sábado, 23 de maio de 2015

OS SEGREDOS DO PODER DE MANIPULAÇÃO


Em geral, nós gostamos da ideia de sermos donos de nossas próprias escolhas. Mas será que somos mesmo?

Os segredos do poder de manipulação

Jay Olson, pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, acredita que não. “O que a Psicologia está descobrindo cada vez mais é que muitas decisões que tomamos são influenciadas por fatores dos quais não temos consciência”, explica.
Recentemente, Olson desenvolveu um engenhoso experimento que demonstra como é fácil manipular alguém mesmo com uma persuasão quase imperceptível.
Praticante de truques de mágica desde os 7 anos, Olson notou, quando começou a estudar Psicologia, que muito do que aprendia sobre a mente humana casava com aquilo que seu hobby já o tinha ensinado, principalmente no que se refere à atenção e à memória.

Questão de segundos


O toque e o contato visual são maneiras de fazer alguém baixar a guarda

Em seu mestrado, ele realizou vários truques com voluntários, mas um em particular o ajudou a concluir fatos importantes sobre a influência e a persuasão.
A mágica consiste em rapidamente manipular um baralho na frente de um voluntário e depois pedir para que ele escolha uma carta qualquer. O ilusionista, então, tira uma carta idêntica de seu bolso – para a surpresa e deleite da plateia.
O segredo do mágico é já escolher ele mesmo uma carta e passar alguns milésimos de segundo a mais com ela na mão enquanto o baralho é manipulado. Isso influencia o voluntário a pegar justamente aquela carta.
Olson percebeu que conseguiu direcionar 103 de 105 participantes. Mas foi a segunda parte da experiência que mais surpreendeu o psicólogo. Quando interrogou os voluntários depois, viu que 92% deles não tinham ideia de que estavam sendo manipulados e acharam que estavam no total controle de suas próprias decisões.
O pesquisador também descobriu que aspectos como a personalidade do voluntário não tinham relação com o quanto ele pode ser influenciado – todos pareciam igualmente vulneráveis.

Mensagens sutis


Experimento mostrou que clientes compraram mais vinhos franceses ao ouvir música francesa

As implicações dessa experiência vão muito além do palco e deveriam servir para reconsiderarmos nossas percepções sobre nossa vontade própria.
Apesar de termos uma grande sensação de liberdade, nossa capacidade de tomar decisões deliberadas pode ser uma ilusão. “A liberdade de escolha é só um sentimento – não está ligada à decisão em si”, afirma Olson.
Não acredita nele? Lembre-se quando você for a um restaurante. Segundo Olson, o cliente tem mais chances de pedir o prato que está no topo ou na parte de baixo do cardápio porque essas são as áreas que mais atraem o olhar. “Mas se alguém perguntar o porquê da sua escolha, você dirá que está com vontade de comer aquilo, sem perceber que o restaurante deu uma forcinha”, diz.
A psicóloga Jennifer McKendrick, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, concluiu, em um estudo, que o simples fato de um supermercado tocar uma música ambiente francesa ou alemã fazia as pessoas comprarem vinhos desses países.
Segundo membros da campanha de Al Gore à Presidência dos Estados Unidos em 2000, seus rivais republicanos faziam a palavra “RATS” (“ratazanas”) aparecer por milésimos de segundos em anúncios que traziam imagens do democrata, o que teria espantado muitos de seus eleitores.
O psicólogo Drew Westen, da Emory University, em Atlanta, criou um candidato fictício e inseriu a suposta mensagem subliminar em seus anúncios, notando que voluntários o avaliavam negativamente.
Outra experiência mostrou ainda que representantes de vendas por telefone registraram uma performance melhor apenas por ter visto a foto de um atleta ganhando uma corrida – mesmo sem se lembrarem dela depois.

Como perceber a manipulação


Fazer uma ideia sua parecer de outra pessoa também é uma maneira de influenciar

Evidentemente, esse tipo de conhecimento pode ser usado para a coerção se cair nas mãos erradas. Por isso, é importante saber quando outras pessoas estão tentando convencê-lo de algo sem que você perceba.
Com base em artigos científicos, aqui estão quatro atitudes manipuladoras fáceis de identificar:
1 – O poder do toque
Um tapinha nas costas seguido por um contato visual pode levar uma pessoa a baixar mais a guarda. É uma técnica que Olson usa em seus truques, mas que pode funcionar no cotidiano.
2 – A velocidade da fala
Olson diz que mágicos sempre tentam apressar seus voluntários para que eles escolham a primeira coisa que vem à sua mente – em geral a ideia que ele plantou. Uma vez que a pessoa fez sua opção, o performer passa a falar de maneira mais relaxada.
Ao se lembrar da experiência, o voluntário tende a pensar que o tempo todo foi livre para tomar suas próprias decisões, em seu ritmo.
3 – Atenção a seu campo de visão
Ao passar mais tempo manipulando uma determinada carta de baralho, Olson a torna mais “saliente”, fazendo-a se fixar na mente do voluntário sem que este perceba.
Há muitas outras maneiras de fazer coisas semelhantes: colocar um objeto na linha do olhar da outra pessoa ou mover algo ligeiramente mais perto de um alvo, por exemplo. Pelos mesmos motivos, acabamos escolhendo a primeira coisa que nos é oferecida.
4 – Algumas perguntas plantam ideias
Quando alguém faz uma sugestão e pergunta aos demais coisas como “Por que você acha que isso é uma boa ideia?” ou “Na sua opinião, quais as vantagens disso?”, está, na realidade, deixando os outros se convencerem a respeito de certas questões por conta própria.
Pode parecer óbvio, mas fazer com que as pessoas reflitam a partir de ideias embutidas nas perguntas significa que elas ficarão mais confiantes em tomar decisões de longo prazo – mesmo não tendo sido ideia delas.
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150401_vert_fut_poder_manipulacao_ml.shtml

10 MANEIRAS SURPREENDENTES DE MANIPULAR O CÉREBRO HUMANO


10 maneiras de manipular o cérebro humano

10 maneiras surpreendentes para manipular o cérebro humano



Conheça os 10 experimentos científicos que mostram que o cérebro pode ser facilmente controlada por fatores externos, sem o seu consentimento.
Por muitos anos os cientistas tentam estudar e compreender como o cérebro humano, bem como formas de manejo. Essas investigações são capazes de ajudar na luta contra várias doenças, mas de outra formaprovocar controvérsia, já que seus resultados seriam desenvolver mecanismos para controlar o comportamento das pessoas. A revista "Popular Mechanics" destacou dez horas experiências surpreendentes que mostram que o cérebro humano pode ser facilmente manipulado por fatores externos.

Decryptor cérebro

10 maneiras incríveis que manipulam o cérebro humanoReuters / Michaela Rehle
Quando lemos a nós, ouvimos a voz na nossa cabeça. Nesta base, os cientistas da Universidade da Califórnia, EUA, tentando decifrar a atividade neuronal para criar um implante para traduzir sinais cerebrais em fala através de um sintetizador de voz. Assim, será possível "falar" para as pessoas com deficiência e até mesmo pacientes em coma.

A ilusão de mármore mão


Durante um experimento, os cientistas pediram aos voluntários colocaram suas mãos sobre a mesa e gentilmente tocou a mão direita com um pequeno martelo. Ao mesmo tempo, os praticantes ouviu o som de um martelo contra uma bola de gude. Dentro de minutos, eles começaram a sentir que sua mão estava ficando pesado e duro, como um pedaço de mármore. Assim, o cérebro combina consistentemente informações de diferentes sentidos, alterando a percepção do corpo embora permaneça o mesmo.


O efeito de aquecimento / arrefecimento


A temperatura pode influenciar o nível de confiança entre as pessoas. Durante a "dilema do prisioneiro" do experimento famoso dois criminosos suspeitos 'foram separados em diferentes células e propostas para testemunhar contra o outro em troca de uma sentença mais leve. Ao mesmo tempo, um deles estava segurando um objeto quente, enquanto o outro tinha que manter um pedaço de gelo em sua mão. Depois de várias experiências com pessoas diferentes, descobriu-se que os primeiros eram mais determinado a confiar em seu parceiro e nenhuma calúnia contra ele.

Teletransporte

Pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, os voluntários conseguiram impor a ilusão da experiência do corpo. Os participantes foram colocados em um scanner cerebral capaz de criar ilusões e ficção. Em segundos, as pessoas tinham a sensação de estar em outro lugar, em outro corpo.



O efeito McGurk


O experimento mostra como o que vemos influências que ouvimos. Desta forma, se ver no vídeo uma pessoa mover os lábios, como se dissesse "ga", mas no áudio ouvida "ba", o cérebro torna-se "da "provando assim que as coisas nem sempre são o que parecem.


Gravador de cérebro


Este dispositivo, atualmente sendo desenvolvido, permitirá que as pessoas que sofrem de paralisia expressar seus pensamentos. A tecnologia de eletrodo capacete rastrear o movimento dos olhos e um 'software', permitindo que uma pessoa paralisada para transmitir suas palavras e idéias na tela do computador, movendo o "rato" com os olhos.

Isolamento durável


10 maneiras de manipular o cérebro humanoREUTERS / Louafi Larbi
Para a maioria das pessoas um isolamento durável irá causar graves perturbações mentais: alucinações e percepção alterada do tempo, entre outros. Foi demonstrado que, para um isolamento duradouro no escuro, o ciclo diária pode ser aumentada até 48 horas para 36 horas de actividade, segui-los de 12 horas de sono.


A ilusão do corpo invisível


Outro experimento no Instituto Karolinska mostra como uma pessoa pode pensar que vivem em outro corpo. Os voluntários usavam óculos que projetava a imagem de um manequim. Os pesquisadores então começaram a tocar vários praticantes partes do corpo, enquanto o manequim. Assim, o primeiro se sentiram eram esses manequins. Para fazer o mesmo, mas no espaço vazio, os voluntários sentiram que seu corpo era invisível.


A estimulação elétrica de criatividade


10 maneiras de manipular o cérebro humanoWikipedia
Cientistas da Universidade da Carolina do Norte demonstraram que a eletricidade pode aumentar a criatividade humana. Os voluntários com idades compreendidas entre 19 a 30 anos de idade foram submetidas a uma estimulação eléctrica para gerar as chamadas ondas cerebrais alfa, que estão associados com o pensamento criativo. Sua criatividade é aumentado em média 7,4% após o experimento.

O tablet da compaixão


Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, descobriram que podem manipular o "nível" de compaixão para com as pessoas a mudar sua bioquímica cerebral. Um grupo de pessoas receberam pílulas de placebo, enquanto outros, medicina tolcapone, o que acelera a ação da dopamina, o "hormônio da felicidade". Peça voluntários para compartilhar o seu dinheiro entre estranhos, o segundo grupo foi mais generoso.

FONTE:
http://illuminatielitemaldita.blogspot.com.br/2015/05/10

terça-feira, 19 de maio de 2015

MEDITAÇÃO : A FERRAMENTA ESSENCIAL - MINGYUR RINPOCHE

Meditação: A ferramenta essencial-Mingyur Rinpoche.

Trecho do Capítulo 2, do livro “TRANSFORMANDO CONFUSÃO EM CLAREZA” de Yongey Mingyur Rinpoche.

Tradução de Gabriel M. Falcão
Revisão de Luís Fernando Machado e Waldemar Falcão

MEDITAÇÃO: A ferramenta essencial

 Antes de prosseguir, quero falar sobre meditação. Isso porque ela fornece a principal ferramenta para todas as nossas práticas, inclusive as de ngondro – e também porque hoje em dia ela significa diferentes coisas para diferentes pessoas. A fim de estabelecer um entendimento comum, quero contar como foi uma das minhas primeiras introduções à meditação.
Meu pai comparava os efeitos da meditação ao comportamento de um bom pastor. Da janela de seu pequeno quarto em Nagi Gompa nós podíamos enxergar uma grande extensão do céu, além da movimentada cidade de Kathmandu logo abaixo. Às vezes sentávamos juntos e observávamos os jovens pastoreando seus rebanhos. “Os bons pastores sentam na colina observando seu rebanho, alertas e conscientes”, meu pai explicava. “Se um animal se perde, eles descem para guiá-lo de volta. Eles não ficam correndo de um lado para o outro, conduzindo seu rebanho para lá e para cá, senão os pobres animais não conseguiriam se alimentar direito – e tanto eles quanto os pastores ficariam exaustos.”
“Os bons pastores meditam?”, eu perguntei.
“Eles não estão trabalhando diretamente com a mente”, ele disse. “Portanto eles não estão meditando, mas estão relaxados e atentos. Eles observam externamente seu rebanho enquanto mantêm uma estabilidade interna. Eles não estão perseguindo as ovelhas. Quando meditamos, tampouco perseguimos os nossos pensamentos. Um mau pastor possui uma visão limitada. Ele pode até perseguir uma ovelha que se desgarrou para o lado esquerdo, mas perde a ovelha que fugiu pelo lado direito, e acaba correndo em círculos, como um cão perseguindo a própria cauda. Quando meditamos, não tentamos controlar todos os nossos pensamentos e sentimentos. Apenas repousamos naturalmente, como o bom pastor, observantes e atentos.”
Uma vez meu pai apontou para um rapaz sentado sob o sol, recostado em uma pedra plana, observando seu rebanho mais abaixo. O rapaz desembrulhou o pano em que guardava seu almoço e comeu vagarosamente, levantando os olhos para checar as cabras. Quando ele terminou de comer, pegou uma flauta de madeira e meu pai abriu as janelas para ouvir. Todos pareciam tão felizes: o rapaz, meu pai, as cabras… “Esse rapaz medita?”, eu perguntei. Ele balançou a cabeça negativamente. “E ainda assim ele é tão feliz?”, indaguei.
“O bom pastor é livre para escolher seu próprio comportamento”, meu pai explicou. “Ele possui uma mente calma, o que deixa seu rebanho calmo. Como ele não faz os animais ficarem nervosos, eles não fogem. Isso lhe dá tempo de sentar, comer seu almoço e tocar sua flauta.
“Mas não confunda o comportamento relaxado com a mente. Hoje o sol está brilhando. Não está muito frio, nem há um vento forte. As circunstâncias deste pastor não poderiam ser melhores. Mas o que acontece se elas mudam? O que acontece à mente se o fazendeiro vende essas cabras? Para experimentar a verdadeira liberdade, devemos meditar a fim de reconhecer a natureza da mente em si. Então não seremos carregados por pensamentos, emoções e circunstâncias. Faça chuva ou faça sol, a mente permanece estável.”
Para cultivar uma mente estável independente das circunstâncias, devemos trabalhar com a própria mente. O trabalho direto com a mente revela a qualidade inerente da consciência meditativa. Cada prática do ngondro difere em conteúdo e abordagem. Mas em cada uma delas estamos trabalhando com a mente de forma deliberada.

CONSCIÊNCIA

Consciência é a qualidade natural, inata e cognoscente da mente – que está conosco o tempo todo. Não podemos funcionar sem consciência; sem ela não teríamos experiência de nada. Entretanto, nem sempre a reconhecemos. Na verdade, a maior parte do tempo nós não a reconhecemos. A meditação nos ensina a reconhecer a consciência que já possuímos.
Existem três tipos de consciência: a consciência normal, que experimentamos antes de aprender a meditar; a consciência meditativa, que surge com o reconhecimento da própria consciência; e a consciência pura, que ocorre quando nosso reconhecimento se aprofunda e nós experimentamos diretamente a natureza da consciência.

Consciência Normal

A qualidade mais fundamental da consciência normal é que a própria consciência não é reconhecida. Permanecemos tão preocupados e identificados com cada ideia e imagem em nossa mente, que não reconhecemos a própria consciência. A consciência está sempre presente. Não podemos funcionar sem ela, mas podemos funcionar sem reconhecê-la.
Há dois tipos de consciência normal. Um é atento e presente – características associadas com a meditação e demonstradas pelo bom pastor. O outro se caracteriza pela distração, sem qualquer semelhança ao comportamento meditativo. No entanto, nenhum dos dois tipos reconhece a própria consciência.
Por exemplo: nós olhamos para uma flor. Com a consciência normal distraída, nossos olhos se voltam para a flor, enquanto talvez estejamos pensando em pizza, parceiros ou filmes. Ou dirigimos até um restaurante com nossos amigos e na volta discordamos sobre o caminho a ser seguido. Não é que esqueçamos o caminho porque a consciência desapareceu – não podemos existir sem consciência, assim como não podemos existir sem respirar – mas nossa consciência estava coberta por distrações, diálogos mentais internos, fantasias e divagações. Permanecemos conscientes o suficiente para chegar ao restaurante, mas não para lembrar como chegamos. A consciência pode ser deturpada e obscurecida – mas não eliminada. Nesse estado distraído nós somos como o mau pastor. Tomamos café da manhã perseguindo pensamentos sobre o jantar, e no jantar não conseguimos lembrar o que comemos pela manhã.
Quando prestamos atenção ao ato de lavar os pratos, dirigir, ou resolver uma equação matemática, estamos focados na tarefa. Quando dizemos que uma pessoa executa seu trabalho bem, geralmente isso é reflexo de sua capacidade de prestar atenção. Para um sapateiro, o campo de atenção pode ser os detalhes de costura, a cola e a maleabilidade do couro. Médicos precisam prestar atenção aos sinais físicos e emocionais de seus pacientes. Para desempenhar bem qualquer função, a consciência normal não-distraída deve predominar. Em cada caso a atenção – e portanto a própria mente – está no objeto da consciência: ovelhas, sapatos, pacientes ou a estrada. A mente não está perdida em uma tagarelice distraída; ela está consciente de seu objeto – embora a própria consciência não seja reconhecida.

Consciência Meditativa

A meditação requer algum grau de consciência da própria consciência. Começamos a perceber a qualidade da mente, e não apenas dos fenômenos percebidos por ela. Quando começamos a meditar, pode ser útil usar suportes como imagens dos budas, a nossa respiração ou uma flor. Nós repousamos nossa atenção no suporte. Mas apenas prestar atenção ainda não é meditação. Os dois ingredientes cruciais para a meditação são a intenção e o reconhecimento. Começamos propositadamente repousando no suporte – aí entra a intenção. Mas também permanecemos conscientes do que está acontecendo, enquanto acontece – isso é reconhecimento. Em outras palavras, quando repousamos nossa atenção na respiração, não somos tão completamente absorvidos pela experiência a ponto de perder contato com tudo o mais. Estamos plenamente conscientes da nossa respiração, mas também sabemos que estamos conscientes.
Digamos que utilizemos uma flor como suporte da consciência. Nós levamos nossa atenção ao objeto e o utilizamos como suporte para o reconhecimento da consciência. Isso é o que queremos dizer com a palavra “suporte”. O Buda Sakiamuni disse: “Um monge, quando caminha, sabe que caminha; quando levanta, sabe que levanta; quando senta, sabe que senta; quando deita, sabe que deita.” Esse saber, esse reconhecimento de cada momento e de cada atividade, é meditação.
Uma vez que tenhamos reconhecido a consciência, podemos continuar usando o suporte se ele for nos auxiliar, mas não devemos usá-lo de maneira focada e limitada. A utilização de um suporte para a meditação, como por exemplo a respiração ou alguma forma visual, se torna um meio para um estado de mente mais espaçoso e relaxado, que permanece estável mesmo em meio às atividades da mente. Se você começar usando uma flor como suporte, não se preocupe se está tendo consciência ou não. Se você tiver a intenção de que a flor seja um suporte para o reconhecimento da consciência, isso ocorrerá. A intenção e a motivação ocasionarão o reconhecimento.
Dentro das práticas de ngondro, os suportes podem variar: desde animais – como vacas ou cachorros – a reinos divinos, deidades, gurus, e até mesmo universos inteiros. O som de um mantra pode ser um suporte. Porém o processo é o mesmo de quando utilizamos uma flor ou a respiração. O suporte serve como uma maneira de desvelar e reconhecer as qualidades da mente.

Consciência Pura

Conforme a consciência meditativa se aprofunda, podemos começar a experimentar o que chamamos de consciência pura. Isso não é algum estado de consciência extraordinário. Na verdade, uma de suas principais características é ser completamente ordinário. É simplesmente a extensão natural do primeiro vislumbre de consciência que surge quando começamos a meditar. Entretanto, o processo meditativo em si nos conecta não apenas com a presença da consciência, mas com a própria natureza da consciência. Uma vez que tenhamos reconhecido essa consciência pura, o caminho inteiro do despertar – incluindo todas as práticas de ngondro – nos ajuda a nutrir e estabilizar esse reconhecimento, e a integrá-lo com cada aspecto de nossa vida.

Yongey Mingyur Rinpoche  é atualmente um dos mais respeitados mestres de meditação do budismo tibetano. Além de um eminente lama da linhagem Karma Kagyu, como filho de Tulku Urgyen Rinpoche, é descendente do terton Chokgyur Lingpa (linhagem Nyingma).
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Mingyur Rinpoche é considerado o homem mais feliz do mundo. Ganhou esse título após ter participado de uma série de pesquisas na Universidade de Winsconsin, nos Estados Unidos. Ao monitorá-lo, os cientistas descobriram que a atividade de seu cérebro ligada à felicidade era 10 vezes maior do que na média das pessoas.
Yongey Mingyur Rinpoche possui rara habilidade de apresentar a antiga sabedoria tibetana de maneira vívida e cativante. Sua profunda, mas acessível maneira de ensinar e seu senso de humor cativaram estudantes do mundo todo. De maneira singular, seus ensinamentos misturam suas experiências pessoais com a pesquisa científica moderna, relacionando as duas à prática da meditação.
Nascido em 1975 na região do Himalaia, fronteira entre Tibete e Nepal, Yongey Mingyur Rinpoche é uma estrela em ascensão entre a nova geração de mestres budistas tibetanos. Desde tenra idade, Rinpoche foi atraído para uma vida de contemplação. Ele passou muitos anos de sua infância em retiros rigorosos. Com a idade de dezessete anos, foi convidado para ser professor no monastério onde fez seu primeiro retiro de três anos, posição raramente dada a um lama tão jovem. Ele também completou o treinamento budista tradicional de filosofia e psicologia, antes de fundar uma faculdade monástica em seu próprio monastério no norte da Índia.
Além de extensa formação nas tradições filosóficas e meditativas do budismo tibetano, Mingyur Rinpoche ao longo de sua vida também teve interesse na ciência ocidental e em psicologia. Em tenra idade, começou uma série de discussões informais com o famoso neurocientista Francisco Varela, que foi ao Nepal aprender meditação com seu pai, Tulku Urgyen Rinpoche. Muitos anos depois, em 2002, Mingyur Rinpoche e diversos outros meditadores mais experientes foram convidados ao Laboratório Waisman de Imagem Cerebral e Comportamento na Universidade de Wisconsin, onde Richard Davidson, Antoine Lutz e outros cientistas examinavam os efeitos da meditação no cérebro de meditadores avançados. Os resultados desta pesquisa inovadora foram relatados nas publicações mais lidas do mundo, incluindo a National Geographic e Time.
Mingyur Rinpoche ensina ao redor do mundo e tem Centros nos quatro continentes. Suas sinceras e muitas vezes engraçada maneira de descrever suas próprias dificuldades tornaram-no querido por milhares de estudantes em todo o mundo. Seu livro best-seller, A Alegria de Viver: Descobrindo o Segredo da Felicidade, estreou na lista dos mais vendidos do New York Times e foi traduzido por mais de vinte idiomas. Os livros mais recentes do Rinpoche são Joyful Wisdom: Embracing Change and Finding Freedom e um livro infantil ilustrado, intitulado Ziji: The Puppy that Learned to Meditate.
No início de junho de 2011, Mingyur Rinpoche deixou seu monastério em Bodhgaya, Índia para iniciar um período prolongado de retiro solitário.

Fonte:http://www.budavirtual.com.br/meditacao-a-ferramenta-essencial-mingyur-rinpoche/

segunda-feira, 18 de maio de 2015

ALUCINÓGENOS QUE PODEM CURAR

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Alucinógenos que podem curar


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Matéria publicada em Janeiro pela ” Scientific American Brasil“, nos foi direcionada por Vinícius Costa.
Em horas, substâncias psicoativas são capazes de induzir realinhamentos psicológicos profundos que exigiriam décadas para serem alcançados no divã.
por Roland R. Griffiths e Charles S. Grob
SANDY LUNDAHL, EDUCADORA EM SAÚDE DE 50 ANOS DE IDADEchegou ao centro de estudos biológicos comportamentais na Johns Hopkins University School of Medicine em uma manhã de primavera de 2004. Ela se ofereceu para participar de um dos primeiros estudos com drogas alucinógenas nos Estados Unidos em mais de três décadas. Preencheu questionários, conversou com os dois monitores que estariam com ela pelas próximas oito horas e se ajeitou no confortável espaço parecido com uma sala de estar em que a sessão aconteceria. Então, engoliu duas cápsulas azuis e reclinou-se em um sofá. Para ajudá-la a relaxar e focar seu interior, ela usava tapa-olhos e fones de ouvido, que transmitiam música clássica especialmente selecionada.

As cápsulas continham um a alta dose de psilocibina, principal componente dos cogumelos “mágicos”, que, como o LSD e a mescalina, produzem alterações de humor e percepção, mas muito raramente alucinações. Ao final da sessão, quando os efeitos haviam se dissipado, Sandy, que nunca havia tomado um alucinógeno antes, preencheu mais questionários. Suas respostas indicavam que, durante o tempo em que ficou na sala, havia passado por uma profunda
experiência mística.
Em uma visita de acompanhamento mais de um ano depois, ela disse que continuava a pensar na experiência diariamente e – o mais notável – que ela a considerava o evento mais pessoal e espiritualmente significativo de sua vida. Ela sentia que aquilo trouxera mudanças positivas em seu humor, atitudes, comportamento e uma perceptível melhora em sua satisfação com a vida como um todo. “Parece que a experiência levou a uma aceleração do meu desdobramento ou desenvolvimento espiritual”, descreveu. “Lampejos de introspecção ainda ocorrem… Sou muito mais amorosa – compensando as feridas que causei no passado… Sou cada vez mais capaz de perceber as pessoas como tendo a luz do divino fluindo por elas.”
Sandy foi uma de 36 participantes de um estudo conduzido por um de nós de (Griffiths) na Johns Hopkins que começou em 2001 e foi publicado em 2006, seguido por um relatório que saiu dois anos depois. Quando o primeiro trabalho apareceu no periódico Psychopharmacology, muitos membros da comunidade científica saudaram a ressurreição de uma área de pesquisas que estava dormente havia um bom tempo. Os estudos com a psilocibina na universidade continuam por dois caminhos: um explora os efeitos psicoespirituais da droga em voluntários saudáveis. O outro estuda se os estados de consciência alterada induzidos por alucinógenos – e, em particular, experiências místicas – poderiam mitigar os efeitos de vários problemas psiquiátricos e comportamentais, incluindo alguns para os quais as terapias atuais não chegam a ser efetivas. A principal droga usada nesses estudos é a psilocibina, que integra os chamados alucinógenos clássicos. Assim como as outras drogas dessa classe – psilocina, mescalina, DMT e LSD –, a psilocibina age nos receptores de serotonina das células cerebrais. Confusamente, substâncias de outras classes que exercem efeitos farmacológicos diferentes desses dos alucinógenos clássicos também são rotuladas como alucinógenos” pela mídia e por relatórios epidemiológicos. Esses compostos, alguns dos quais também podem oferecer potencial terapêutico, incluem a quetamina, o MDMA (popularizado como “ecstasy”), salviorina A e ibogaína, entre outros.

SUPERANDO LEARY

A PESQUISA TERAPÊUTICA com os alucinógenos se vale de evidências promissoras observadas em estudos iniciados nos anos 50 que, coletivamente, envolveram milhares de participantes. Alguns desses estudos sugeriam que os alucinógenos poderiam ajudar a tratar a dependência química e a aliviar o sofrimento psicológico das doenças terminais. Essa pesquisa parou no início dos anos 70, quando o uso recreativo dos alucinógenos, principalmente o LSD, cresceu e atraiu uma cobertura sensacionalista da mídia. Esse campo de investigação também foi afetado pela demissão amplamente divulgada de Timothy Leary e Richard Alpert da Harvard University em 1963, em resposta à preocupação sobre métodos heterodoxos de pesquisa usando alucinógenos, incluindo, no caso de Alpert, oferecer psilocibina a um estudante fora do campus.
O crescente uso sem supervisão de substâncias pouco compreendidas, em parte resultado do apoio dado a elas pelo carismático Leary, ganhou repercussão. O Ato de Substâncias Controladas, de 1970, pôs os alucinógenos comuns na Lista 1, a categoria mais restritiva. Novas limitações foram impostas à pesquisa com humanos, a subvenção estatal foi suspensa e os pesquisadores envolvidos nessa linha de pesquisa se viram profi ssionalmente marginalizados.
Décadas se passaram antes que as atitudes que bloquearam as pesquisas arrefecessem o bastante para permitir estudos rigorosos com humanos envolvendo o uso dessas substâncias. As experiências místicas permitidas pelos alucinógenos interessam os pesquisadores particularmente porque têm o potencial de produzir mudanças positivas rápidas e duradouras no humor e comportamento – alterações que podem demandar anos de esforço na psicoterapia convencional.
O trabalho feito na Johns Hopkins é emocionante porque demonstra que essas experiências podem ser produzidas em laboratório na maioria das pessoas estudadas. Ele permite, pela primeira vez, pesquisas científi cas rigorosas e avaliações que registram os voluntários antes e depois do uso da droga. Esse tipo de estudo permite aos pesquisadores examinar as causas e efeitos psicológicos e comportamentais dessas experiências extraordinárias.
Pesquisadores da Johns Hopkins usaram questionários originalmente desenvolvidos para avaliar experiências místicas que ocorriam sem drogas. Eles também analisaram os estados psicológicos gerais dos participantes entre dois e 14 meses após a sessão com psilocibina. Os dados mostraram que os participantes experimentaram um aumento na autoconfiança, maior sensação de contentamento interior, melhor capacidade de tolerar frustrações, diminuição do nervosismo e aumento no bem-estar geral. Um comentário típico de um participante: “A sensação de que tudo é Um, que eu experimentei a essência do Universo e o saber que Deus não nos pede nada, exceto receber amor. Não estou sozinho. Não temo a morte. Sou mais paciente comigo mesmo”. Outra participante ficou tão inspirada que escreveu um livro sobre as experiências.

ALÍVIO DO SOFRIMENTO

QUANDO A PESQUISA SOBRE a terapia baseada em alucinógenos foi suspensa, há cerca de 40 anos, deixou uma lista de tarefas que incluía o tratamento do alcoolismo e outras dependências, a ansiedade associada ao câncer, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno de estresse pós- traumático, desordens psicossomáticas, transtornos severos de personalidade e autismo.
No câncer, os pacientes frequentemente se confrontam com ansiedade severa e depressão, e antidepressivos e drogas redutoras de ansiedade podem ter uma atuação limitada para amenizar esses casos. Nos anos 60 e início dos 70, mais de 200 pacientes de câncer receberam alucinógenos clássicos em uma série de estudos clínicos. Em 1964, Eric Kast, da Chicago Medical School, que administrou LSD a pacientes terminais com dores severas, relatou que os pacientes desenvolveram um “desprezo peculiar pela gravidade de sua situação e conversavam livremente sobre sua morte iminente com uma característica considerada não usual pelos costumes ocidentais, mas muito benéfica aos seus estados mentais.” Estudos posteriores, produzidos por Stanislav Grof, William Richards e seus colegas do Spring Grove Psychiatric Hospital próximo a Baltimore (e mais tarde no Maryland Psychiatric Research Center) usaram LSD e outro alucinógeno clássico, o DPT (dipropiltriptamina). Os testes mostraram diminuição na depressão, ansiedade e medo da morte. E pacientes com experiências místicas mostram as melhoras mais significativas na medição psicológica de bem-estar.
Um de nós (Grob) atualizou esse trabalho. Em setembro passando, um ensaio no periódico Archives of General Psychiatry relatou um estudo piloto realizado entre 2004 e 2008 no Harbor-Ucla Medical Center para avaliar se as sessões com psilocibina reduziam a ansiedade em 12 pacientes terminais de câncer. Apesar de o estudo ser pequeno demais para permitir conclusões mais significativas, foi encorajador: os pacientes mostraram diminuição na ansiedade e melhora no humor, mesmo vários meses após a sessão.
Alcoólatras, fumantes e outros dependentes químicos podem relatar vitória sobre suas dependências após uma experiência mística que os afetou profundamente e ocorreu de forma espontânea, sem uso de drogas. A primeira onda de pesquisas clínicas com alucinógenos reconheceu o potencial terapêutico dessas experiências transformadoras. Mais de 1.300 pacientes participaram de estudos sobre dependência que originaram mais de duas dúzias de publicações décadas atrás. Em alguns desses estudos foram administradas altas doses em pacientes pouco preparados e reduzido apoio psicológico, alguns fisicamente presos ao leito. Pesquisadores que compreendiam a importância da preparação e deram apoio a seus pacientes tendiam a obter melhores resultados. Esse trabalho antigo trouxe resultados promissores, mas inconclusivos.
A nova geração de pesquisa com alucinógenos, com melhores metodologias, deve ser capaz de determinar se essas drogas podem de fato ajudar as pessoas a superar dependências. Além do tratamento da dependência, os estudos mais recentemente começaram a testar se a psilocibina pode mitigar os sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo. Outras substâncias controladas com mecanismos diferentes de ação também estão mostrando potencial terapêutico. Pesquisas evidenciam que a quetamina, administrada em baixas doses (é normalmente usada como anestésico), poderia dar um alívio mais rápido da depressão que os antidepressivos tradicionais, caso do Prozac. Um teste recente, na Carolina do Sul, usou o MDMA para tratar com sucesso o transtorno de estresse pós-traumático em pacientes em que as terapias convencionais não produziram efeito. Testes similares com o MDMA estão a caminho na Suíça e em Israel.

A ESTRADA À FRENTE

PARA QUE AS TERAPIAS COM USO de alucinógenos clássicos ganhem aceitação, terão de superar preocupações que emergiram com os excessos dos “psicodélicos anos 60”. Os alucinógenos podem, às vezes, induzir à ansiedade, paranoia ou pânico, que, em ambientes sem supervisão, podem produzir ferimentos acidentais ou mesmo suicídio. No estudo feito na Johns Hopkins, mesmo após cuidadosa seleção, e ao menos oito horas de preparação com um psicólogo clínico, cerca de um terço dos participantes experimentaram algum período de medo significativo e cerca de um quinto sentiram paranoia em algum momento durante a sessão. Mas no ambiente acolhedor oferecido pelo centro de pesquisas e com a constante presença de guias treinados, os participantes não demonstraram efeitos negativos duradouros.
Outros riscos potenciais dos alucinógenos incluem psicose prolongada, aflição psicológica, distúrbios na visão ou nos outros sentidos, com duração de dias ou mais. Esses efeitos, no entanto, não são muito frequentes e se mostram ainda mais raros em voluntários preparados psicologicamente. Apesar do eventual abuso na utilização dos alucinógenos clássicos (usados de forma a pôr em risco a segurança dos usuários ou de outros), eles não são tipicamente considerados drogas viciantes, porque não levam ao uso compulsivo nem produzem síndrome de abstinência. Para ajudar a minimizar as reações adversas, os pesquisadores da Johns Hopkins publicaram recentemente um conjunto de normas de segurança para a realização de estudos com altas dosagens de alucinógenos. Em função da habilidade dos pesquisadores em tratar com os riscos das drogas, sentimos que os estudos dessas substâncias devem continuar devido ao seu potencial para transformar a vida, digamos, de um paciente de câncer ou dependente químico. Se elas se mostrarem úteis no tratamento do abuso químico, ou da ansiedade existencial associada a doenças que põem a vida em risco, pesquisas posteriores poderiam ser beneficiadas. Os benefícios também podem vir da neuroimagem e de técnicas farmacológicas que não existiam nos anos 60 e que fornecem uma melhor compreensão de como essas drogas atuam.

A visualização das áreas do cérebro envolvidas nas emoções e pensamentos intensos que as pessoas têm sob a influência das drogas dará uma janela para a psicologia por trás das experiências místicas produzidas pelos alucinógenos. Pesquisas adicionais também poderão trazer abordagens não farmacológicas mais eficientes se comparadas às práticas espirituais tradicionais, como meditação ou jejum para produzir experiências místicas e mudanças comportamentais desejadas.
A compreensão sobre como as experiências místicas podem levar a atitudes benevolentes em relação a si mesmo e aos outros deve ajudar a explicar o bem documentado papel de proteção da espiritualidade no bem-estar e saúde psicológica. As experiências místicas podem originar um senso profundo e duradouro da interconexão entre pessoas e coisas – perspectiva que está por trás dos ensinamentos éticos das tradições religiosas e espirituais. Assim, uma compreensão da biologia dos alucinógenos clássicos poderia ajudar a esclarecer os mecanismos por trás do comportamento ético e cooperativo humano – conhecimento que, acreditamos, poderá vir a ser crucial para sobrevivência da nossa espécie.
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Roland R. Griffiths é professor nos departamentos de psiquiatria e neurociências da Johns Hopkins University School of Medicine. Seus principais focos de pesquisa têm sido os efeitos comportamentais e subjetivos das drogas que alteram o humor. Ele é o líder de pesquisas com a psilocibina na Johns Hopkins.
Charles S. Grob é professor de psiquiatria e pediatria da David Geff em School of Medicine da Ucla e diretor de Divisão de Psiquiatria Infantil e Adolescente no Harbor-Ucla Medical Center. Ele conduziu testes clínicos com várias drogas alucinógenas, incluindo o uso da psilocibina no tratamento da ansiedade em pacientes com câncer.
Agregado ao Micélio
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Fonte:http://mundocogumelo.com/2011/06/05/alucinogenos-que-podem-curar/