segunda-feira, 14 de julho de 2014

CONSCIÊNCIA PARA ALÉM DO CÉREBRO

Consciência para além do cérebro 

Raul Guerreiro

“Nesse patamar da consciência, a observação e o conhecimento tornam-se uma coisa só. A intenção da pessoa que observa torna-se aí algo essencial para aquilo que ela vivencia. Além disso, o conceito de tempo é muito diferente do nosso. Vive-se ali como que na eternidade, e a pessoa de certo modo torna-se ela própria idêntica àquilo que observa. O mundo espiritual é vivenciado como algo extremamente mais real e mais intenso do que o nosso mundo físico. A consciência constitui aí o mistério central do universo, ou a causa real do mundo. Rudolf Steiner explicou uma vez resumidamente que “Tudo no mundo é consciente”.

Recentemente foi publicado em alemão um livro do médico americano Dr. Eben Alexander. Título: “Um olhar para a eternidade — a fascinante experiência de quase-morte de um neurocirurgião”. O Dr. Alexander é formado na prestigiosa Universidade de Harvard, onde trabalhou durante muitos anos. Em 2008, com 54 anos de idade, ele adoeceu gravemente devido a uma infecção no cérebro, e em seguida perdeu a consciência, entrando em estado de coma total. A ocorrência dessa doença bacteriana (Escherichia coli) é raríssima para esse órgão humano, e também para essa idade. Os antibióticos utilizados pelos médicos resultaram praticamente inúteis, e após uma semana de esforços o paciente foi declarado como praticamente morto.
No sétimo dia, os médicos assistentes consultaram a esposa do Dr. Alexander a fim de decidir se deviam suspender os medicamentos, para permitir que o paciente morresse, evitando assim que ele mais tarde fosse viver como um deficiente, em estado puramente vegetativo. Essa era a expectativa da medicina. Mas “milagrosamente” o paciente não só “acordou” pouco tempo depois, mas ainda se recuperou completamente, atingindo absoluta reabilitação da sua saúde.
Durante seu período de coma, o Dr. Alexander vivenciou experiências extraordinárias acerca do chamado mundo espiritual. Tais experiências confirmam aliás as investigações realizadas há quase um século pelo filósofo e cientista Rudolf Steiner. Durante a sua provação, o Dr. Alexander reconheceu seu estado de semidesincarnado detalhadamente como um mundo formado por três níveis. O nível inferior foi reconhecido como uma zona básica, radical ou arterial, animada como se fosse um verme vivendo no meio da lama. O segundo nível de transição consistia de maravilhosas paisagens, inundadas por uma música tão encantadora, que é impossível de ser concebida aqui entre nós no mundo físico. O terceiro nível foi sentido como o centro do mundo, como um sol negro irradiando a luz mais brilhante possível. Nesse patamar da consciência, a observação e o conhecimento tornam-se uma coisa só. A intenção da pessoa que observa torna-se aí algo essencial para aquilo que ela vivencia. Além disso, o conceito de tempo é muito diferente do nosso. Vive-se ali como que na eternidade, e a pessoa de certo modo torna-se ela própria idêntica àquilo que observa. O mundo espiritual é vivenciado como algo extremamente mais real e mais intenso do que o nosso mundo físico. A consciência constitui aí o mistério central do universo, ou a causa real do mundo. Rudolf Steiner explicou uma vez resumidamente que “Tudo no mundo é consciente”.
Os acontecimentos na biografia do Dr. Alexander vieram agora evidenciar, de maneira espetacular e científica, que a consciência pode realmente existir independente de um cérebro. Antes de adoecer, esse experiente médico era um cientista 100% materialista, e na sua atividade altamente especializada em neurocirurgia ele já tinha ouvido, da parte de pacientes, relatos de experiências semelhantes. Mas ele sempre tinha descartado educadamente tudo isso, como produto da fantasia das pessoas. A sua crença absolutamente “científica” era: sem um cérebro é impossível haver consciência.
Mas o destino resolveu que ele fosse vitimado por uma doença na sua própria especialidade. Seu cérebro foi afetado na parte suprema, o neo-córtex, e assim durante seu estado de coma não havia instrumento algum para transmitir qualquer consciência. Isso também explica porque é que durante o período de sua permanência em um estado superior de consciência, ele não guardou qualquer memória anterior do mundo físico. Isto está em contraste com outras experiências de “quase-morte” no caso de pacientes que sofreram uma parada cardíaca, e depois uma ressuscitação, sendo que mais tarde relataram como no estado desincarnado puderam ver, praticamente como observadores de um palco de teatro, médicos e familiares reunidos e trabalhando à volta do seu leito na clínica (geralmente na expectativa de ver se eles iam mesmo “morrer”…).
Nos primeiros 14 dias após seu despertar da coma total, o Dr. Alexander passou por uma síndrome de transição, com diversas alucinações e estados de delírio. Na posterior memória, ele conseguiu distinguir com precisão os dois níveis de vivências: o período logo após o despertar estava cheio de imagens, cuja natureza ele reconheceu claramente, em retrospectiva, como ilusões. Mas no período anterior, ou seja, durante o estado de coma propriamente dito, suas ideias e vivências não foram ilusão nenhuma. Pelo contrário, ele experimentou aí uma realidade absoluta e mais elevada. Conforme ele relatou: uma espécie de saber superior, ou uma ultra-realidade.
O hospital onde o Dr. Alexander esteve internado era o mesmo onde ele trabalhava. Após sua total recuperação, ele estudou o relatório médico redigido pelos seus colegas. No início, ele levantou todas as objeções neurológicas possíveis para negar cientificamente a experiência que ele próprio tinha vivido! Mas após um estudo rigoroso das atas médicas, ele teve que se refutar a si mesmo. E despois de estudar a crescente literatura científica sobre eventos de “quase-morte”, ele declarou por último que seu caso podia mesmo servir para quebrar o pescoço da medicina e da ciência materialistas.
De fato, seu relatório é particularmente racional e convincente, constituindo um avanço decisivo nesta matéria, após as conhecidas experiências já descritas nas publicações do cardiólogo Willem van Lommel e do psiquiatra Raymond A. Moody. É curioso assinalar ainda que, durante todo o período de coma, a esposa e os irmãos do Dr. Alexander formaram uma espécie de corrente ininterrupta de boa-vontade e amor, de modo que sempre havia alguém sentado a seu lado, segurando sua mão. Após retomar com dificuldade a consciência normal do corpo, o Dr. Alexander relatou que viu as faces dessas pessoas que se dedicaram espiritualmente a acompanhá-lo naquilo que parecia a aproximação da morte.
Um episódio singular foi a súplica feita pelo seu filho de 11 anos. No sétimo dia da ocorrência, enquanto o garoto estava sentado junto do leito no hospital, ele vislumbrou em espírito a figura do pai, no momento em que ele retornava ao corpo para recuperar a consciência. Esses detalhes foram evidentemente recolhidos bem mais  tarde, mas tiveram que ser assumidos como reais e inquestionáveis.
Conforme podemos ver, cada vez mais se encontram maneiras para retirar a humanidade da escuridão do materialismo e conduzi-la à luz do Espírito. Aliás, o relatório do Dr. Alexander, bem como as demais experiências de “quase-morte” conhecidas, significa um inusitado brilho “supra-terrestre” que vem dignificar as práticas da medicina de reanimação e cuidados intensivos, que muitas vezes são impiedosamente criticadas. O dilema em que se encontra a medicina intensiva dos nossos dias fica demonstrado da maneira mais dramática por aquele detalhe: sete dias depois de um estado de coma total, o paciente voltou à vida exatamente no momento em que seus dedicados colegas, que aliás o tinham em grande estima, estavam se preparando para deixá-lo “morrer”, a fim de “livrá-lo” de um miserável resto de existência como deficiente.
- Fonte: http://www.antroposofy.com.br/wordpress/consciencia-para-alem-do-cerebro/#sthash.ZD2CfIaz.dpuf

quinta-feira, 19 de junho de 2014

MACONHA,CÉREBRO E SAÚDE - RENATO MALCHER-LOPES E SIDARTA RIBEIRO



The illegality of cannabis is outrageous, an impediment to full utilization of a drug which helps produce the serenity and insight, sensitivity and fellowship so desperately needed in this increasingly mad and dangerous world. 
Carl Sagan

 If the words “life, liberty and the pursuit of happiness” don’t include the right to experiment with your own consciousness, then the Declaration of Independence isn’t worth the hemp it was written on. 
Terence McKenna

MACONHA, CÉREBRO E SAÚDE (*)
por Renato Malcher-Lopes e Sidarta Ribeiro

Nunca foi tão oportuna quanto agora a discussão sobre os efeitos cerebrais e fisiológicos da Cannabis, popularmente conhecida como maconha. Se por um lado uma parcela da sociedade começa a questionar a pertinência das políticas públicas que criminalizam seu uso, por outro a ciência avança a passos largos para decifrar a enorme variedade de efeitos fisiológicos e psicológicos induzidos por seus princípios ativos. […] A maconha é uma das drogas recreativas mais usadas no mundo e está entre as mais antigas plantas domesticadas pelo homem. Esteve presente nos primórdios da agricultura, tecnologia, religiões e medicina. Testemunhos eloqüentes de seu impacto na civilização estão presentes nas escrituras sagradas e nos mais antigos documentos médicos das mais diversas culturas.
O número de artigos científicos publicados sobre o sistema canabinóide cresce linearmente a cada ano, de forma que a maconha protagoniza uma verdadeira revolução, representando uma das mais promissoras fronteiras no desenvolvimento da neurobiologia e da medicina. A descoberta dos endocanabinóides, ou seja, moléculas análogas aos princípios ativos da maconha, mas produzidas pelo próprio cérebro, é a grande novidade por trás dessa guinada científica. Neste início de século XXI, acredita-se que os canabinóides possam estar envolvidos na remodelação de circuitos neuronais, na extinção de memórias traumáticas, na formação de novas memórias e na proteção de neurônios. […] A desregulação do sistema canabinóide pode estar envolvida nas causas da depressão, dependência psicológica, epilepsia, esquizofrenia e doença de Parkinson.

I. A HISTÓRIA NATURAL DA MACONHA
Acredita-se que a Cannabis seja originária da região central da Ásia, onde ainda é encontrada em sua forma silvestre. Hoje em dia, uma extensa faixa de estepes entremeada por desertos recobre esta região seca e gelada. Entretando, há evidências de que a planta já existia por ali numa época em que o clima era mais úmido e quente, o que confirma sua extraordinária capacidade adaptativa. Desta região a planta teria se espalhado pelo mundo graças aos movimentos migratórios de nômades e à atividade de comerciantes. A milenar relação do homem com esta planta acabou por gerar inúmeras variedades das três subespécies da Cannabis (indica, sativa, ruderalis), selecionadas segundo o interesse de quem as cultivava, tais como a qualidade da fibra e a quantidade da resina que produziam.
Vêm da China as mais antigas evidências da relação do homem com a Cannabis. Em 1953, numa vila chamada Pan-p’o, às margens do Rio Amarelo, trabalhadores escavavam as fundações de uma fábrica moderna sem imaginar que retiravam do chão a terra que os separava da pré-história de seu povo. Ali, sob sedimentos acumulados por mais de 6 mil anos, eles encontrariam indícios de que a Cannabis já fazia parte daquele cotidiano da idade da pedra: peças de cerâmica caprichosamente decoradas com marcas de tramas feitas de fibras de Cannabis. O achado arqueológico sugere que a Cannabis era usada na tecelagem rudimentar e na confecção de cordas e redes de pesca pelos ancestrais dos chineses. Outros sítios arqueológicos espalhados pela China e na Ilha de Taiwan revelaram que ao longo dos séculos a versatilidade dos usos da Cannabis tornou seu cultivo imprescindível para a vida nas vilas do leste asiático. Seus pequenos frutos se tornaram um dos mais importantes grãos usados na alimentação, e uma fonte primordial de óleo comestível e combustível. […] A qualidade das fibras da Cannabis também possibilitou aos chineses a invenção do papel.
Segundo o botânico e geógrafo russo Nicolay Vavilov (1887-1943), o homem primitivo experimentava todas as partes das plantas que pudesse mastigar, de forma que os brotos e inflorescências de variedades de Cannabis ricas em resinas aromáticas e pequenos frutos oleosos deveriam lhe parecer especialmente atraentes. Evidentemente, para aqueles que vieram a comer da planta, foi inevitável ingerir também os princípios psicotrópicos abundantes na sua resina, transformando a despretensiosa refeição numa experiência certamente inesquecível, com enormes consequências para a humanidade. Naquele contexto, os efeitos mentais da maconha teriam representado para esses coletores incautos nada menos do que um mergulho profundo em uma realidade completamente fora deste mundo, produzindo intensas sensações místicas.
….o homem antigo gradualmente aprendeu a reconhecer as propriedades farmacológicas das plantas por tentativa e erro, experimentando-as. Esse tipo de conhecimento empírico foi sendo adquirido e preservado pelos antigos xamãs asiáticos. […] Em 2006, foi encontrada na divisa entre China, Mongólia e Rússia a tumba de um xamã que viveu a cerca de 2.500 anos. Com ele foi enterrada, além de um instrumento musical, uma cesta de ouro contendo um farto suprimento de brotos e inflorescências de maconha que, devido ao frio, ainda presevavam um alto teor de canabinóides. Para xamãs como este, as propriedades psicotrópicas e medicinais dos mais diversos princípios da natureza, inclusive a maconha, eram sagradas e constituíam valiosas ferramentas farmacológicas necessárias ao ofício diário de diminuir as dores do corpo e dialogar com as diferentes dimensões da consciência.
A mais antiga farmacopéia (enciclopédia de medicamentos) do mundo, o Pen-ts’ao ching, foi escrita no primeiro século depois de Cristo a partir da compilação desse conhecimento tradicional, passado de geração em geração. […] A maconha era ali indicada para o tratamento de dor reumática, constipação, problemas femininos associados à menstruação, beribéri, gota, malária e falta de concentração…
O grego Heródoto (484-425 a.C.) nos legou em sua História o mais vívido e explícito relato que existe sobre os efeitos psicoativos da maconha na antiguidade. Segundo este relato, como parte de um ritual de purificação após enterrarem seus mortos, os citas entravam em uma tenda no centro da qual colocavam um caldeirão de bronze contendo pedras aquecidas. ‘Os citas então jogam as sementes de maconha nas pedras em brasas: as sementes queimam como incenso e produzem um vapor tão denso que nenhuma sauna grega poderia superar. Ao se deliciarem com esses vapores, os citas uivam como lobos’. [...] A Cítia eventualmente desapareceu como nação, mas seus descendentes se espalharam pela Europa oriental, legando costumes presentes até hoje no folclore dessa região, sobretudo no norte dos Bálcãs, onde, por ex., se toma sopa com sementes de Cannabis no dia de ano-novo.O filósofo grego Demócrito, contemporâneo de Heródoto, relatou que ‘a maconha era bebida ocasionalmente, misturada com mirra e vinho, para produzir um estado visionário’. […] “…o uso médico e religioso da maconha sob a forma de uma bebida chamada bhanga já fazia parte da cultura dos persas na época de Heródoto… a bhanga teria a capacidade de revelar aos mortais os mais altos mistérios.
É bem possível que os hebreus já soubessem da existência da maconha antes mesmo de sua fuga do Egito, tendo em conta que os historiadores acreditam que o êxodo descrito no velho testamento possa ter ocorrido durante ou pouco antes do reinado do faraó Ramsés II (1195-1164 a.C.), o qual provavelmente conhecia muito bem os efeitos da maconha, conforme se pôde constar pela grande presença de canabinóides nos cabelos de sua múmia.

Em nenhuma outra civilização a maconha teve um prestígio religioso e medicinal tão expressivo quanto na Índia. De acordo com o Vedas, conjunto de textos que compõem as bases filosóficas do Hinduísmo, os deuses teriam mandado a maconha ao homem para que este pudesse alcançar mais coragem, libido e prazer. Uma fábula conta que, em um dia ensolarado, Shiva, o deus mais importante do Hinduísmo, estava aborrecido por causa de um desentendimento com sua família e saiu sozinho para caminhar nos campos, até que resolveu buscar proteção do sol sob a sombra de um majestoso arbusto de maconha. Curioso a respeito da planta que lhe dera abrigo, Shiva comeu de suas folhas e se sentiu tão revigorado que adotou a planta como sua favorita. […] Um livro sagrado escrito entre 2000 e 1400 a.C. reconhece a propriedade que a maconha tem de aliviar a ansiedade. O Vedas também se refere à maconha, uma das cinco ervas sagradas do Hinduísmo, como sendo uma fonte de alegria, regozijo e liberdade.
Diz uma lenda da corrente mahayana do Budismo tibetano que Siddharta Gautama, a primeira encarnação de Buda, se alimentou exclusivamente de sementes de maconha, uma por dia, durante os seis anos de preparação que precederam sua chegada ao Nirvana. Já na tradição do Budismo Tântrico… a maconha é utilizada para facilitar a meditação e potencializar as percepções sensoriais envolvidas em cada aspecto das cerimônias tântricas. Nos ritos sexuais, uma boa quantidade de bhang é ingerida com antecedência, de forma que os efeitos potencializadores dos sentidos coincidam com o auge da prolongada cerimônia sexual cujo objetivo final é o de alcançar a comunhão espiritual com a deusa Kali.
Foi somente por consequência da ocupação britânica da Índia, já no século XIX, que a Europa veio a tomar contato com as propriedades medicinais da maconha…. seu uso se espalhou pela Europa e EUA de tal forma que, já nas primeiras décadas do século XX, dezenas de remédios à base de maconha estavam sendo produzidas pelos mais importantes laboratórios farmacêuticos, sendo recomendadas pelos médicos para os mais variados problemas, incluindo: enxaquecas, dor-de-dente, cólicas menstruais, hemorragia menstural e pós-parto, risco de aborto, úlcera gástrica, indigestão, inflamação crônica, reumatismo, eczema, estímulo do apetite e tratamento de anorexia.
Paralelamente, contudo, desenvolviam-se vacinas e antibióticos contra doenças infecciosas, além de novos remédios com indicações mais específicas, que passaram a ser de maior interesse para a indústria farmacêutica do que aqueles com efeitos múltiplos, como os que continham extrato de maconha… Finalmente, em 1941, a maconha saía oficialmente das páginas da farmacopéia norte-americana para figurar nas páginas policiais daquele país.
…O uso da maconha foi consagrado como símbolo do pacifismo hippie e da defesa das liberdades individuais, estabelecendo-se a partir de então como um ícone da cultura pop norte-americana. Em 1980, nada menos do que 68% dos norte-americanos já haviam experimentado a maconha ao menos uma vez.
No Brasil, escravos e campesinos usavam-na socialmente no final do dia de trabalho, quando se reuniam de forma quase ritualística para relaxar em rodas de fumo… a planta era fumada para facilitar o transe místico… Mas o efeito relaxante da maconha não era visto com bons olhos por patrões e senhores de escravos. [...] O uso da maconha passou a ser combatido como vício pela elite econômica [...] e sofreu perseguição de cunho fortemente racista, e sua proibição eventualmente passou a servir de pretexto para a opressão de indivíduos de origem africana que, sobretudo após a abolição da escravatura, eram vistos pelos brancos como uma parcela perigosa da população.
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Um aspecto que distingue a maconha de muitas outras plantas medicinais é o conjunto de efeitos mentais que seu uso provoca. As relações milenares do homem com a Cannabis certamente decorrem de estados psicológicos prazerosos associados a seu consumo, e da possibilidade de obter tais efeitos de forma rápida e transitória. A maconha em doses não excessivas geralmente provoca uma experiência de alteração mental livre de náusea, vômito, diarréia, dor de cabeça, pânico, fortes alucinações ou perda de consciência. O ‘barato’ causado pela maconha, embora não seja normalmente estudado por ser valor terapêutico, está associado à melhora do humor, à redução da ansiedade e à sedação moderada, qualidades desejáveis no tratamento de diversas doenças.
Contudo, se é certo que muitos dos efeitos psicológicos da maconha estão direta ou indiretamente relacionados aos seus usos terapêuticos, também é certo que o interesse do homem por eles vai muito além da esfera medicinal. Assim, em diferentes tempos e culturas, as propriedades psicoativas da maconha têm sido utilizadas para finalidades religiosas, artísticas e recreativas.
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Um dos efeitos imediatos mais mencionados é o alívio do estresse mental e físico. [...] De forma geral, a maconha funciona como um ansiolítico, causando um relaxamento que é frequentemente acompanhado da sensação de bem-estar e euforia, muitas vezes evidenciada por longos acessos de gargalhadas. Aumentam também a sensação de paz interior e empatia, facilitando as interações interpessoais. É comum ainda a alteração na percepção do tempo, que parece passar mais lentamente.
As emoções e percepções se intensificam, aprofundando a apreciação estética, lúdica e sensual dos sentidos. A percepção visual se enriquece, sendo marcada por cores mais vibrantes, com diferentes nuances, contornos que se destacam  com mais clareza do fundo e variações mais nítidas de luz e sombra, realçando a percepção da tridimensionalidade. Assim, elementos visuais sutis ganham vivacidade sob efeito da maconha, permitindo ao usuário enxergar com clareza texturas, padrões, formas e estruturas complexas que não lhe seriam perceptíveis sem o uso da droga.
Com relação à audição, os relatos frequentes dos usuários indicam que a maconha aumenta a acuidade auditiva, facilitando, por exemplo, a percepção de mudanças sutis de ritmos, timbres e notas musicais. É facilitada também a identificação das palavras cantadas e de cada instrumento tocado e a separação espacial dos instrumentos se torna mais clara.
[...] Sob efeito da maconha o raciocínio muitas vezes adquire mais velocidade e fluidez, resultando em associações mais flexíveis de conceitos, idéias e emoções. Além disso, imagens mentais ganham maior vividez. Se por um lado esses efeitos favorecem a criatividade e a elaboração de metáforas, por outro lado, sobretudo em usuários pouco experientes, dificultam o raciocínio lógico e objetivo.  [...] Tais alterações na forma de pensar, associadas aos efeitos relaxantes e ao aumento da capacidade imaginativa, certamente contribuem para um aprofundamento da instrospecção reflexiva.
Se por um lado a maconha diminui a ocorrência de sono REM e por extensão diminui efetivamente a oportunidade de sonhar, seus efeitos sobre a vigília são de certa forma oníricos, promovendo um afrouxamento perceptual e lógico que é descrito por muitos usuários como similar ao sonho. Vista por esse lado, a ação da maconha seria a redução do sonho noturno (night-dream) e o aumento da divagação da vigília (day-dream). Seu uso facilita o processo criativo e a geração de insights. Além de ser um poderoso estimulador do apetite, a maconha é também utilizada como relaxante ou mesmo como afrodisíaco.
O aprofundamento geral da experiência sensorial enriquece a apreciação e produção das artes, fazendo da maconha uma droga especialmente utilizada  pelos que vivem da sensibilidade artística. Não é por acaso que o cantor e compositor de reggae Peter Tosh, líder (assim como Bob Marley) do movimento Rastafari globalizado nos anos 1970, afirma em seu hino pela legalização da maconha (Legalize It) que a maconha é usada por muitos na sociedade, como juízes e médicos, mas começa sua lista pelos cantores e instrumentistas.
Além de favorecer a veiculação de emoções através das artes e estimular a comunicação verbal, a maconha também favorece estados de baixa ansiedade, como a contemplação lúdica, a introspecção, a empatia e o transe místico.
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alguns documentários cannábicos de alta instigância:

quarta-feira, 18 de junho de 2014

OS 4 ESTADOS DE CONSCIÊNCIA - ONDAS CEREBRAIS E MEDITAÇÃO

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Os 4 Estados da Consciência - ONDAS CEREBRAIS E MEDITAÇÃO

Beta Alfa Teta Delta 
As freqüências da Consciência
Ondas cerebrais são formas de ondas eletromagnéticas produzidas pela atividade elétrica das células cerebrais. Elas podem ser medidas com aparelhos eletrônicos como o Eletroencéfalogramo ou EEG. As freqüências dessas ondas elétricas são medidas em ciclos por segundo ou HZ(Hertz). As ondas cerebrais mudam de freqüência baseadas na atividade elétrica dos neurônios e estão relacionadas com mudanças de estados de consciência(concentração, relaxamento, meditação, etc.)

Você tem a sua própria característica de atividade das ondas cerebrais. Ela tem um padrão e um ritmo - e incorpora as freqüências Beta, Alfa, Teta, e Delta em vários níveis através das atividades diárias a medida que o cérebro as modula para se adequar à determinadas tarefas. Os programas de áudio Holosonic ampliam uma determinada freqüência de onda cerebral e geram coerência a uma combinação de freqüências para atingir o máximo de desempenho mental possível para determinadas tarefas mentais.Veja o exemplo:

 
Ondas cerebrais sem coerência                             

 
Ondas cerebrais com coerência

Então como você escolhe os programas que são ideais para você? Considere as características de estados mentais que cada freqüência promove como descritas abaixo. Selecione os programas de áudio que melhor descreve suas necessidades e objetivos.



Beta 
Atenção
Concentração 
Cognição

Você está bem desperto e alerta. Sua mente está concentrada, e você está pronto para trabalhos que requerem atenção total. No estado Beta, os neurônios transmitem as informações muito rápido, permitindo a você atingir estados de concentração. O treinamento das ondas Beta é usado por terapeutas de biofeedback para tratar um problema de aprendizagem e concentração chamada de transtorno de déficit de atenção(TDA).

Os programas que induzem ondas Beta ajudam nos estudos, nas praticas esportivas, a preparar uma apresentação em público, ou seja, analisar e organizar informações onde a concentração mental é a chave para um bom desempenho.

A faixa de ondas Beta está entre 13-30 HZ. O estado Beta está associado com concentração, atenção aumentada, melhor acuidade visual e coordenação. Os cientistas tem descoberto que as freqüências Beta 18HZ e 13HZ, Gama 40HZ usadas em muitos dos programas de áudio Holosonic, atuam em funções cognitivas complexas.

Para experimentar o estado Beta, aumentar a concentração e cognição, experimente os programas Ginástica Cerebral , Concentração/Focus, Sincronização Beta/Gama. ou Alta Performance


 Alfa
Relaxamento
Visualização
Meditação
Quando você está relaxado, sua atividade cerebral baixa do rápido padrão Beta para as ondas Alfa mais lentas. Sua consciência interna expande. Sua energia creativa começa a fluir e a ansiedade desaparece. Você experimenta uma sensação de paz e bem-estar. O treinamento Alfa é muito indicado para tratamento do estresse.

Os programas que contém Alfa são excelentes para a solução serena de problemas, memorização, relaxar e praticar visualização. Escolha os programas Alfa quando você desejar obter níveis profundos de relaxamento.

A faixa de ondas Alfa está entre 7-12 HZ. Em Alfa, nós acessamos mais facilmente nossa capacidade dormente - ela funciona como um portal para estados de consciência mais profundos. Dentro da faixa Alfa, está a Schuman Resonance - a freqüência do campo eletromagnético da Terra, essa freqüência tem chamado muita atenção dos cientistas da área de neuroacústica pelos seus imensos benefícios.
Para meditar, reduzir estresse e relaxar com Alfa, experimente Meditação 7.83 (SR), Creatividade/Brainstorming, Sincronização ondas Alfa, Relaxamento/Anti-stress.
 

 
Teta
Meditação
Intuição/Creatividade
Memória
Aprofundando ainda mais o relaxamento, você entra no misterioso estado Teta onde a atividade cerebral baixa quase ao ponto do sono. Teta é o estado cerebral onde incríveis capacidades mentais ocorrem. O estado Teta propicia flashes de imagens do inconsciente, creatividade e acesso a memórias a muito tempo esquecidas. Teta leva você a estados profundos de meditação. Você pode sentir a sua mente expandir além dos limites do seu corpo.

As ondas Teta têm um importante papel em programas de modificação de comportamento e têm sido usado no tratamento do vício de drogas e álcool. Teta é também o estado ideal para aprendizagem acelerada, reprogramação mental, lembrança de sonhos, creatividade e aumento da memória.

A faixa das ondas Teta está entre 4-7 HZ.. Em Teta, nós estamos como num "sonho acordado", ficamos receptivos a informações que estão além do nosso estado normal de consciência, ativando estados mentais extrasensoriais.
 

Para entrar no estado Teta experimente Meditação 2.5, Ginástica Cerebral , Sincronização ondas Teta., Creatividade/Brainstorming
 


Delta
Consciência expandida
Cura e Recuperação
Sono


Delta é a mais baixa de todas as freqüências de ondas cerebrais. Está associada com o sono profundo, algumas freqüências na faixa Delta liberam o hormônio do crescimento humano( HGH ) que é muito benéfico para a regeneração celular e a cura.

Delta é a onda cerebral para o acesso ao inconsciente, onde a intuição pode aflorar facilmente.Os programas que contém Delta são ideais para o sono, a recuperação física/mental e meditação profunda. A faixa Delta está entre 0.1 - 4 HZ.

Para entrar no estado delta, experimente os programas:Sono perfeito, Meditação 2.5 ou Meditação Sub-Delta .


Fonte:http://despertarcosmico2012.blogspot.com.br/p/os-4-estados-da-consciencia-ondas.html

domingo, 18 de maio de 2014

A ESCALA HAWKINS DA CONSCIÊNCIA




A ESCALA HAWKINS DA CONSCIÊNCIA







A medição e a determinação matemática de níveis de consciência dos seres humanos é um dos trabalhos pioneiros e mais interessantes do médico psiquiatra americano David R. Hawkins (1927-2012), trazidos ao público em grande parte no livro “Poder contra Força: Uma Anatomia da Consciência – Os Determinantes ocultos do comportamento humano” (Power vs Force: The Hidden Determinantes of Human Behaviour), de 1995.

Hawkins realizou várias pesquisas usando a Cinesiologia e relacionou os níveis de consciência em estratificações que contém algumas semelhanças com, por exemplo, as estruturas dos chakras do Yoga e dos latiaf do Sufismo (ou de outras escolas espirituais e abordagens psico-espirituais).

"No livro “Poder vs Força: Os Determinantes Escondidos no Comportamento Humano”, David Hawkins revela algumas propriedades fascinantes da consciência humana. Neste trabalho, ele criou e calibrou um mapa enormemente útil da consciência humana, um mapa que deveria, muito apropriadamente ser chamado de "Escala Hawkins da Consciência".

Hawkins começou a sua prática de psiquiatria em 1952, e então descobriu o poder da Cinesiologia, a ciência que obtém respostas diretamente da mente subconsciente de uma pessoa através de um teste muscular.

A MENTE SUBCONSCIENTE

A mente subconsciente (ou inconsciente) é um segmento da sua gama total de consciência. A mente subconsciente armazena recordações e questões emocionais. Ela controla o sistema nervoso involuntário que administra sistemas como respiração, digestão e metabolismo.

Também está em comunicação com o universo como um todo. Em particular, está conectada com a mente global, ou inconsciente coletivo da humanidade.

Com a Cinesiologia, as mentes conscientes das pessoas são isoladas para que se recebam respostas claras diretamente das suas mentes subconscientes. Os testes são mecanicamente muito simples. Os indivíduos testados deixam um braço estendido horizontalmente ao lado do corpo enquanto a pessoa designada como testadora lhes diz para resistirem aos esforços para baixar o braço com cada pergunta. Se o braço permanece forte e fica horizontal, então a resposta da mente subconsciente do indivíduo é afirmativa. Se o braço se move para baixo devido à fraqueza, então a resposta é negativa.

Por exemplo, se testar um indivíduo para que resista enquanto alguém lhe diz: "Você tem um corpo humano”, o seu braço permanecerá forte. Se mudar a declaração para: "Você é um corpo humano" o braço ficará fraco, pois esta é uma declaração incorreta.

MAIS DO QUE UM CORPO FÍSICO

A razão para isto é que nós, como espíritos, apenas habitamos os nossos corpos físicos. Nós não somos os nossos corpos, embora o nosso ego tenda a considerar-nos apenas como aquele que nós vemos no espelho. A mente subconsciente sabe que a verdadeira resposta é: “Você tem um corpo humano”.

OS DOIS HEMISFÉRIOS
John Diamond, M.D., outro antigo investigador em Cinesiologia, observou casos onde os hemisférios direito e esquerdo do cérebro de uma pessoa trabalhavam. O hemisfério esquerdo do cérebro normalmente é usado para pensamento analítico e atividade verbal, enquanto o hemisfério direito é usado para atividades intuitivas e artísticas e para a orientação espacial.

OS CAMPOS DE ATRAÇÃO DO SUBCONSCIENTE


Nos casos raros onde ambos os hemisférios estavam trabalhando igualmente juntos, John Diamond descobriu que a pessoa exibia uma criatividade que ele denominou como a funcionalidade mais alta de um ser humano.

O trabalho do Hawkins centra os níveis de consciência ao redor de valores-chaves fundamentais da vida humana, principalmente a Integridade e a Verdade, sinônimos entre si e capazes de carregar o ser humano por todos os níveis, até o da iluminação e o da não-dualidade — como os de Buda, que, segundo ele, sustentava o nível 1000.

Segue um trecho do livro, onde Hawkins faz relações entre supostos níveis de consciência e seus efeitos:

"Embora apenas 15% de toda a população do mundo esteja acima do nível crítico 200 de consciência, a força coletiva desses 15% tem o peso para contrabalancear a negatividade dos 85% restantes da população mundial. Devido ao fato da escala de força avançar logaritmicamente, um simples Avatar em um nível de consciência de 1.000 pode, na verdade, contrabalancear totalmente a negatividade coletiva de toda a humanidade.Um indivíduo que vive e vibra na energia do otimismo e da disposição de não julgar os outros (nível 300) irá contrabalancear a negatividade de 90 mil pessoas que estão calibradas nos níveis mais baixos de força.Um indivíduo que vive e vibra na energia do puro amor por toda a vida (nível 500) irá contrabalancear a negatividade de 750 mil pessoas que estão calibradas nos níveis mais baixos de força.Um indivíduo que vive e vibra na energia da iluminação, graça e paz infinita (nível 600) irá contrabalancear a negatividade de 10 milhões de pessoas que estão calibradas nos níveis mais baixos de força (aproximadamente 22 desses sábios estão vivos hoje).Um indivíduo que vive e vibra na energia da graça, do espí­rito puro além do corpo, num mundo de não-dualidade e unidade completa (nível 700), irá contrabalancear a negatividade de 70 milhões de pessoas que estão calibradas em níveis mais baixos de forca (aproximadamente 10 desses sábios estão vivos hoje)." -Dr David R. Hawkins, em “Força e Poder”

David Hawkins descobriu que a Cinesiologia poderia ser uma avenida fascinante para o desconhecido, e ele começou a intuir o que ele chamou de “campos de atração no subconsciente”.

Campos de Atração são aquilo a que Carl Jung chamou arquétipos. Eles são criados pelos esforços de grupo de milhões de mentes no inconsciente coletivo e geram uma fascinação para as pessoas por causa do seu tamanho cumulativo.

O POTENCIAL DA CINESIOLOGIA

Justamente quando a sua atividade terapêutica se tornou excessiva, com cinquenta terapeutas e outros empregados trabalhando para ele, Hawkins abandonou tudo por uma vida de pesquisa. Em vez de tratar um paciente de cada vez, Hawkins quis descobrir como todos poderiam ser ajudados pela promessa e pelo potencial da Cinesiologia.

A sua pesquisa, durante vários anos, provou conclusivamente a mesma coisa que as novas físicas teóricas estão a começar a dizer: que tudo no universo está conectado. Com a Cinesiologia, ele confirmou que, para qualquer pergunta que for feita, se houver uma resposta em algum lugar do universo, ela chegará até si.

CALIBRAR OS NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA

Ele também montou um sistema de calibração dos níveis de consciência humana. Atribuindo os números de 1 ao infinito como uma possível escala de valores de consciência, ele logo percebeu que teria que utilizar o logaritmo dos números, em vez dos números simplesmente. Isto é porque o poder da consciência a níveis mais altos é muito vasto se comparado com o poder da consciência a níveis mais baixos.

Quando se utiliza um sistema logarítmico de base-dez, o número 4 não é apenas duas vezes maior que o número 2. O logaritmo de 4 é 10.000 contra o valor do logaritmo de 2 que é só 100. Um nível de consciência de 300 não é apenas duas vezes maior que o nível de 150, o nível de 300 significa 10 elevado a 300; ou seja, o número 1 com 300 zeros depois dele!

O NÍVEL CRÍTICO DE CONSCIÊNCIA

Além disso, Hawkins descobriu que o nível de consciência de 200 é um nível crítico. Uma média global de 200 ou mais é necessário para sustentar a vida neste planeta sem que ele afunde em uma eventual autodestruição.

Desde meados dos anos 80, ele informa que a média global da humanidade na sua escala, subiu um pouco acima do nível 200 crítico. Isto, é claro, representa outra descoberta que confirma a existência de uma mudança em curso no nosso nível de consciência.

Ele começou então a cogitar sobre quantas pessoas de mais alto nível de consciência estariam compensando as pessoas que vivem abaixo do nível crítico de 200. Por exemplo, considere que 800 milhões de pessoas no mundo têm fome, com muitas delas vivendo num nível próximo da miséria total. A consciência num estado de desespero atinge apenas um nível de 50 na escala. Até mesmo a raiva e o ódio atingem um nível mais alto de frequência que a depressão profunda experimentada por aqueles que vivem sem perspectivas de esperança.

Portanto, aqui estamos, no planeta Terra, uma humanidade coletiva, nadando duramente através da vida para tentar manter o nosso queixo coletivo acima do nível crítico de 200, trabalhando pelo dia em que a fome e o desespero serão erradicadas de uma vez por todas do nosso mundo." (...)

SERVIR É ELEVAR O NOSSO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA

"O que podemos fazer para ajudar? Conforme elevamos o nosso nível de consciência, contribuímos cada vez mais para a qualidade espiritual da mente global. Portanto, o nosso maior serviço à humanidade é, paradoxalmente, o desenvolvimento da nossa própria consciência.

Como exatamente é que isso pode ajudar o mundo? Voltando à ciência moderna e aos seus sistemas de numeração, juntamente com a preferência de hoje para resumos explicativos muito práticos, aqui está o resultados dos testes.

Um indivíduo com um nível mais alto de consciência compensa o peso de muitos, muitos indivíduos que estão abaixo do nível crítico de 200. Abaixo do nível 200 estão os campos de atração da vergonha, culpa, apatia, aflição, medo, desejo, raiva e orgulho. Bem no nível 200 crítico vem a coragem e a sua habilidade para fortalecer o ego, para retirá-lo da condição de vítima inerente às mais baixas frequências.

A um nível de 300, uma pessoa elevou-se acima de muitas emoções de conflito para alcançar um certo estado de não-julgamento e sentir otimismo. Ao nível de 300, uma pessoa, dentro da mente global, compensa o peso de um total incrível de 90.000 pessoas que estão abaixo do nível 200. Tal é o poder de estados mais altos de consciência.

A um nível de 400, o indivíduo alcança uma atitude um pouco mais harmoniosa que traz aceitação e perdão. Além disso, ele ganha um raciocínio mais aperfeiçoado que traz compreensão e significado para a vida. Este não é um nível difícil de alcançar. Por exemplo, a perseguição do objetivo de um ensino superior e de uma profissão funciona ao nível 400, onde uma pessoa compensa o incrível peso de umas 400.000 pessoas que estão abaixo do nível 200.

Para alcançar o nível de 500, uma pessoa precisa de estar espiritualmente consciente. A este nível, o amor incondicional e o perdão incondicional ficam mais vivos e bem mais encaixados na nossa realidade. Aqui, uma pessoa contrabalança 750.000 pessoas que são abaixo do nível 200.

Quando uma pessoa praticou meditação longa e diligentemente o suficiente para atingir consciência de felicidade ao nível 600, ela está, naquele momento, contrabalançando 10 milhões de pessoas abaixo do nível 200.

Será preciso uma razão mais forte para desenvolvermos as nossas faculdades interiores? Veja apenas o nível maravilhoso de serviço que cada avanço no nível de consciência traz ao nosso mundo. E tudo isto apenas por ser o que se é, e por aquilo em que nos podemos tornar. Antes mesmo de começar a ajudar as pessoas fisicamente, ajudemos a fazer do mundo um lugar melhor através do nosso apoio e ação direta. Este nível maravilhoso de serviço é o efeito direto do nosso nível de consciência num mundo que tem sentido uma enorme fome, por tanto tempo, de pensamento espiritual e de energia espiritual."

Um excerto do livro, "The Shift: The Revolution in Human Consciousness" de autoria de Owen Waters, Editora Infinite Being News.

"Todos nós caminhamos pela vida como um pacote constituído de corpo e mente. Enquanto todos nós estamos conscientes, o nível das nossas funções da consciência (que são subjetivas) variam de pessoa para pessoa. A realidade é imensamente complexada com sistemas solares, galáxias, luas e sóis, mas também com reações químicas, partículas, bactérias e ecologia. A vida esta toda em torno de nós, grandes e pequenos. Todos nós somos uma criação e nós estamos de alguma forma vivos em uma galáxia que é aparentemente sem vida. Sua consciência é um dom, ou um pouco de sorte como você pode achar. Consciência é sua capacidade de vigília para participar na vastidão da vida em vez de apenas ficar operando internamente, dentro de sua própria mente."
-Mikey O’Connell

Nível de consciência é o estado em que o ser humano toma suas decisões diferente de emoções que são passageiras. Todos nós passamos por esses estados durante situações diferentes. Todos os dias. Em determinadas situações nós comportamos de maneiras diferentes.

Conforme o nível do ser humano, há níveis onde ele toma MAIS decisões na sua vida, tem um determinado comportamento, o que revela o seu verdadeiro nível de consciência NO MOMENTO.

Dr David Hawkins, médico psiquiatra, espiritualista, autor de inúmeros livros identifica três níveis de consciência: "consciência do medo, consciência moral-ética e consciência espiritual.

Por esses três níveis passam os sentimentos de vergonha, culpa, apatia, tristeza, medo, desejo, raiva, orgulho, coragem, confiança, neutralidade, vontade, aceitação, compaixão, prazer, razão, amor, alegria, paz, iluminação espiritual." Especificamente no nível de consciência espiritual onde atingimos intimidade com Deus, e o que Ele quer que façamos.


VERGONHA
: É o estado mais baixo de consciência do ser humano, é o que tem menos energia. Uma pessoa com vergonha não toma decisões, não interage com outros seres humanos, e não tem experiencias na vida, o que dificulta essa pessoa de aprender, por conta própria o que funciona ou o que não funciona.
Em seu nível mais sutil se manifesta como timidez, num nível extremo de vergonha a pessoa quer desaparecer, até suicidar-se. Pense nesse nível como o nível do extremo ódio pessoal.


CULPA: É um estado um pouco mais elevado que a vergonha, já que, para sentir culpa a pessoa tem que fazer alguma coisa. Uma pessoa com esse nível de consciência cria muito pouco, normalmente faz papel constantemente de vitima, culpa todos pelo seu fracasso,etc. Raramente tenta fazer alguma coisa nova, vive de recordações passadas de culpa e sente-se muito mal com isso. Pessoas extremamente religiosas vivem em culpa. Você pensa em si mesmo como um pecador, incapaz de se perdoar por transgressões do passado.


APATIA: Vitimização e ausência de esperança. O estado do desamparo aprendido. Muitos sem-teto estão presos aqui. Além de ser o estado que representa uma visão muito conveniente da sociedade, quando descrita como a sociedade da vitimização. As pessoas no estado de apatia, encontram-se paralisadas diante das circunstancia da vida.


DOR/SOFRIMENTO: É um estado de tristeza e perda perpétua. Normalmente você cai aqui quando enfrenta uma enorme perda na vida. Depressão. Só está acima da apatia pois aqui você está começando a se livrar da paralisia pesada que existe na escalada. O sofrimento mexe e muda as pessoas, e muitas vezes lhe tira do estado de total apatia.


MEDO: Você vê o mundo como perigoso e inseguro. Você pode existir em um estado de paranoia, sob constante preocupação e estresse de sua realidade atual. Para subir acima deste nível geralmente requer algum tipo de ajuda. Superar o medo é algo que todos nós temos de lidar. Níveis de medo diferem de segurança geral ao medo da rejeição da sociedade. O medo é apenas uma crença interna. Cria-se medo de si mesmo quando você perceber as situações e eventos sendo uma ameaça para o seu bem-estar geral.


DESEJO: Uma pessoa nesse nível só tem ambições na vida. Vive de vícios, desejo, luxúria e consumismo. Nunca está satisfeita. Esses vícios e desejos pode ser por dinheiro, aprovação, poder ou mesmo a fama. Você pode ficar preso em um estado de materialismo e consumismo. Materialismo significa que você conecte-se a objetos físicos. Você é feliz quando tem o que quer, mas fica desesperado para adquirir o que quer quando não tem. Bens físicos têm um efeito sobre o bem-estar ou mal-estar emocional se você permitir.


RAIVA: A raiva é um nível de frustração, muitas vezes de não ter seus desejos cumpridos nos níveis mais baixos. Junto com a vergonha, e a culpa, formam uma tríplice aliança conhecida. Nesses níveis baixos as pessoas só criam alguma coisa na vida, se tiverem algum inimigo imaginário pra jogar sua raiva. Isso é uma motivação pra elas.
Este nível pode estimulá-lo à ação em níveis mais elevados, ou pode mantê-lo preso em ódio.
Haverá eventos em que nos sentiremos infelizes. Lidar com eles em um estado de raiva geralmente resulta em tornar-se ainda mais infeliz. Combater a resistência com mais resistência tende a condicionar a pessoa em uma espiral levando a níveis ainda mais baixos de consciência (retrocesso).


ARROGÂNCIA/ORGULHO: Esse é o estado de consciência predominante da humanidade atualmente. É totalmente dependente de circunstâncias externas (dinheiro, prestígio, etc), ou seja: é altamente vulnerável. Esse é o estado que leva ao nacionalismo, racismo e guerras religiosas.
Um estado totalmente irracional de negação e defesa. Você se torna tão intimamente ligado as suas crenças que um ataque a elas se torna um ataque a você.


CORAGEM/OTIMISMO: Aqui o ego ainda existe mas há uma visão diferente sobre a vida, o individuo começa a olhar pra fora de si. Começa a se alinhar com a verdade, já não tem mais medo, está mais atento a situações da vida, mas está mais otimista, entende mais a verdade, o sofrimento dá um descanso. É o começo de um despertar espiritual.O primeiro nível de força real.
É aqui que você começa a ver a vida como desafiante e emocionante ao invés de opressora. Você começa a ver seu futuro como uma melhoria sobre o passado ao invés de simplesmente a continuação do mesmo.


NEUTRALIDADE: Neutralidade é um nível de sistemas de crenças flexíveis, descontraídos, e desapegado. Aconteça o que acontecer, você vai estar firme em sua posição. Você não tem nada a provar. Você se sente seguro e convive muito bem com outras pessoas. Um monte de pessoas autônomas estão neste nível que é um lugar muito confortável. É também um nível de complacência e "preguiça". Você está cuidando de suas necessidades, mas você não se esforça demais.


COMPLACÊNCIA: Neste nível, você começa a usar sua energia de forma mais eficaz. Agora que você está seguro e confortável, você começa a usar sua energia de maneira mais eficiente. Só viver e deixar viver não é mais o suficiente. Pense nesse aqui como o nível do desenvolvimento da força de vontade e da auto-disciplina. As pessoas daqui são os “soldados” da sociedade: eles fazem as coisas bem e não reclamam sobre quase nada. É exatamente aqui que sua consciência se torna mais organizada e disciplinada.


ACEITAÇÃO/PERDÃO/COMPREENSÃO: 
Níveis elevados de espirito. Aqui já há um entendimento muito maior dos processos da vida, e da verdade, aqui há a verdadeira mudança, deixar de lado os velhos dogmas, viver com propósito.
Aqui acontece um movimento poderoso de energias e você acorda para as possibilidades de se viver proativamente. No nível da complacência você se torna competente e aqui você quer colocar suas habilidades para fazer algo bom. É aqui que você define e alcança metas.
Você começa a aceitar sua responsabilidade pelo seu papel no mundo. Você começa a ver a “grande figura” da sua vida mais claramente.


RAZÃO/CONTEMPLAÇÃO:
 Neste nível, você transcende os aspectos emocionais dos níveis mais baixos e começa a pensar mais claramente e racionalmente. Hawkins define este nível como a nível da medicina e da ciência. É o nível de consciência dos mestres. Os realmente desapegados. Os que estão em completa sintonia com a verdade, tem o corpo a mente e o espirito totalmente resguardado das desilusões da vida e do sofrimento dos níveis baixos. Olha-se o mundo como um todo para começar a fazer contribuições significativas.
Nesse nível vive-se em estado de apreciação com tudo o que é. Não há guerra, não há sobrevivência, não há luta. Aceita-se o mundo e a sua realidade e a transformam através da experiencia.


AMOR : A nível do amor incondicional há um entendimento permanente de sua conexão com tudo o que existe. No nível do amor você coloca sua cabeça e todos os seus outros talentos e habilidades a serviço de seu coração, e não suas emoções.
Esse é o estado em que você realiza seu verdadeiro propósito. Suas motivações nesse nível são puras e incorruptíveis pelos desejos do ego. É aqui o estado do serviço para a humanidade. Nesse nível você também começa a ser guiado por uma força maior do que você. É um sentimento de se deixar levar. Sua intuição se torna extremamente ‘forte’. Hawkins diz que esse nível é alcançado apenas por uma em 250 pessoas durante todo o seu tempo de vida.
Uma parcela minima como 0,0001% vive nesse estado.


HUMOR/ALEGRIA
: Este é um estado de felicidade penetrante e inabalável. Em outras palavras, o humor é o estado de consciência maior que o ego consegue atingir. É o inicio do desapego com a vida, de reconhecer como o mundo é e fazer piada com isso.
É o nível dos santos e dos mais ‘avançados professores de espiritualidade’. Só de estar perto de pessoas nesse nível faz com que você se sinta incrível. Nesse nível a vida é totalmente guiada pela intuição e sincronicidade (as coisas começam a acontecer por relação de significado). Não existe mais a necessidade de declarar metas ou de criar planos detalhados – a expansão da sua consciência permite que você opere sobre um nível muito mais elevado.


PAZ : Total transcendência. Hawkins diz que esse nível só é alcançado por uma pessoa em 10 milhões.


ILUMINAÇÃO:
 O nível mais alto da consciência humana, onde a humanidade se confunde com a divindade.
Iluminação como dizia os antigos mestres, é a união do ser com o todo. O fim do individualismo. O fim do eu. Fim do ego. O homem transcendental.
Extremamente raro. Só o fato de pensar sobre pessoas desse nível pode fazer com que você aumente seu nível de consciência. É aqui que acontece o estado da “Consciência Elevada” tão bem conhecido como “Super Consciência”. Você vê o mundo como ele realmente é. Indescritível.












Fonte:
http://saberdesi.blogspot.com.br/
http://worldgarbage.wordpress.com/2012/10/03/aprendendo-a-conhecer-...


quarta-feira, 30 de abril de 2014

10 FATOS SURPREENDENTES SOBRE ALUCINÓGENOS,PSICODÉLICOS E COGUMELOS MÁGICOS






“Ao contrário do cientificismo, a ciência no verdadeiro sentido da palavra é abrir para a investigação imparcial todo fenômeno existente.”
O Instituto Tecnológico Biofarmacológico, que está localizado na companhia Promega em Madison, Wisconsin, recentemente hospedou o 10cimo Fórum Bioético Internacional chamado “Manifestando a Mente”. Diversos palestrantes notáveis deram apresentações em um assunto um tanto inesperado: o uso de alucinógenos como a psilocibina (encontrada por exemplo em cogumelos mágicos) para a melhor compreensão da natureza da consciência e até mesmo para o tratamento de doenças neuropsicológicas como a depressão, ansiedade e o vício em drogas.Psilocybe mushrooms
A Psilocibina (O-fosforil-4-hidróxi-N,N-dimetiltriptamina), que é um dos ingredientes ativos nos cogumelos psicodélicos, tem sido utilizada há anos pelos povos indígenas das Américas; em fato, os Astecas chamaram esses cogumelos de teonanacatl, ou “carne dos deuses”. A Mescalina (o ingrediente psicoativo do cacto peyote) é um outro tipo de alucinógeno que foi amplamente utilizado pelos Nativos Americanos vivendo no que são agora partes da América do Sul e do México; até mesmo hoje o cactopeyote se apresenta de forma forte em rituais religiosos celebrados pelos Navajos e outras tribos indígenas. O LSD, (dietilamida do ácido lisérgico), outro tipo de alucinógeno, foi descoberto mais recentemente pelo Dr. Albert Hofmann em 1943 e então popularizado pelo movimento de “contracultura” da década de 1960.
O Estudo dos alucinógenos e seu modo de ação no cérebro humano é conduzido desde os anos de 1800. (1) Por volta de 1960, o estudo dos alucinógenos e seus efeitos na consciência se aceleraram dramaticamente. (2-4) Infelizmente, em vista das aventuras de entusiastas de drogas como o doutor Timothy Leary, o interesse público e científico além do suporte à pesquisa com alucinógenos essencialmente parou. Foi assim até meados da década de 1990, quando controles de estudo aprimorados puderam ser implementados, quando os pesquisadores puderam retomar a investigação das substâncias alucinógenas e o efeito desses agentes na mente e no corpo.
Atualmente, pesquisadores e doutores renovaram seu interesse em substâncias psicodélicas como a psilocibina porque foi descoberto que essas substâncias são efetivas no tratamento de diversos comportamentos e estados mentais desafiantes, como memórias reprimidas, (5), álcool, tabaco e vício em narcóticos (6), dores de cabeça e enxaquecas (7) e até mesmo a depressão, como um resultado de câncer terminal/em estágio avançado. (8) Depois de um estudo de candidatos potenciais com estabilidade mental e sem uso de alucinógenos anteriormente, esses pesquisadores e doutores administraram dosagens controladas da droga alucinógena Psilocibina. As reações dos participantes são então meticulosamente registradas e catalogadas. Em diversos casos, ressonâncias magnéticas ou tomografias por emissão de pósitrons são administradas durante a experiência psicodélica com o objetivo de avaliar a atividade cerebral. Alguns resultados intrigantes já foram coletados desses estudos, incluindo os 10 listados a seguir:
1.A Ausência da Dependência
Drogas narcóticas como a cocaína previnem a recaptação dos neurotransmissores de prazer/aprendizado como a dopamina, eventualmente levando à dependência devido à forte sensação de recompensa que os narcóticos criam. Alternadamente, a psilocibina age como um agonista (ativador) dos receptores 5-hidroxitriptamínicos (5-HT), 5-HT1A, 5-HT2A e 5-HT2C, se assemelhando grandemente ao receptor serotonínico natural 5-HT. A Serotonina, ao contrário da Dopamina, é mais associada com o bem-estar e a memória, e menos com prazeres temporários, uma diferença chave que acredita-se que remova essa substância do caminho da dependência.
Comparação entre a Psilocina (Psilocibina sem o radical fosfórico) e a Serotonina (Ao lado)
Comparação entre a Psilocina (Psilocibina sem o radical fosfórico) e a Serotonina (Ao lado)
Serotonina
Serotonina, principal neurotransmissor ligado à memória/aprendizado










2.Redução da Ansiedade
O Dr. Stephen Ross estudou a psicoterapia assistida com psilocibina como um método de tratamento para pacientes que estão sofrendo de sensações de ansiedade e depressão como resultado de um diagnóstico de câncer terminal/em estado avançado. As descobertas do NYU Psilocybin Cancer Project, no qual ele é o principal pesquisador, indicam que os pacientes com câncer terminal/em estado avançado se beneficiam da administração de psilocibina em termos do seu bem estar mental e espiritual, além de diminuir os níveis de ansiedade, depressão e dor. Isso não é surpreendente sob a luz das descobertas feitas pelo Dr. Franz X. Vollenweider, que descobriu que a psilocibina reduz o controle do córtex pré-frontal sobre a amídala, o tão chamado centro do medo no cérebro. Incidentalmente, o Dr. Vollenweider também publicou estudos na redução da depressão em pacientes que ingerem psilocibina regularmente.
3. A Mudança no Centro do Comportamento
A percepção geral da sociedade em relação à indivíduos que consomem substâncias psicodélicas é que eles são anti-sociais, desajustados e cabeças-dopadas. Entretando, a pesquisa que está sendo conduzida pelo Dr. Roland Griffiths na Universidade Johns Hopkins indica que ingerir psilocibina pode produzirmudanças positivas na personalidade, atitudes e comportamentos dos participantes. (10) Indivíduos que experimentaram a psilocibina reportaram que tiveram sentimentos de responsabilidade social, empatia com outros e uma compreensão fundamental da inter-conexão entre todas as formas vivas aprimorados e fortificados. As mudanças da percepção e da cognição incorridas durante o encontro com a psilocibina são creditadas em parte para essas mudanças no centro do comportamento.
4. As Experiências de Tipo Místico
oInsituto das Ciências Intelectuais, de quem o Dr. Roland Griffiths participa, é ativo estudando as experiências místicas que são vividas por participantes que tomaram a psilocibina ou outros alucinógenos. Em muitos casos, respostas neurais e padrões de ondas cerebrais de participantes são extremamente semelhantes aos encontrados durante estados de jejum, oração, meditação ou outro êxtase religioso/espiritual. (11) Existe também um estudo colaborativo planejado entre o Dr. Roland Griffiths eRichard Davidson (Universidade de Wisconsin-Madison) para descobrir se alucinógenos podem ajudar indivíduos que são praticantes regulares e experientes de meditação em termos de foco, duração da sessão, e processo espiritual. Os participantes desse estudo serão selecionados na Universidade Johns Hopkins e então testados via Ressonância Magnética na Universidade Wisconsin-Madison.
5. Abandono do Vício em Tabaco
Estudos-piloto em curso na Universidade Johns Hopkins com psilocibina sugeriram que esse alucinógeno pode ajudar indivíduos superarem seu vício em nicotina. (6, 12) Até agora, dos três voluntários testados, 1 ficou em remissão de nicotina por pelo menos 6 meses enquanto dois outros ficaram em remissão por mais de 12 meses. A pesquisa atual é focada na busca do mecanismo por trás do tratamento do vício em nicotina com alucinógenos assim como vícios em outras drogas.
6. Significado Pessoal Profundo
Indivíduos que tomaram psilocibina reportaram que a experiência foi uma das cinco mais significantes entre as cinco principais de sua vida. Essa opinião continuou por até 14 meses depois da experiência com o alucinógeno (13), provando que a tão chamada “viajem psicodélica” não é algo para ser levado de forma leve ou passageira.
7. Neuroplasticidade
A Neuroplasticidade é definida como uma mudança neural que ocorre tipicamente em resposta a um estímulo, seja ele um hormônio, uma ação do ambiente ou comportamento. No caso da psilocibina, a exposição repetida do cérebro a essa substância pode induzir neuroplasticidade através da modulação discreta de circuitos neurais. O trabalho do Dr. Franz X. Vollenweider do Instituto de Pesquisas Hefftersugeriu que a psilocibina influencia a liberação do glutamato no córtex pré-frontal. O Glutamato ativa o Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (BDNF na sigla em inglês), um fator de crescimento de nervos que é a chave para o crescimento neural, desenvolvimento e sobrevivência. (14) As mudanças psicológicas que foram encontradas nos indivíduos que tomaram a psilocibina, tais como a redução da depressão, podem ser atribuídos ao glutamato elevado.brain01
8. Tratamento do Transtorno Obessivo-Compulsivo
Dr. Francisco A. Moreno da Universidade do Arizona está explorando o tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo, ou TOC, com a psilocibina. (15) Os resultados preliminares parecem promissores, com alguns pacientes ficando livres dos sintomas por dias seguindo-se ao tratamento. Um paciente ficou sem sintomas por quase 6 meses. Nenhum tratamento foi encontrado para aliviar os sintomas de TOC rapidamente como a psilocibina.
9. Tratamento de Cefaleias em Salvas
Cefaleias em Salvas são enxaquecas de intensidade incomum que duram aproximadamente de 15 minutos a 3 horas ou mais. Podem ocorrer em uma base periódica, mas também podem estar sujeitas a uma remissão espontânea. Ambas substâncias, psilocibina e LSD, foram descritas como um possível tratamento contra as cefaleias com um sucesso impressionante. (7)
10. Ressurgimento de Memórias Reprimidas
Em alguns casos, a ingestão de psilocibina permitiu que certos indivíduos retomassem memórias emocionais suprimidas. A Fundação Beckley, em colaboração com o especialistas em Ressonâncias Magnéticas, Dr. Karl Friston, estarão estudando indivíduos que ingeriram psilocibina para determinar se e como a psilocibina possibilita essas memórias virem à tona.
É claro, nem tudo são rosas quando se trata de alucinógenos. Roland Griffiths reportou que, mesmo sob supervisão cuidadosa por coordenadores do estudo, indivíduos que tomaram psilocibina experimentaram medo e ansiedade durante a experiência. De modo geral, 1/3 dos indivíduos tiveram sensações de medo e ansiedade quando administradas altas dosagens (30mg/70kg). Outros 9% dos participantes reportaram que a sessão inteira foi dominada por ansiedade, enquanto 26% tiveram pensamentos paranóicos leves e transitórios.
Há também poucas informações sobre os efeitos de longo prazo do uso de psilocibina. Efeitos de curto prazo, como a dependência ou a neurotoxidade/excitotoxicidade, não aparentam ser um problema; entretanto, não é certo que a regulação dos receptores de serotonina (por exemplo a tolerância), o acúmulo de sub-produtos, ou uma doença neurodegenerativa estejam fora de questão após o uso prolongado de alucinógenos. Esses efeitos paralelos podem levar décadas para se tornarem evidentes, e, portanto, não poderiam ser relatados em pesquisas realizadas apenas 15-20 anos atrás.
Enquanto todas as questões não foram respondidas sobre a psilocibina e outros alucinógenos, existem evidências sugerindo que podem haver potenciais terapêuticos para vários problemas mentais e de comportamento. Assim também, os tão famosos psicodélicos podem se tornar uma janela única para a alma humana.
Texto traduzido do blog promega.com
[hr]
  1. Mitchell SW. Remarks on the effects of Anhelonium lewinii (the mescal button). The British Medical Journal. Dec 5 1896, 1625–9.
  2. Huxley, Aldous. Drugs that Shape Men’s Minds.
  3. Cohen, S. (1960) Lysergic acid diethylamide: Side effects and complications. J. Nerv. MentDis130, 30–40.
  4. Unger, S. M. (1963) Mescaline, LSD, Psilocybin and Personality Change. Psychiatry: Journal for the Study of Interpersonal Processes. 26, May 1963.
  5. Psilocybin and Memory. The Beckley Foundation
  6. Psilocybin-Facilitated Treatment of Addiction – A Beckley Foundation/Johns Hopkins Collaboration
  7. Sewell, R.A., Halpern, J.H. and Pope, H.G. Jr. (2006) Response of cluster headache to psilocybin and LSD. Neurology 27 1920–22.
  8. Hallucinogens Have Doctors Tuning In Againhttp://www.nytimes.com/2010/04/12/science/12psychedelics.html?ref=science
  9. Grob, C.S. et al. (2011) Pilot study of psilocybin treatment for anxiety in patients with advanced-stage cancerArch Gen Psychiatry. Jan;68(1):71–8. Epub 2010 Sep 6.
  10. Psilocybin and quantum change in attitude and behavior” with Roland Griffiths
  11. Griffiths, R.R. et al. (2006) Psilocybin can occasion mystical-type experiences having substantial and sustained personal meaning and spiritual significance. Psychopharmacology (Berl). 187, 268–83; discussion 284-92. Epub 2006 Jul 7.
  12. Psilocybin in Smoking Cessation: A Pilot Study. Horizons 2010: Psilocybin in Smoking Cessation: A Pilot Study – Matthew W. Johnson, Ph.D. and Mary P. Cosimano, MSW
  13. Griffiths, R. et al. (2008) Mystical-type experiences occasioned by psilocybin mediate the attribution of personal meaning and spiritual significance 14 months laterJ Psychopharmacol. 22, 621–32. Epub 2008 Jul 1.
  14. Finsterwald, C. et al .(2010) Regulation of Dendritic Development by BDNF Requires Activation of CRTC1 by Glutamate J. Biol. Chem.285, 28587–95.
  15. Francisco, A. et alSafety, Tolerability, and Efficacy of Psilocybin in 9 Patients With Obsessive-Compulsive Disorder J Clin Psychiatry 2006;67:1735-1740.
Fonte:http://mundocogumelo.com/2013/03/07/10-fatos-supreendentes-sobre-alucinogenos-psicodelicos-e-cogumelos-magicos/