22 Em termos cerebrais, o córtex pré-frontal parece ser o mais bem equipado para tais habilidades.
Em conclusão, a atividade mental é uma parte do processo da vida real (ou do “ser dos homens”, nos termos de Marx), em que as ações objetais, mentais e cerebrais (organísmicas) constituem uma unidade dialética de interações e influências recíprocas, mediante as quais são adquiridas as funções psíquicas superiores e seu substrato neural, as neoformações mais sofisticadas do córtex associativo. Fatores biológicos (genéticos) fornecem apenas a possibilidade desse desenvolvimento, o qual não ocorre sem a prática do indivíduo, sem sua experiência sensorial e social, tal como verificado em crianças e macacos criados em isolamento no período crítico para o desenvolvimento do comportamento social. 23,24,25 

Referências


•  1. Vygotsky L. S. Mind in society: the development of higher psychological processes. M. Cole, V. John-Steiner, S. Scribner, & E. Souberman (Eds.). Cambridge, Harvard University Press, 1978. Luria A. R. Higher cortical functions in man (2 nd ed.). New York, Basic Books, 1966/1980.
3. Anokhin P. K. Problems of centre and periphery in the physiology of nervous activity. Gorki, Gozizdat, 1935.
4. Mesulam M-M. Large-scale neurocognitive networks and distributed processing for attention, language, and memory. Ann Neurol 1990; 28:597-613.
5. Rumelhart D. E., McClelland J. L. Parallel distributed processing. Cambridge, MA: The MIT Press, 1986.
6. Dennet D. C. Consciousness explained. Boston: Little, Brown & Co., 1991.
7. Jackson J. H. On the nature of the duality of the brain. In: Selected writings of John Hughlings Jackson, vol. 2, Hodder & Stoughton, 1874/1932.
8. Rubinstein S. L. Princípios de psicologia geral. Lisboa, Estampa, 1972.
9. Bakhtin M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo, Hucitec, 1988.
10. Marx K. & Engels F. Obras escogidas, vol. III. Moscú, Editorial Progresso, 1973.
11. Marx K. & Engels F. A ideologia alemã. Lisboa, Editorial Presença, 1846/1976.
12. Damásio A . O mistério da consciência. São Paulo, Companhia das Letras, 2000.
13. Piaget J. O nascimento da inteligência na criança (4 ª ed.). Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1966/1978.
14. Kuhl P. K. Language, mind, and brain: experience alters perception. In: M. S. Gazzaniga (ed.), The new cognitive neurosciences. Cambridge, The MIT Press, 2000:99-115.
15. Gesell A., Amatruda C. S. Developmental diagnosis: normal and abnormal child development (2 nd ed.). New York, Hoeber-Harper, 1954.
16. Leontiev N. A. Problems of the development of the mind. Moscou, Progresso, 1981b.
17. Galperin P. Y. Introducción a la psicología. Moscú: Universidad Estatal, 1976.
18. Luria A. R. Pensamento e linguagem – As últimas conferências. Porto Alegre, Artes Médicas, 1987.
19. Ducrot O. Princípios de semântica lingüística. São Paulo, Cultrix, 1976.
20. Ducrot O. O dizer e o dito. Campinas, Pontes, 1987.
21. Pêcheux M. Análise automática do discurso (AAD-69). In: F. Gadet & T. Hak (Orgs.), Por uma análise automática do discurso. Campinas, Editora da UNICAMP, 1969/1990.
22. Osakabe H. Argumentação e discurso político (2 a ed.). São Paulo, Martins Fontes, 1999.
23. Spitz R. A. Hospitalism: a follow-up report on investigation described in Volume 1, 1945. Psychoanal. Study Child 1946; 2:113-117.
24. Harlow HF. The nature of love. Am. Psychol. 1958; 13:673-685.
25. Kandel E. R., Jessel T. M., Sanes J. R. Sensory experience and the fine-tuning of synaptic connections. In: E. R. Kandel, J. H. Schwartz, & T. M. Jessel (Eds.), Principles of neural science (4 th ed.). New York, McGraw-Hill, 2000:1115-1130.

Fonte:http://www.multiciencia.unicamp.br/art02_3.htm


"A mente humana é um dos maiores desafios para as ciências e para o pensamento filosófico da nossa época. Já deveríamos saber tudo o que há a saber sobre esse assunto pela simples razão de que somos esse assunto. Porém, parece que nunca sabemos o suficiente sobre o que nos faz sentir e pensar. Como todos os grandes desafios do conhecimento, convém passar por alto o facto desencorajador de nomes grandes do passado já se terem ocupado deste tema. No que diz respeito à compreensão do papel da mente humana no universo, somos todos aprendizes. É necessário, pois, olhar com optimismo para esta área do mundo e da vida.”

Alfredo DINIS e Manuel CURADO (org.) - Mente, Self e Consciência,

 Braga, Publicações da Faculdade de Filosofia, 2007, 264pp.

 

Até que ponto, a mente humana é resultado das nossas vivências ou da influência do nosso cérebro?

Esta é a questão central do nosso trabalho, foi a base para todo o nosso projeto, foi a nossa guia.

Sobre ela reflectimos, pensámos. Sobre ela escrevemos e sobre ela concluímos.

Através dela tentámos perceber, em primeiro lugar, os mecanismos que lhe estão subjacentes, nomeadamente o cérebro e a mente.

Fizemos inúmeras vezes esta questão. Questionámos alunos, professores e até doutores. Pesquisámos em livros, grandes e pequenos, pesquisámos na internet, em sites mais credíveis e menos credíveis, pesquisámos em enciclopédias, em revistas, … De todo o nosso trabalho, por vezes árduo e com um fim pouco à vista, percebemos que não podemos saber exactamente até que ponto, a nossa mente é influenciada por factores biológicos ou por factores mais externos, como as nossas experiências e vivências pessoais que são únicas.

Cada ser humano é único. Somos todos diferentes. Podemos até ser parecidos fisiologicamente ou psicologicamente com alguém, mas somos totalmente diferentes. 


“Embora sejamos todos feitos a partir de um padrão estabelecido, somos completamente diferentes uns dos outros. Há centenas de coisas que te fazem ser diferente de todas as outras pessoas, desde o teu gosto musical e o teu sentido de humor ao som da tua voz e à forma do teu rosto. E como te tornaste único? Uma parte da resposta está nos teus genes. Os teus pais teriam de ter mais 1 000 000 000 000 000 de bebés para terem hipótese de ter outro filho com os mesmos genes que tu. Outra parte da resposta está nas experiências que moldam a tua personalidade enquanto tu cresces.” (Robert Winston, 2004)


Cada um passa por situações únicas, cada um interpreta à sua maneira as suas vivências. Não somos e não podemos ser iguais a outra pessoa. A nossa biologia não nos permite ser iguais a outra pessoa, pois nós, seres humanos, não nascemos humanos.

Genética e cérebro preparam o Homem para funções mentais e comportamentos superiores. Contudo, esta disponibilidade inata não é, à partida, mais do que uma potencialidade para tornar-se humano. Isto significa que nascer Homem não é condição única e suficiente para nos tornarmos humanos. O que nos torna reconhecidamente humanos depende de muito mais do que dessa herança genética e biológica. É fundamental ter em conta as dimensões social e cultural para que possamos compreender os seres humanos e a forma como se comportam. O ser humano distingue-se dos outros animais pela sua capacidade de se adaptar ao meio, transformando-o e reinventando-o através da cultura.


Picture

Se analisarmos casos de crianças selvagens constatamos que a ausência de interacções com outros seres humanos impediu o desenvolvimento das competências linguísticas, cognitivas, afectivas, sociais e culturais. As suas características mostram-nos como dependemos de outros, do contacto físico e sociocultural com eles, para nos tornarmos os seres humanos que somos, pois quando nascemos só possuímos uma probabilidade de desenvolvermos as características humanas, o que só acontece se tivermos contacto com um meio social e cultural humanizado.

A hereditariedade e o meio ambiente controlam o desenvolvimento mental.

O desenvolvimento mental ocorre através de uma interacção complexa entre aptidões herdadas e influências externas. Os nossos genes regulam as células nervosas do cérebro para criar milhões de ligações. Mas, as nossas influências externas também influenciam essas ligações.

No entanto, não se pode, ou pelo menos ainda não, afirmar com toda a certeza de que a mente seja resultado mais de uma coisa ou de outra. Ainda pouco se sabe acerca da mente e do cérebro, comparado com a sua complexidade, o que dificulta muito o estabelecimento de conclusões que não se pode garantir como certas, porque todos os dias são descobertas novas informações e todos os dias são revistas e reformuladas teorias e conhecimentos. Será que algum dia vamos saber tudo sobre o cérebro e sobre a mente? Esta é uma questão que nos assola muitas vezes, mas nós pensamos que será muito difícil acontecer isso alguma vez. Se calhar nunca iremos saber tudo acerca do cérebro e da mente, porque a nossa capacidade de investigação é ínfima comparada com a infinitude de pormenores e potencialidades que ambos têm.

Como já dissemos Cérebro e Mente não são a mesma coisa, no entanto, apresentam uma relação de interdependência.

Cérebro e Mente são duas realidades distintas, enquanto o cérebro é condição da mente, a mente não é necessariamente condição do cérebro.

O cérebro é uma estrutura física, é o suporte material da mente. A mente é algo imaterial, não se vê, é um sistema integrador de processos interdependentes e dinâmicos, processos cognitivos, emocionais e conativos.

A mente e o cérebro condicionam-se mutuamente.

A mente deve a sua existência ao cérebro. É o cérebro que nós temos, o tipo de cérebro que vai influenciar aquilo que a nossa mente é.

A forma como o cérebro se vai desenvolvendo ao longo da nossa vida é influenciada pelo meio em que estamos inseridos, pelas experiências que experimentamos, mas também pelo facto de exercermos a nossa mente.

Cérebro e mente estão assim inter-relacionados, um influencia o outro de forma mútua.

Apesar da grande importância que o cérebro tem para a construção da nossa mente, ele não pode ser visto como o único construtor da mente. Como em todas as construções é necessário haver vários intervenientes que especializados cada um em sua área dão origem no final a uma única e coesa construção. A mente é assim construída não só pelo cérebro e por factores biológicos, como também, como já referimos inúmeras vezes, por factores extrínsecos a nós. A mente também é resultado das nossas vivências, da nossa experiência diária com o mundo que nos envolve e nos absorve cada vez mais com as tendências do hoje e não do ontem, com as “modas” que criam padrões estabelecidos como normas da sociedade, …, com o materialismo que tira o lugar ao essencial da vida, à espiritualidade que escapa todos os dias, olhando só para nós e não para os outros.

Porém, a sociedade de hoje em dia, as mudanças comportamentais que foram ocorrendo ao longo dos anos, são resultado também da mente.

A mente é um sistema de construção do mundo, pois é a mente que nos faz pensar e nos dá a nossa identidade.

É necessário termos presente que é imprescindível estabelecermos uma relação estreita entre processos mentais (privados), comportamento (sua manifestação pública) e estruturas neurais (suporte material).

Picture
O poder desta triangulação é soberbo e evidente, pois não podemos dissociar nenhum dos componentes dos outros, está tudo inter-relacionado.

Ao longo da história da psicologia, houve vários investigadores que deram mais ênfase à componente biológica do ser humano e outros que sobrevalorizaram a dimensão social, cultural. Actualmente, resiste-se a qualquer atitude redutora que relegue a mente para qualquer um dos campos.

Por tudo o que acabámos de expor somos forçados a dizer que não podemos atribuir uma maior importância a um dos factores de construção da mente humana. “Até que ponto, a mente humana é resultado das nossas vivências ou da influência do nosso cérebro?” é uma questão que provavelmente continuará a suscitar dúvidas durante muitos mais anos ou então a nossa mente é mesmo um resultado equivalente quer de componentes biológicos, quer de componentes sociais e não há mais nada a saber em relação a isso.

Fonte:http://cerebroemente.weebly.com/


Estudos sobre o cérebro não conseguem esclarecer a complexidade da menteApesar de serem muito importantes para a melhor compreensão de doenças, os estudos sobre o funcionamento cerebral não são capazes de esclarecer toda a complexidade da mente, da consciência e do comportamento humano.
Do amor à preferência musical, da crença em Deus às escolhas políticas, do porquê alguém gostar mais de verde que de amarelo — o cérebro explica. Para tudo existe resposta neurológica: a paixão por gadgets, a obsessão por dietas, a vontade incontrolável de atacar uma barra de chocolate e até a habilidade de Bruce Lee de executar seu famoso soco de uma polegada. Nem os sete pecados capitais escaparam, sendo apoderados por pesquisadores que encontraram, na ativação da região x ou y, a origem de ira, gula, avareza, luxúria, inveja, preguiça e vaidade.

Em plena era da neurociência, contudo, nem todos os especialistas concordam que o órgão mais misterioso do corpo é 100% responsável pelo comportamento. Para esses cientistas, creditar a reações químicas cerebrais todo tipo de crença e conduta é uma visão materialista e reducionista, adotada por quem não quer admitir que, na verdade, muito pouco se sabe sobre a mente e a consciência humanas, entidades que não podem ser vistas nem medidas.

Até a década de 1990, questões como espiritualidade, paixão e personalidade eram estudadas principalmente à luz da filosofia, da religião e da psicologia. Mas, então, começou a se popularizar uma máquina “leitora de mentes”, o escâner de ressonância magnética, idealizado pelo armênio Raymond Vahan Damadian em 1969. O exame revolucionou a medicina diagnóstica. Sem emitir radiação, ele é capaz de mostrar o interior do corpo em detalhes que, até aquela época, jamais haviam sido visualizados em uma pessoa viva. Dessa forma, a ressonância revela problemas diversos: de tumores a tendinites. 
Fonte:http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2013/12/29/

A COMPLEXA CONEXÃO CORPO – MENTE - EMOÇÃO Shirley de Souza Gomes∗∗
A Organização Mundial de Saúde (OMS), define Saúde como completo estado de bem estar físico, mental e social, e não meramente ausência de Doença. Preconiza-se alimentação saudável, saneamento básico, educação, trabalho, renda, transporte, lazer, meio ambiente, atividade física, moradia e o acesso aos bens e serviços essenciais, para que todos tenham saúde. Porque será então, que as pessoas adoecem, mesmo tendo acesso a todos os itens citados anteriormente ?
Desde que o mundo é mundo, a ciência busca uma visão holística do homem, que podemos constatar, através de registros encontrados tanto nos manuscritos Chineses do Imperador Amarelo quanto na Grécia de Hipócrates. Do Oriente ao Ocidente, ao longo de todas as eras, sempre houve cientistas das mais diversas tradições, que consideravam a cura do Espírito como condição básica para restabelecer o perfeito funcionamento do corpo físico. Várias tradições antigas já pregavam que a mente controla o corpo e que tudo esta ligado a tudo. Mas de que maneira isso ocorre? Há três mil anos a Medicina Indiana entende o corpo como uma projeção da consciência. Mas o que quer dizer isso ? Entender a totalidade dessa proposição, implica inevitavelmente, saber de que modo a mente movimenta as moléculas do corpo. Como nossos pensamentos e emoções podem nos levar à doença ou à cura ? Como essa “consciência imaterial” influencia os processos biológicos? Uma área “relativamente recente” da Medicina – a psiconeuroimunologia, que estuda a relação entre pensamento, emoções, comportamento e o sistema imunológico do homem – confirma cientificamente, o que diversas tradições esotéricas sempre defenderam: somos o reflexo do nosso mundo mental.
Qual a relação entre corpo, mente, emoção e sistema imunológico? Até pelo menos quatrocentos anos o dualismo corpo-alma era um axioma, segundo o qual as moléstias surgem apenas por causa dos deslizes no plano físico e não tem relação alguma com a consciência. Quem acreditava que a doença podia ser causada por influências psicológicas, sociais ou até mentais, conseguia no máximo sorrisos de ironia por parte dos médicos ortodoxos. Edward Bach, nosso grande mestre dos florais, durante a primeira Guerra Mundial, trabalhou intensamente, sendo responsável por quatrocentos leitos de feridos de guerra em um Hospital Universitário. Nessa época, já observava como os pacientes reagiam diante das enfermidades e como essa reação influía no curso delas. Bach era um médico incomum e, pelo simples fato de ouvir o que lhes diziam os pacientes, descobria a real causa de suas doenças e percebia que a simples supressão dos sintomas físicos não era o bastante, e que o corpo era um espelho a refletir o que se passava na mente e no espírito. Assim, faz-nos entender que o paciente é uma unidade (corpo, mente e emoção), e a doença não é material em sua origem e, além disso, é benéfica, existindo para o nosso próprio bem, guiando-nos em direção aos nossos próprios defeitos principais, trazendo oportunidade de conscientização e possível eliminação dos nossos defeitos, possibilitando assim nossa evolução na busca incessante da perfeição.
O corpo representa uma das maiores obras de engenharia que o ser humano conhece. É um extraordinário universo constituído de partículas atômicas, com suas múltiplas combinações, originando sistemas, órgãos, tecidos, células, moléculas e os demais campos energéticos que disso se originam. Alguns pesquisadores falam na influência da mente, através de suas emoções, pensamentos e sentimentos, na reatividade dos agentes químicos que percorrem o cérebro e o resto do corpo. Dr. Deepack Chopra, endocrinologista indiano, radicado nos Estados Unidos e autor de vários livros, afirma que o estudo do cérebro é muito significativo, por tudo aquilo que ele representa na estrutura do corpo físico, bem como pela grande central desencadeadora de reações químicas que ele é. Dr. Chopra, relata ainda que existe uma infinidade de alterações mínimas da química celular, da temperatura do corpo, da carga elétrica, da pressão sanguínea e de outras reações que não são percebidas pelas pessoas.
A energia dos pensamentos, segundo ele, atua sobre a massa cinzenta do cérebro realizando modificações químicas e dependendo do tipo de pensamento emitido, teremos essa ou aquela substância química cerebral ativada. Se o pensamento contiver emoções como medo, o cérebro aceita essas mensagens sob a forma de ordens expressas da mente, e as suprarenais verterão um excesso de adrenalina na corrente sanguínea. Havendo a cronicidade do ressentimento, da mágoa, aumenta a calcificação das artérias coronárias, surgindo futuras isquemias coronarianas. Uma crise colérica poderá produzir danos terríveis para o fígado, chegando mesmo a aparecer alguns sintomas da hepatite, da qual a icterícia é a conseqüência. Por outro lado, todo pensamento carregado de emoções e sentimentos enobrecidos, como a alegria, o carinho, o otimismo, a atitude de bondade, a auto-estima, a confiança, a perseverança e todo tipo de elementos saudáveis, são verdadeiras mensagens (ordens) para o cérebro, que os recebe e os codifica produzindo substâncias que irão auxiliar a fortalecer o sistema imunológico do organismo.
Seguindo essa linha de raciocínio, verifica-se então, que toda e qualquer atitude mental, negativa ou positiva, produzirá “ordens mentais” no cérebro e este obedecerá, liberando substâncias que irão enfraquecer ou fortalecer os sistemas de defesa do organismo. Existe portanto, no cérebro, uma verdadeira cascata de substâncias químicas que fluem por toda parte, transportadas pelos chamados neurotransmissores e neuropeptídeos, os quais se encontram tanto no cérebro como no próprio sistema imunológico, ou seja, são os chamados “transportadores” da inteligência da mente para todo o corpo. Pesquisas sobre a interação mente-corpo-emoção avolumam-se atualmente e pelo que se conseguiu apurar, sabe-se que a mente atua formidavelmente sobre o corpo orgânico, via cérebro, numa comunicação de alta velocidade. Refletindo sobre o tema, percebemos então, que há uma unidade indivisível entre corpo-mente e emoção, e que devemos atentar quanto a nossa expressão mental e tudo que relaciona-se ao nosso desejo e/ou vontade.
∗∗ Fisioterapeuta, Pós-graduada em Fisioterapia Cardiovascular e Respiratória, Pós-graduanda em Saúde Pública.
http://www.terapiacorporal.ywy.com.br 2 
Fonte:http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAErYAG/a-complexa-conexao-corpo-mente-emocao
"Quantos monstros imaginários foram arquivados nos subsolos da sua mente furtando seu prazer de viver e dilacerando seus sonhos? Todos temos monstros escondidos por detrás da nossa gentileza e serenidade. A maneira como enfrentamos as rejeições,decepções, erros, perdas, sentimentos de culpa, conflitos nos relacionamentos críticas e crises profissionais, pode gerar maturidade ou angústia, segurança ou traumas, líderes ou vítimas. Alguns momentos geraram conflitos que mudaram nossas vidas, ainda que não percebamos. Algumas pessoas não se levantaram mais depois de certas derrotas. Outras nunca mais tiveram coragem de olhar para o horizonte com esperança depois de suas perdas. Pessoas sensíveis foram encarceradas pela culpa, tornaram-se reféns do seu passado depois de cometerem certas falhas. A culpa as asfixiou. Alguns jovens extrovertidos perderam para sempre sua autoestima
depois que foram humilhados publicamente. Outros perderam a primavera da vida porque foram rejeitados por seus defeitos fisicos ou por não terem um corpo segundo o padrão doentio de beleza ditado pela mídia. Alguns adultos nunca mais se levantaram depois de atravessar uma grave crise financeira. Mulheres e homens perderam o romantismo depois de fracassarem em seus relacionamentos afetivos, após terem sido traídos, incompreendidos, feridos ou não amados. Filhos perderam a vivacidade nos olhos depois que um dos pais fechou os olhos para a existência. Sentiram-se sós no meio da multidão. Crianças perderam sua ingenuidade depois da separação traumática dos pais. Foram vítimas inocentes de uma guerra que nunca entenderam. Trocaram as brincadeiras pelo choro oculto e cálido. A complexidade da mente humana nos faz transformar uma borboleta num dinossauro, uma decepção num desastre emocional, um ambiente fechado num cubículo sem ar, um sintoma fisico num prenúncio da morte, um fracasso num objeto de vergonha. Precisamos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas, nossa insanidade oculta. Não podemos nunca esquecer que os sonhos, a motivação, o desejo de ser livre nos ajudam a superar esses monstros, vencê-Ios e utilizá-Ios como servos da nossa inteligência. Não tenha medo da dor, tenha medo de não enfrentá- Ia, criticá-Ia, usá-Ia (Foucault, 1998)".

O Paradigma da Complexidade e a Relação Cérebro/Mente

A concepção de "complexidade" é apresentada, a partir da noção de "estado central flutuante" e das idéias de Morin sobre o cérebro como uma "máquina hipercomplexa". Por fim, a partir do ponto de vista de Stengers, são discutidos aspectos epistemológicos da noção de "complexidade".


"O verdadeiro problema é este: como é que essa parte da realida­de que começa pela consciência pode ajustar-se àquela outra par­te que é descrita pela física e pela química?"
Niels Bohr, apud Edgar Morin

Bateson propõe, em 1979, critérios para definir "processo mental", este autor postulou, como o primeiro deles, que "a mente é um agregado de múlti­plas partes ou componentes interatuantes" (BATESON, 1987). Esta é uma das concepções essenciais para o conceito de complexi­dade. Os demais critérios seriam: (2) a interação entre as partes do espíri­to é provocada pela diferença; (3) o processo mental exige energia colateral; (4) o processo mental exige cadeias de determinação circu­lares (ou mais complexas); (5) no processo mental, os efeitos da dife­rença devem ser considerados como transformações (isto é, como versões codificadas) da diferença que os precede; (6) a descrição e a classificação destes processos de transformação revelam uma hie­rarquia de tipos lógicos imanentes aos fenômenos.
Na ótica do primeiro critério, o biólogo Jean-Didier Vincent aponta a idéia de um "estado central flutuante", que se­ria definido por duas proposições:
(1) todo o organismo vivo, desde o nascimento até a morte, está em estado de não-equilíbrio;
(2) a reação de um organismo a um es­tímulo é dependente de e modulada por [...] um estado central definido como a condição reativa total, num da­do momento, de um neurônio, de um conjunto funcio­nal de células, de um elemento subcelular no interior do sistema nervoso, ou deste último considerado como um todo.
Assim, ocorrem mudanças com a hora do dia, com o dia do ano, com os anos que fazem envelhecer e com os milhares de acontecimentos da vida cotidiana. O organismo vivo é, ao mesmo tempo, o todo e a parte dos conjuntos e subconjuntos que o constituem. As mudanças em fun­ção de: materiais e gases transportados pelo sangue, hor­mônios, íons, acidez, temperatura, anticorpos, micró­bios e toxinas, estado de nutrição de células, órgãos e tecidos, informações que chegam ao cérebro, posição do corpo no espaço, recordações, passar do tempo e por aí vai.
O estado central – representação do mundo – é uma projeção em que se fundem três dimensões:
1ª. corporal: definida pelos dados físico-químicos do meio interno (meio interior e meio cerebral), aos quais se sobrepõe o estado das peças, músculos, tecidos e órgãos que constituem o organismo;
2ª. extracorporal: representação que o indivíduo tem do mundo, tanto do espaço sensorial recebido pelos ór­gãos dos sentidos, como do espaço do movimento perce­bido por receptores especializados que indicam a posição dos diferentes segmentos do corpo, estado de tensão dos músculos, ângulo das articulações etc.;
3ª. temporal: ocupada pelos vestígios acumulados durante o desenvolvimento do indivíduo, desde o nasci­mento até a morte. Provém do determinismo genético que põe em ação os programas centrais, ordena a matu­ração e o envelhecimento e também da contingência his­tórica que integra os acontecimentos da existência.
Para materializar esse estado central, temos de con­ceber um cérebro flou - somatório dos humores, hor­mônios e mediadores em ação no sistema nervoso. "O estado central é, ao mesmo tempo, a árvore e a flores­ta" (VICENT, 1988). Essa concepção está de acordo com a questão posta por Vaz ao discutir que devem ser leva­dos em conta dois níveis de descrição do sistema nervo­so:
1º. pertencente ao domínio estrutural, em que se demarcam os componentes do sistema nervoso e suas in­ter-relações recíprocas – ou seja, uma unidade decompo­nível em seus elementos;
2º. referente ao domínio das interações, em que tais interações se constituem num todo (como uma unidade singular), a ponto de condicio­nar a conduta do organismo portador de tal sistema ner­voso (VAZ, 1991).
É, ainda, importante assinalar a corres­pondência da noção de cérebro flou com a idéia do chi da medicina oriental. Segundo Capra, esse conceito des­creve padrões de fluxo e flutuação do organismo e suas interações com o meio. Implica numa descrição qualitati­va de um padrão dinâmico resultante de processos e inte­rações (CAPRA, 1990).
Uma ampla e consistente abordagem da complexida­de em relação à Relação Cérebro/Mente, ou Corpo/Mente foi desenvolvi­da por Morin. A partir do paradoxo-chave: "o que é um espírito (este é o termo empregado, em vez de "men­te") que pode conceber o cérebro que o produz e que é um cérebro que pode produzir um espírito que o conce­be?"
Morin assinala que não se pode isolar um do ou­tro e nenhum dos dois da Cultura. Ao comentar os aspec­tos biológicos da disjunção, cita Piaget: "A uma certa profundidade, a organização vital e a organização men­tal constituem uma única e mesma coisa" (MORIN, 1987) .
Isso decorre do fato de o corpo possuir dezenas de milhares de milhões de células, que realizam interpoli­computações que resultam na produção dessa realidade corporal. Além disso, o aparelho neurocerebral é consti­tuído por grande quantidade de neurônios (trinta a cem mil milhões) e de sinapses que viabilizam computações voltadas para o domínio cognitivo.
Dessa forma, a ativi­dade cognitiva do cérebro animal pode ser vista como uma "megacomputação" de computações. No caso hu­mano, há uma complexidade organizacional de tal ordem que viabiliza a transformação de computações em "cogi­tações", mediante a linguagem e a lógica. Simultanea­mente, o computo se torna cogito quando atinge a refle­xividade do sujeito que pensa seu pensamento, pensan­do-se a si próprio, quando tem consciência da sua cons­ciência.
O espírito emerge com a linguagem, o pensa­mento e a consciência. Para Morin, o espírito seria "um complexo de propriedades e qualidades que, provindo de um fenômeno organizador, participa dessa organiza­ção e retroage sobre as condições que o produzem" (MO­RIN, 1987). Isso só pode ser concebido a partir de:
(a) um todo organizador maior que os seus elementos constituti­vos;
(b) o desenvolvimento de qualidades emergentes com a capacidade de retroação sobre o que a produz;
(c) uma atividade recorrente cujo produto se torna produtor da organização que a produz (MORIN, 1987).
Quanto à noção de psiquismo, estaria referida ao aspecto individual-subjetivo da atividade do espírito. Es­taria vinculada à idéia de "ego", à identidade pessoal – incluindo os aspectos afetivos, oníricos, fantasmáti­cos da atividade espiritual.
Para conceber o cérebro como uma "máquina hiper­complexa", Morin descreve algumas características neu­rofisiológicas importantes:
1ª. Os dois hemisférios cerebrais - Conforme os es­tudos de Sperry, o hemisfério direito se relaciona com emoção, intuição, aspectos concretos (entoação da voz, cores), apreensão das formas globais, orientação espa­cial, aptidão musical. Já o esquerdo está referido à aná­lise, abstração, lógica, tempo seqüencial. O esquerdo se­ria dominante nos homens, o direito, nas mulheres. Mas a dominância varia também conforme os indivíduos e num mesmo indivíduo, conforme as contingências. Des­sa maneira, haveria um constante diálogo de complemen­taridade/antagonismo dos dois hemisférios – importan­te aspecto em termos de complexidade (MORIN, 1987).
2ª. O cérebro triúnico - McLean elaborou uma teo­ria de regionalização cerebral, de acordo com elementos filogenéticos. Assim, haveria:
* o paleocéfalo (herança reptiliana), constituído pelo hipotálamo – sede da agres­sividade, do cio, das pulsões primárias;
* o mesocéfalo (herança dos mamíferos antigos), com o siste­ma límbico – aspectos da afetividade e da memória de longo prazo;
* o córtex, com os hemisférios cerebrais que se hipertrofiam no homem (o neocórtex) - lugar das aptidões associativas, lógicas e estratégicas. Assim, haveria uma unidade triunitária, que permite encarar o cérebro como complexo.
Não ocorreria uma hierarquia entre as instâncias, mas sim uma atividade instável, com complementarida­de, antagonismos.
3ª. A concepção modular - O cérebro estaria cons­tituído por mosaicos de módulos polineuronais (também chamados de grafos). Cada módulo teria uma autonomia relativa e possuiria competências e especializações próprias. Estariam intimamente conectados com outros módulos, de modo a permitir a ocorrência de inter-retro­computações que viabilizariam a emergência dos fenôme­nos perceptivos e inteligentes.
4ª. Os "hormônios" cerebrais - Há dois feixes hor­monais: o MFB (Medial Forebrain Bundle) - sistema catecolaminérgico (dopamina e noradrenalina), de estimu­lação à ação; feixe de recompensa e reforço que atuaria no hipocampo; e o PVS (Periventricular System) - siste­ma colinérgico, de incitação à fuga ou à defesa que atua­ria na amígdala. Assim, haveria uma inter-relação dos dois feixes no processo de formação das idéias, das per­cepções que teriam correspondências psicoafetivas, que, por sua vez, poderiam ser desencadeadas, também, por estímulos externos.
O cérebro seria, então, um complexo de sistemas complexos com uma multiplicidade de instâncias que se encadeiam e se combinam através da: * unidualidade bi­hemisférica, * unidualidade triúnica, * poliunidade inter­modular, * unidualidade dos feixes hormonais.
Para entender o funcionamento complexo, Morin elaborou três princípios, todos interligados: (1) o dialógi­co; (2) o recorrente; (3) o hologramático.
(1) O princípio dialógico refere-se à idéia de intera­ção, isto é, à associação complexa de instâncias, conjun­tamente necessárias à ocorrência, funcionamento e desen­volvimento de um fenômeno organizado. No caso cere­bral, percebe-se esta propriedade nos diversos níveis cita­dos anteriormente. Além disso, haveria uma dialógica análise/síntese ligada à dialógica digital/analógica, im­prescindíveis aos processos perceptivos.
(2) O princípio recorrente diz respeito à noção ciber­nética de retroação, isto é, operações circulares, em que os "efeitos" rebatem sobre as suas "causas". Mas, a noção de anel recorrente é mais ampla: tratar-se-ia de uma retroação reguladora. Seria o processo no qual, os produtos são simultaneamente produtores dentro do mes­mo processo, de modo que os estados finais são necessá­rios à origem dos estados iniciais, desde que haja energia disponível (o segundo critério de Bateson para o surgi­mento do fenômeno mental).
(3) O princípio hologramático (que inclui as modali­dades holoscópica e holonômica) baseia-se na técnica de produção do holograma – imagem física projetada no espaço, a três dimensões, provocando a sensação de espessura. Cada ponto do holograma reproduz pratica­mente todo o objeto, em dimensão menor. Assim, o prin­cípio hologramático seria enunciado da seguinte manei­ra: o todo está inscrito na parte que está inscrita no to­do. Dessa forma, a complexidade da organização total precisa da complexidade organizacional de seus elemen­tos singulares, que por sua vez precisam, recorrentemen­te, da complexidade organizacional do todo. Essas idéias foram desenvolvidas por Jacob e por Koestler ao conce­berem, respectivamente, os conceitos de"integron" e de "holon" (JACOB, 1985; KOESTLER, 1978).
Morin considera, ainda, três modalidades desse prin­cípio:
hologramática, propriamente dita – o todo, de certo modo, está inscrito nas partes inscritas no todo;
holonômica - o todo governa as partes que o governam;
holoscópica - operadora da representação total de um fenômeno (a memória, por exemplo, está registrada hologramaticamente, de modo que as representações se­riam estabelecidas a partir de computações armazenadas).
Desse modo, o princípio hologramático incorporaria os dois outros princípios (dialógica e recorrência) – o todo constituído desde partes interatuantes e retroagin­do sobre essas partes para controlar suas interações (MO­RIN, 1987).
Em suma, o funcionamento da máquina hiper­complexa cerebral consistiria de dialógicas, recorrências, interações, como se houvesse a implicação de cada ele­mento ou etapa do conjunto em todo processo, de mo­do que a resultante fosse construída a partir das interfe­rências entre todos os elementos e etapas desse processo.

Complexidade: Aspectos Epistemológicos

Stengers, na obra "Quem tem medo da Ciência?", reunindo os seminários proferidos durante sua vinda ao Brasil, em 1989, apresentou uma série de idéias sobre a "complexidade". Afirma que a noção de complexidade é "perigosa", do "ponto de vista da política dos sabe­res" (STENGERS, 1990). Essa autora aventa a possibilida­de de tratar-se de um modismo que pode encerrar uma "armadilha": estabelecer uma nova visão do mundo que, se, por um lado, ultrapassaria as visões tradicionais da Ciência, por outro, sustentaria a visão de mundo de que as ciências podem trazer a verdade para a história (por exemplo, a idéia de progresso linear seria substituída por conceitos como "caos", "instabilidade", "desconti­nuidade" etc.), de modo que, assim, a Ciência permane­ceria mantendo seus interesses diante de sua capacidade "desveladora" das realidades, encaradas em sua comple­xidade "real" (STENGERS, 1990).
A partir do par "operador-conceito", Stengers dis­cute o par "simples-complicado". Para ela, o "concei­to, na medida em que explica porque o operador tem êxito, define igualmente um mundo onde, de direito, as categorias às quais o operador recorreu são pertinentes" (STENGERS, 1990). Dessa forma, a complexidade põe em relevo os riscos que o conceito corre em relação ao ope­rador. Para Stengers, um operador, ao mesmo tempo e indissociavelmen­te, define uma prática de medida e um objeto, uma prática de me­dida que define seu objeto e um objeto que legitima uma prática de medida.
Diz ela: "Será que é a mesma coisa só que mais complicada ou devemos pensar em termos de complexi­dade?" Os encaminhamentos para tentar responder con­duzem a dois usos da noção de complexidade:
(1) de problematizar "a relação entre a operação prá­tica (de definir) e o conceito que parecia autorizar tal operação (a definição do sistema enquanto permite dedu­zir seus diferentes regimes de atividades possíveis)." Este uso está baseado nas ciências experimentais. Tem como resultado por em questão "o risco da experimentação" e o problema da pertinência dos conceitos que ela deter­mina (STENGERS, 1990);
(2) de discutir a posição de quem estabelece as questões nas ciências. Ou seja, "todo o método afirma a diferença entre aquele que coloca as questões e aquilo sobre o que eles a colocam" (STEN­GERS, 1990). Isso conduz ao problema de indivíduos hu­manos colocarem questões a seu próprio respeito. Assim, respostas a tais questões passam a ser políticas, uma vez que haveria uma resposta "objetiva", "que deve supos­tamente definir o que é o indivíduo, e à qual o indivíduo deve supostamente ser submetido, enquanto que ele colo­ca o mesmo problema" (STENGERS, 1990).
Para Stengers, a complexidade não constitui nem "nova visão do mundo", nem "novo tipo de teoria". Mas, sim, refere-se a uma questão "prática": ela surge quando há um encontro "empírico" que demanda um questionamento do poder atribuído aos conceitos. Mais ainda: constitui o modo de problematização do "novo", sob a forma de chamar a atenção para o problema da pertinência dos novos problemas e para as definições de nossas posições quanto àquilo que interrogamos. Ou seja, tanto a problemática do "novo", como a problemá­tica das relações entre ciências e poder (STENGERS, 1990).
Mas, no que se refere ao problema "mente/corpo" – objeto de nosso artigo é importante mencionar uma indagação da própria Stengers, em obra anterior, ao co­mentar o fato de que a "psicossomática faz parte dessas zonas obscuras da ciência em que se tenta conhecer sa­bendo ao mesmo tempo que isso provoca uma mutilação causada por modelos errados, os quais, como provém de outras ciências, não são adequados a esse gênero de disciplina.
Assim, como conseguir manter uma interrogação rigorosa e ao mesmo tempo moldá-Ia segun­do as exigências do que temos de compreender?" (STEN­GERS, 1987). Nessa mesma obra, originária de um coló­quio chamado "As Vias do Conhecimento", organiza­do em 1984 pela Universidade de Tsukuba, no Japão, Stengers indaga-se (e aos japoneses) acerca da pertinên­cia do conceito oriental do chi.
 Em suma, para o estu­do do problema "mente-corpo", a complexidade se cons­titui num valioso instrumento heurístico. De acordo, por­tanto, com a proposição stengeriana anterior do redimen­sionamento dos conceitos em função de sua eficácia. E, também, diga-se de passagem, redimensionamento dos modelos explicativos disponíveis. No caso em foco, am­bos se fazem absolutamente necessários para viabilizar uma abordagem mais satisfatória (do que as disponíveis) dos fenômenos psicossomáticos, nos quais o problema "mente-corpo" inevitavelmente desemboca.
Referências Bibliográficas
1. BATESON, G Natureza e EspíritoLisboa: Publ. D. Quixote, 1987.
2. CAPRA, F Sabedoria IncomumSão Paulo: Cultrix, 1990.
3. JACOB, F A Lógica da VidaLisboa: Publ. D. Quixote, 1985.
4. KOESTLER, A Janus: A Summing Up. Londres: Pan Books, 1978.
5. MORIN, E O Método IlI. O Conhecimento do Conheci­mento. Europa-América, 1987.
6. STENGERS, I Multiplicidade, razão e sentido. Em: Abordagens do RealLisboa: Publ. D. Quixote, 1987.
7. STENGERS, I Quem Tem Medo da Ciência? Ciências e Poderes. São Paulo: Siciliano, 1990.
8. VAZ, N Com o Olhar de um BiólogoConferência pronun­ciada no 8º Seminário de Educação em Saúde: Natureza e Cultura. Vida e Sociedade, Rio de Janeiro, novembro, 1991.
9. VICENT, J-D (1988). Biologia das PaixõesLisboa: Europa-América, 1988.
Fonte:http://www.redepsi.com.br/2007/07/10/o-paradigma-da-complexidade-e-a-rela-o-c-rebro-mente/

Postagens mais visitadas deste blog

TEONANÁCATL - COGUMELO SAGRADO,A CARNE DOS DEUSES

TIPOS DE TRANSE : COMPREENDENDO OS ESTADOS ALTERADOS DE CONSCIÊNCIA

AYAHUASCA,O CHÁ DO SANTO DAIME : CHÁ SAGRADO OU DROGA ALUCINÓGENA ?