domingo, 1 de março de 2015

CONSCIÊNCIA CRIA REALIDADE - FÍSICO ADMITE QUE O UNIVERSO É IMATERIAL,MENTAL E ESPIRITUAL

Consciência cria realidade – Físico  admite que o Universo é Imaterial, Mental e Espiritual

Consciência cria realidade – Físico admite que o Universo é Imaterial, Mental e Espiritual


“O fluxo de conhecimento está caminhando em direção a umarealidade não-mecânica; o universo começa a se parecer mais com um grande pensamento do que com uma grande máquina. A mente já não parece ser uma intrusa acidental no reino da matéria.Devemos superar isso, e aceitar a conclusão indiscutível. O universo é imaterial-mental e espiritual. “- RC Henry, Professor de Física e Astronomia da Universidade Johns Hopkins, “O Universo Mental”; Nature 436: 29,2005) fonte
“A consciência cria realidade”, uma declaração que ganhou muita atenção em vários meios de comunicação alternativos em todo o mundo. E não se engane, a consciência tem  – e tem sido por algum tempo –  estudada por numerosos cientistas, especialmente em sua relação com a física quântica e como ela pode ser correlacionada com a natureza da nossa realidade.

O que é a consciência? 

Consciência inclui uma série de coisas. É a forma como percebemos nosso mundo, nossos pensamentos, nossas intenções e muito mais.
“Buscar a consciência no cérebro é como olhar para rádio em busca do locutor. “- Nasseim Haramein
A afirmação de que “a consciência cria realidade” traz diferentes questões. Será que isso significa que nós, como indivíduos (e em um nível coletivo como uma raça humana) podemos moldar e criar qualquer realidade que gostaríamos para nós mesmos? Será que isso significa que podemos manifestar um certo estilo de vida, e atrair determinadas experiências? Isso acontece instantaneamente? Leva-se tempo? Como fazemos isso?
Embora ainda não seja possível responder essas perguntas com certeza científica absoluta, sabemos que sim, realmente existe uma correlação entre a consciência e o mundo material físico, de alguma maneira.  O alcance dessa correlação (de novo a partir de um ponto de vista científico moderno) ainda não é bem compreendido, mas sabemos dessa correlação, e sabemos que há  um forte significado.
“A conclusão fundamental da nova física também reconhece que o observador cria a realidade. Como observadores, estamos pessoalmente envolvidos com a criação da nossa própria realidade. Os físicos estão sendo obrigados a admitir que o universo é uma construção “mental”. Físico pioneiro Sir James Jeans 

O experimento da fenda dupla quântica

O experimento da fenda dupla quântica é uma experiência muito popular usada para examinar como a consciência e o nosso mundo material físico estão interligados. É um grande exemplo que documenta como os fatores associados à consciência e ao nosso mundo material físico estão ligados de alguma forma.
Uma revelação potencial dessa experiência é que “o observador cria a realidade.” Um artigo publicado na revistaPhysics Essays de Dean Radin, PhD, explica como esta experiência tem sido utilizada várias vezes para explorar o papel da consciência na formação da natureza da realidade física. (fonte)
Neste experimento, um sistema óptico de dupla fenda foi usado para testar o possível papel da consciência no colapso da função de onda quântica. A proporção da fenda espectral de potência dupla do padrão de interferência à sua única potência espectral fenda foi previsto diminuir quando a atenção estava voltada para a dupla fenda, em comparação estando longe dela. O estudo constatou que os fatores associados com a consciência “significativamente” estão correlacionados de maneira previstas com perturbações no padrão de interferência da dupla fenda. (fonte)
“A observação não somente causa interferência ao que será  medido, mas também produzem isto. Nós obrigamos o elétron a assumir uma posição definitiva. Nós mesmos produzimos  os resultados da medição.”(Fonte
Embora esta seja uma das experiências mais populares usadas para concluir a ligação entre a consciência e a realidade física, existem vários outros estudos que mostram claramente que a consciência, ou fatores que estão associados a esta consciência estão diretamente correlacionados com a nossa realidade de alguma forma. Uma série de experiências no campo da parapsicologia também já demonstraram isso.
Claro, podemos não entender a extensão desta ligação, e na maioria dos casos os cientistas não conseguem explicar através dos meios tradicionais de medição. No entanto, eles têm sido observados.
Assista o vídeo abaixo que explica o experimento da fenda dupla
A Ciência moderna atual, especialmente a física quântica, tem vindo em encontro ao misticismo antigo. Um grande exemplo é o interesse da física quântica por temas como meditaçãoacupunturachacrasenergiasreiki e outros temas que já eram de conhecimento dos místicas milenares do Oriente. A conclusão é que tudo é energia , nada é sólido.
“Nós Somos o que pensamos, tudo o que somos surge com nossos pensamentos, com nossos pensamentos fazemos o mundo. “- Gautama Buda
“De um modo geral, embora existam algumas diferenças, acho que a filosofia budista e Mecânica Quântica podem apertar as mãos sobre a sua visão do mundo. Podemos ver nestes grandes exemplos os frutos do pensamento humano.”- Dalai Lama (fonte)
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Então, por que isso é relevante? É relevante porque a nova física, como mencionado acima, está apontando para o fato de que o observador molda a realidade. A nossa forma de pensar e perceber poderia ser responsável e desempenham um papel vital na construção física que vemos diante de nós.
“Nenhum problema pode ser resolvido a partir do mesmo nível de consciência que o criou.” - Desconhecido
Se olharmos para o mundo e examiná-lo em um nível coletivo, o que vemos? Como podemos perceber isso? Neste momento, as massas nascem, vão à escola, pagam contas, criam sua família e encontram um “trabalho” dentro do atual paradigma para se sustentar. Esse é o mantra da vida moderna. Estamos como robôs, que são treinados a crer nessa realidade.
Existe uma espécie de lavagem cerebral para aceitar as coisas como elas são, sem questionar o que esta acontecendo por trás e para continuar com o status quo, só cuidar de nós mesmos e nossas próprias vidas. Como Noam Chomsky diria, o nosso consentimento foi fabricado. Se continuarmos por este caminho e continuarmos vendo a realidade, vamos, em essência, prolongar esse tipo de existência e experiência para a raça humana, sem nunca haver mudanças conscienciais e realmente consistentes.
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Mas muitas pessoas no planeta não estão em ressonância com estas experiências. E estão mudando suas realidades através da própria consciência. O que muda a forma como percebemos a realidade? Informação. Quando uma nova informação surge, muda a forma como olhamos para as coisas e, como resultado, nossa realidade muda, e nós começamos a manifestar uma nova experiência e abrimos nossas mentes para uma visão mais ampla da realidade.
O que também é importante sobre os ensinamentos da nova física é que, se os fatores de consciência são associados com a criação da nossa realidade, isso significa que a mudança começa por dentro. Ela começa quando estamos observando o mundo exterior a partir do nosso mundo interior.
Então, pergunte a si mesmo, você está feliz?
Você está observando, percebendo e agindo a partir de um ponto de amor, da paz, da generosidade, da unicidade?  Ou do ponto de vista do ódio, da raiva, do rancor, do ciúme, do conflito? Lembre-se que a consciência cria realidade.
Somos de fato os observadores, podemos criar a mudança e quebrar padrões para abertura de novas possibilidades, mudar nossa direção, durante todo o caminho em que observarmos a nós mesmos, os outros e o mundo que nos rodeia.
Eu acredito que a raça humana está em processo de despertar para uma série de novas possibilidades diferentes, simultaneamente. Como resultado, a maneira como percebemos o mundo à nossa volta (em grande escala) está começando a mudar drasticamente. Então, se você quiser ajudar a mudar o mundo, mude sua maneira de olhar as coisas, e as coisas que você olha mudarão.
“Seja a mudança que você quer ver no mundo.” – Mahatma Ghandi
“Não há nada de novo a ser descoberto na física agora. Tudo o que resta é a medição mais precisa.”
Esta declaração (visão de mundo) foi escrita por Lord Kelvin em 1900, e  foi derrubada apenas cinco anos mais tarde, quando Einstein publicou seu artigo sobre a teoria da relatividade. As novas teorias propostas por Einstein desafiaram completamente o entendimento da época. Isto obrigou a comunidade científica a se abrir para uma visão alternativa sobre a verdadeira natureza da nossa realidade.
“Declarações como de  Lord Kelvin são paradigmas passados … Nós sabíamos que a Terra era plana, sabíamos queéramos o centro do universo, e sabíamos que um objeto mais pesado que o ar não poderia levantar o voo. Através de todas as fases da história humana, as autoridades intelectuais têm pronunciado a sua supremacia ridicularizando  elementos da realidade que simplesmente não se encaixam no quadro de conhecimento aceito. Será que estamos realmente diferente hoje? Será que realmente mudou a nossa aceitação em relação às coisas que não se encaixam no quadro vigente? Talvez existam conceitos de nossa realidade que ainda temos de compreender, e se abrirmos nossos olhos, talvez veremos que algo importante foi esquecido. “- Terje Toftenes (fonte).
Fonte:http://yogui.co/consciencia-cria-realidade-fisicos-admitem-que-o-universo-e-imaterial-mental-e-espiritual/
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domingo, 22 de fevereiro de 2015

STEPHEN HAWKING : INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PODE DESTRUIR A HUMANIDADE

Stephen Hawking (PA)
Cientista diz temer que as máquinas de inteligência artificial evoluam a ritmo muito superior ao dos humanos

Stephen Hawking: Inteligência artificial pode destruir a humanidade


Stephen Hawking, um dos mais proeminentes cientistas do mundo, disse à BBC que os esforços para criar máquinas pensantes é uma ameaça à existência humana.
"O desenvolvimento da inteligência artificial total poderia significar o fim da raça humana", afirmou.
Hawking fez a advertência ao responder uma pergunta sobre os avanços na tecnologia que ele próprio usa para se comunicar, a qual envolve uma forma básica de inteligência artificial.
O físico britânico, que sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa, está usando um novo sistema desenvolvido pela empresa Intel para se comunicar.
Especialistas da empresa britânica Swiftkey também participaram da criação do sistema. Sua tecnologia, já empregada como um aplicativo para teclados de smartphones, "aprende" a forma como Hawking pensa e sugere palavras que ele pode querer usar em seguida.
Hawking diz que as formas primitivas de inteligência artificial desenvolvidas até agora têm se mostrado muito úteis, mas ele teme eventuais consequências de se criar máquinas que sejam equivalentes ou superiores aos humanos.
"(Essas máquinas) avançariam por conta própria e se reprojetariam em ritmo sempre crescente", afirmou. "Os humanos, limitados pela evolução biológica lenta, não conseguiriam competir e seriam desbancados."

'No comando'

Nem todos os cientistas, porém, compartilham da visão negativa de Hawking sobre a inteligência artificial.
"Acredito que continuaremos no comando da tecnologia por um período razoável de tempo, e o potencial dela de resolver muitos dos problemas globais será concretizado", opinou o especialista em inteligência artificial Rollo Carpenter, criador do Cleverbot, cujo software aprende a imitar conversas humanas com crescente eficácia.
Carpenter disse que ainda estamos longe de ter o conhecimento de computação ou de algoritmos necessário para alcançar a inteligência artificial plena, mas acredita que isso acontecerá nas próximas décadas.
"Não podemos saber exatamente o que acontecerá se uma máquina superar nossa inteligência, então não sabemos se ela nos ajudará para sempre ou se nos jogará para escanteio e nos destruirá", disse Carpenter, que apesar disso vê o cenário como otimismo por acreditar que a inteligência artificial será uma força positiva.
Ao mesmo tempo, Hawking não está sozinho em seu temor.
No curto prazo, há preocupação quanto à eliminação de milhões de postos de trabalho por conta de máquinas capazes de realizar tarefas humanas; mas líderes de empresas de alta tecnologia, como Elon Musk, da fabricante de foguetes espaciais Space X, acreditam que, a longo prazo, a inteligência artificial se torne "nossa maior ameaça existencial".

Voz

Na entrevista à BBC, Hawking também alertou para os perigos da internet, citando o argumento usado por centros de inteligência britânicos de que a rede estaria se tornando "um centro de comando para terroristas".
Mas o cientista se disse entusiasta de todas as tecnologias de comunicação e espera conseguir escrever com mais rapidez usando o seu novo sistema.
Um aspecto tecnológico que não mudou no sistema é a voz robotizada que externaliza os pensamentos de Hawking. Mas o cientista diz que não faz questão de ter uma voz que soe natural.
"(A voz robótica) se tornou minha marca registrada, e não a trocaria por uma mais natural com sotaque britânico", disse. "Ouvi dizer que crianças que precisam de vozes computadorizadas querem uma igual à minha."
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/12/141202_hawking_inteligencia_pai

É POSSÍVEL FAZER UM 'BACK UP' DO CÉREBRO ?


Crédito: Getty
Projetos científicos tentam descobrir maneiras de 'salvar' memória humana

É possível fazer um 'back up' do cérebro?

Se fosse possível "salvar" sua memória como fazemos com informações no disco rígido de um computador, você faria isso? Essa é uma questão que alguns cientistas esperam poder nos fazer em breve.
Desde os primeiros desenhos riscados em paredes de cavernas na Pré-História, o homem vem tentando transcender a inexorável esvanecimento da memória.
História oral, diários, livros de memórias, fotografias, filmes e poesia são alguns dos instrumentos usados nessa busca.
Mais recentemente, passamos a arquivar nossas memórias nos enigmáticos servidores da internet.
Sites como Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e provedores de e-mails guardam registros de eventos importantes de nossas vidas, além de imagens e correspondências que trocamos com outras pessoas. Coletamos nossas memórias com um grau de detalhamento nunca antes possível.
E, na fronteira entre o possível e o impossível, equipes de cientistas trabalham para criar tecnologias capazes de fazer cópias de nossas mentes – e, portanto, de nossas memórias – que possam viver muito além de nós. Leia mais: Instituto britânico alerta para riscos de extinção da raça humana
Se atingirem esse objetivo, as consequências serão profundas. Conheça alguns desses projetos e entenda o que eles pretendem alcançar e de que forma.

Crédito: Thinkstock
Equipes de cientistas trabalham para descobrir tecnologias que 'eternizem' nossas mentes

Eterni.me

O californiano Aaron Sunshine, de 30 anos, perdeu sua avó recentemente. "Me dei conta de quão pouco dela ficou", disse.
"São apenas alguns pertences, entre eles, uma camisa velha que às vezes visto quando estou em casa."
A morte da avó levou Sunshine a procurar os serviços do site Eterni.me, um serviço que preserva as memórias de uma pessoa, após sua morte, na internet.

(ethermoon/Flickr/CC BY-ND 2.0)

Funciona da seguinte maneira: em vida, o cliente dá ao Eterni.me acesso a todas as suas contas em sites como Facebook, Twitter e provedores de e-mail. E também faz uploads de fotos, de históricos geográficos de locais onde esteve e até de coisas que viu usando a ferramenta Google Glass.
As informações são coletadas, filtradas e analisadas antes de serem transferidas para um avatar (uma pessoa virtual que tenta imitar a aparência e personalidade do usuário).
O avatar aprende mais sobre a pessoa à medida que interage com ela ao longo da vida. O objetivo é que o avatar possa, no decorrer do tempo, refletir com cada vez mais precisão a personalidade desta pessoa.

Getty

"A ideia é criar um legado interativo, uma forma de evitar (que a pessoa) seja totalmente esquecida no futuro", disse Marius Ursache, um dos criadores doEterni.me.
"Seus bisnetos usarão (o site) - em vez de uma ferramente de buscas ou uma linha do tempo - para acessar informações sobre você, desde fotos de eventos da família até suas opiniões a respeito de certos assuntos, ou mesmo canções que você escreveu, mas nunca mostrou a ninguém."
Sunshine diz que poder interagir dessa forma com um avatar de sua avó lhe traria conforto. "Ela não estaria tão longe de mim", diz.
Ursache tem planos ambiciosos para o Eterni.me. "(O serviço) poderia ser uma biblioteca virtual da humanidade", sugere.
Mas a tecnologia ainda é incipiente. Ele calcula que os assinantes do serviço terão de interagir com seus avatares durante décadas para que a simulação se torne tão precisa quanto for possível.
Ele conta que já recebeu muitas mensagens de pacientes terminais que querem saber quando o serviço estará disponível e se eles poderiam fazer registros de si próprios antes de morrer.
"É difícil responder a essas pessoas, porque a tecnologia pode levar anos para atingir um nível adequado, até que seja utilizável e tenha algo real a oferecer."

(Hartwig HKD/Flickr/CC BY-ND 2.0)

Cérebro 'back up'

E, se em vez de simplesmente escolhermos o que queremos capturar em formato digital, pudéssemos gravar tudo, absolutamente tudo o que uma mente contém?
Isto não é ficção científica. Em teoria, exigiria três avanços básicos.
Os cientistas teriam de descobrir como preservar o cérebro de alguém após sua morte. Depois, a informação contida nesse cérebro precisaria ser analisada e arquivada. Finalmente, a mente da pessoa precisaria ser "recriada" em um outro cérebro, construído artificialmente.

(Bridget H/Flickr/CC BY 2.0)

Cientistas de todo o mundo já trabalham para tentar criar um cérebro humano artiticial. Nele poderia ser feito o upload de um arquivo de segurança da memória de um ser humano – ou, pelo menos, essa é a ideia.
O Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, oferece um curso de conectomia – um campo ainda emergente da ciência onde pesquisadores tentam criar um mapa contendo todas as conexões existentes em um cérebro humano.
Especialistas trabalhando em outro projeto, o "US Brain", tentam registrar a atividade cerebral de milhões de neurônios. E, na Europa, o projeto "EU Brain" tenta construir modelos integrados capazes de simular esta atividade.

Getty

O pesquisador Anders Sandberg, do Instituto Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descreve esses projetos como importantes passos rumo a um ponto onde seremos capazes de copiar um cérebro humano em sua totalidade.
"O objetivo é copiar a função do cérebro original. Se for colocada para funcionar, a cópia será capaz de pensar e agir como o original", diz Sandberg.
Ele explica que o progresso tem sido lento, porém contínuo. "Já somos capazes de mapear pequenas amostras de tecido cerebral em três dimensões. (Os modelos) têm um índice de resolução maravilhoso, mas os blocos têm apenas alguns microns de largura".
O especialista diz que, à medida que os métodos melhorarem, a informação contida no tecido "escaneado" será convertida automaticamente em modelos que poderão ser lidos e "rodados" pelo simulador.
"Já temos as partes, mas ainda não temos a tubulação conectando os cérebros e as cópias".

(Wendy/Flickr/CC BY-SA 2.0)

Corrida do Ouro

O desafio é grande, mas não parece haver escassez de investimentos nesse campo. O Google, por exemplo, vem investindo pesado no projeto Google Brain, que tenta simular aspectos do cérebro humano.
O diretor do projeto, o polêmico Ray Kurzweil, tornou-se o líder de uma comunidade de cientistas. Eles dizem acreditar ser possível fazer um back updigital de um cérebro humano - e dizem que ainda estarão vivos quando isso acontecer.

(thephotographymuse/Flickr/CC BY 2.0)

O Google também contratou o britânico Geoff Hinton, cientista da computação e um dos maiores especialistas do mundo em redes neurais – os circuitos por meio dos quais a mente humana pensa e lembra.
Em 2011, um empresário russo, Dmitry Itskov, fundou um projeto batizado de "A Iniciativa 2045". O nome se baseia em uma previsão, feita por Kurzweil, de que em 2045 seremos capazes de fazer um back up de nossas mentes na nuvem (rede global de servidores interligados que armazenam dados).
Os frutos de todo esse trabalho ainda não são conhecidos, mas o esforço claramente existe.

Getty

O neurocientista Randal Koene, diretor de ciência da "Iniciativa 2045", é enfático. Ele diz que a criação de uma réplica operante do cérebro humano está ao alcance da humanidade.
"O desenvolvimento de próteses neurais já demonstra ser possível 'rodar' funções da mente (no computador)".
Não se trata de exagero. Ted Berger, professor do Center for Neuroengineering da Universidade da Califórnia do Sul, em Los Angeles, Estados Unidos, conseguiu criar uma prótese de uma estrutura presente no cérebro conhecida como hipocampo. Localizada nos lobos temporais, ela está associada à codificação da memória.
Em 2011, uma prótese de hipocampo foi testada com sucesso em ratos de laboratório. Em 2012, ela foi testada, também com sucesso, em primatas. Berger e sua equipe pretendem testar a prótese em humanos ainda neste ano para demonstrar que já somos capazes de recriar algumas partes do cérebro do homem.

Porão da Memória

Fazer uma cópia de um cérebro humano é uma coisa, mas criar um arquivo digital das memórias de uma pessoa é um desafio bem diferente. Sandberg, de Oxford, questiona a viabilidade de uma empreitada como essa.
"Memórias não são arquivadas em ordem, como pastas em um computador, para criar um índice para buscas", ele diz.

(halfrain/Flickr/CC BY-SA 2.0)

"A memória consiste de redes de associações que são ativadas quando lembramos de algo. Para simular um cérebro, precisaríamos de cópias de todas elas."
De fato, seres humanos reconstróem informação a partir de regiões múltiplas do cérebro, de maneiras que são moldadas por nossas crenças e inclinações naquele momento. E tudo isso muda com o passar do tempo.
Outra questão problemática seria como extrair as memórias de uma pessoa sem destruir seu cérebro no processo.
"Sou cético em relação à noção de que seremos capazes de fazer esse escaneamento (da memória) sem provocar destruição", disse Sandberg.

Getty

"Todos os métodos para escanear tecido neural com a alta resolução necessária são invasivos, e eu acho que vai ser muito difícil fazer isso sem despedaçar o cérebro."
Ainda assim, o especialista parece acreditar que um upload digital da memória de um indivíduo específico, passível de ser rastreado ou submetido a buscas, é algo possível. Mas somente se você for capaz de "rodar" o cérebro simulado por inteiro.
"Acho que há uma boa chance de que isso pode funcionar - e ainda neste século", ele diz.
"Talvez a gente precise simular tudo, desde o nível molecular. Nesse caso, as demandas sobre os computadores sejam grandes demais. É possível que o cérebro use dados difíceis de escanear, como estados quânticos (hipótese defendida por alguns físicos, mas por pouquíssimos neurocientistas)".
Ou, prossegue Sandberg, é possível que "softwares não possam ter consciência ou inteligência (uma ideia defendida por alguns filósofos mas por pouquíssimos cientistas da computação)".
"Não acho que essas questões procedem. Teremos de esperar para saber se estou certo".

(Conejoazul/Flickr/CC BY 2.0)

Cenários Possíveis

E, se for mesmo possível preservar uma mente humana, quais serão as implicações disso sobre a forma como vivemos?
Talvez isso traga benefícios inesperados, sugerem alguns.
O presidente da entidade britânica London Futurists, o futurólogo David Wood, diz que um back up digital da mente de uma pessoa poderia talvez ser estudado para trazer avanços na compreensão de como seres humanos pensam e se lembram.
Por sua vez, o neurocientista Andrew Vladimirov especula que, se a mente de uma pessoa pudesse ser arquivada digitalmente enquanto a pessoa estivesse viva, talvez os dados pudessem ser usados no tratamento psicanalítico desta pessoa.

(Robb North/Flickr/CC BY 2.0)

"Você poderia rodar, por meio da sequência inteira da vida da pessoa, algorítimos criados especialmente para ajudá-la a otimizar estratégias de comportamento", ele sugere.
Outros, como Sandberg, chamam a atenção para as implicações éticas disso.
Para ele, nos estágios iniciais de desenvolvimento da tecnologia, a principal questão ética teria a ver com as cópias quebradas.
"Talvez nos víssemos às voltas com entidades sofrendo dentro dos nossos computadores."
"Também haverá problemas na seleção de voluntários, especialmente se o processo de escaneamento for destrutivo", ele acrescenta.
E a coisa se complica ainda mais se ponderarmos sobre os direitos que uma mente copiada teria.

(Celene Colin/Flickr/CC BY-ND 2.0)

"Pessoas copiadas deveriam ter os mesmos direitos que pessoas normais, mas garantir esses direitos envolveria mudanças legislativas", diz Sandberg.
E talvez sejam necessários novos tipos de direitos, ele sugere. "Por exemplo, o direito de um humano copiado funcionar rodar em tempo real, para que possa participar da sociedade."
Leia a versão original em inglês dessa reportagem no site BBC Future.
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/150129_vert_fut_imortalidade_mv