sábado, 3 de dezembro de 2016

RELIGIÃO E DROGAS ATIVAM OS MESMOS CIRCUITOS NO CÉREBRO


Para o cérebro,
drogas e Deus
têm efeito igual

Religião e drogas ativam os mesmos circuitos do cérebro

Experiências religiosas e o consumo de drogas ativam os mesmos circuitos de recompensa do cérebro, afirma estudo de pesquisadores da Universidade de Utah (Estados Unidos).
A mesma região do cérebro é responsável também pelo prazer proporcionado pela música, sexo e jogo.

O pesquisador Jeff Anderson disse que as conclusões do estudo foram possíveis graças às novas tecnologias de imagens cerebrais.

"Estamos apenas começando a entender como o cérebro se comporta diante de experiências espirituais, divinas ou transcendentes”, disse ele, que é o principal autor do estudo.

O estudo teve como base exame que foram submetidos a 12 homens e sete mulheres mórmons. Ele foi publicado na revista 
Neuroscience social.

Anderson disse que a experiência religiosa influenciam as decisões das pessoas, para o bem e para o mal.

“Compreender como isso ocorre é extremamente importante.”

Com informação da 
Neuroscience social.

Umberto Eco dizia que a religião pode ter efeito de cocaína

Filósofo se tornou ateu nos anos 1950

SÁBADO, 20 DE FEVEREIRO DE 2016


O filósofo e escritor italiano Umberto Eco (foto) foi um ateu devoto para quem ninguém conseguirá eliminar a religião da sociedade. 

“Você pode ser ateu ou não crente, mas tem de reconhecer que a grande maioria dos seres humanos precisa de alguma crença religiosa”, escreveu.

Isto porque, explicou, a religião pode funcionar como uma droga tranquilizadora do povo, uma cocaína, porque dá respostas a algumas questões fundamentais e inquietadoras. 

Mas isso, segundo ele, não implica maturidade do povo. “Se você render à ignorância e chamá-la de Deus, significa que foi prematuro, e continua prematuro até hoje.”

Eco se tornou ateu nos anos 1950, abandonando a Igreja Católica no auge de uma crise de fé, quando estudava São Tomás de Aquino. Desde então, se tornou crítico da igreja romana e das crenças em geral.

Eco morreu no dia 19 de fevereiro de 2016. Ele lutava contra um câncer. Nasceu na cidade de Alexandria no dia 5 de janeiro de 1932.

Com romancista, o seu livro mais conhecido é “O Nome da Rosa”, publicado em 1980. Foi um best-seller inclusive no Brasil. No romance, ele usou seu profundo conhecimento sobre a Idade Média.

Destacaram-se, também, os seus romances "O Pêndulo de Foucault" (1988) e "O Cemitério de Praga" (2010), além dos ensaios "A Estrutura Ausente" e "História da Beleza". Seu último romance. "O número Zero", foi publicado em 2015.

Começou a escrever romances quando já tinha 50 anos. Por isso, se considerava um jovem romancista. 

No livro “Em que creem os quais não creem?” publicou uma conversa que teve com Carlo Maria Martini, arcebispo de Milão. Foi um encontro cordial.

Em sua vasta obra e entrevistas, algumas frases dão ideia da profundidade de seu ceticismo, como estas: 

“Justificar tragédias como vontade divina tira da gente a responsabilidade por nossas escolhas.” 

“Muitas vezes são os inquisidores a criar os heréticos.” 

“Os homens nunca fazem o mal tão completa e entusiasticamente como quando o fazem por convicção religiosa.” 

“Se libertar do medo do diabo é sabedoria.” 
"Temei os profetas e aqueles que estão dispostos a morrer pela verdade, pois, em geral, farão morrer muitos outros juntamente com eles, frequentemente antes deles, por vezes no lugar deles."

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

MUDANDO O MUNDO ATRAVÉS DA COMPREENSÃO DO UNIVERSO ELÉTRICO - O CÉREBRO É UM UNIVERSO ELÉTRICO



Mudando o mundo através da compreensão do Universo elétrico

30 DE NOV DE 2016


"O teatro cósmico superou a fase newtoniana, e precisamos de uma definição maior para compreender o drama cósmico mais amplo. Em vez de uma visão de corpos isolados transformando engrenagem como em um vácuo, precisamos de uma visão de circuitos elétricos embutidos em um meio condutor cujos componentes dirigem uns aos outros e podem estar em ressonância. Nós deixamos o mundo familiar dos sólidos, líquidos e gasosos. Entramos em um mundo de plasma, onde as regras são diferentes e mais complexas. Nós agora vivemos em um universo elétrico."

 livro “Electric Universe” 
David Talbot e Wallace Thornhill

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Swinburne e da Universidade de Cambridge em 15 de novembro de 2016 confirmaram que o electromagnetismo em uma galáxia distante tem a mesma força como aqui na Terra.

Link do estudo

Os astrônomos mediram com precisão por um espectrógrafo pelo Telescópio do sul do Observatório Europeu VLT (Very Large) e 3,6m no Chile para fazer as suas observações e estudaram um quasar - um buraco negro supermassivo - com um ambiente extremamente brilhante - localizado atrás da nossa galáxia, concluindo o estudo sobre o poder de uma força fundamental da natureza em uma galáxia vista em 8.000 milhões de anos-luz.    

A luz encontrou o gás em torno das galáxias distantes cerca de 8,5 bilhões de anos atrás, bem antes de que a Terra sequer existisse. A expansão do universo se estende o comprimento de onda da luz que viaja para a Terra, no espectro de cores avermelhadas, mas o padrão distinto de linhas de absorção da galáxia permanece. 

Eletromagnetismo é uma das 4 forças fundamentais da natureza conhecidas até esse momento em que escrevo. O Eletromagnetismo determina quase tudo sobre o nosso mundo cotidiano, como a luz que recebemos do Sol, como vemos a luz, como o som viaja através do ar, o tamanho dos átomos e como eles interagem com a vida na Terra.

Kristian Birkeland (1867-1917)                                   
Foi um dos primeiros cientistas a especular que as Luzes do Norte eram partículas carregadas ejetadas do Sol capturadas pelo campo magnético da Terra, e dirigida para a atmosfera polar. 

Birkeland quis provar sua teoria, onde criou artificialmente uma “aurora” em laboratório – um experimento que foi denominado 'Terella', apesar da chacota dos seus colegas de pesquisa, mas hoje os satélites confirmam que Birkelan estava certo.

Correntes de Birkeland 
Provavelmente Birkelan é maior cientista Norueguês dos últimos tempos e muitas de suas obras ainda são usados como materiais de referência, inclusive as correntes elétricas que fluem a partir do espaço receberam seu nome.

Ele é reconhecido por trazer o Plasma e o Eletromagnetismo para a Cosmologia, apesar de suas teorias cosmológicas são serem tão conhecidas.  Infelizmente, Birkeman faleceu aos 49 anos justamente quando uma comissão indicava seu nome para o Prêmio Nobel.
                   
Hannes Alfven (1908-1995) 
Considerado como o pai da física moderna do Plasma, deu continuidade ao trabalho de Birkeland, o que eventualmente foi vencedor do Prêmio Nobel por suas contribuições inovadoras. 

Suas ideias tornaram-se conhecidas para a comunidade científica em geral através do seu livro inovador, Cosmical Eletrodinâmica, publicado pela Oxford University Press em 1950.

Em 1937 Alfven propos que a nossa Galáxia continha um campo magnético de grande escala e que as partículas carregadas moviam-se em órbitas espiral dentro dela, devido às forças exercidas pelo campo. 



Plasma são correntes elétricas que criam o campo magnético.

Embora muitas das teorias de Alfvén são agora bem conhecidos, como os de Birkeland, as implicações cosmológicas do seu trabalho também continuam a ser plenamente reconhecidas.      

Kristian Birkeland em seu trabalho em cosmologia, e as implicações de seu trabalho neste campo, permanecem em grande parte não reconhecidas.   

Estrelas, galáxias, nebulosas e planetas são todos afetados por correntes elétricas de plasma através do qual se movem.  O termo 'Electric Universe' foi usado antes, mas nunca no sentido amplo, holístico pelo físico australiano, Wal Thornhill, considerado como o fundador deste universo elétrico

                         
A igreja, ainda no tempo de Galileu, era a autoridade máxima sobre os assuntos impactantes para a humanidade. A hierarquia vinda dos deuses foi generosamente apoiada pelos reis e príncipes. A existência dos cardeais dependia da crença de suas declarações importantes e profundas.

Hoje em dia nada mudou. Grupos de cientistas controlam a informação onde toda a autoridade da lei natural passou ser ignorada pela ciência. Em troca de pronunciamentos importantes e profundos sobre a natureza do universo, muitos acadêmicos são suportados com altos salários, instalações caras, viagens, prestígio e segurança em tempo de vida.

Esses também conferem o poder desta instituição para sucessores de sua própria escolha mantendo o conhecimento dentro de grupos seletos. Nada pode ser esclarecido a luz da pesquisa e de fatos. As informações são fragmentadas, contestadas e ridicularizadas pelos meios de comunicação, sem que possamos dar prosseguimento justo ao que é revelado por poucos que se aventuram a expor suas descobertas.


"O padrão de cores nos diz como o eletromagnetismo é forte nesta galáxia, e porque o quasar é um dos mais brilhantes conhecidos, fomos capazes de fazer a medição mais precisa até agora", diz o principal autor do estudo, Swinburne PhD candidato Srđan Kotus.

O cérebro é um Universo elétrico

O universo inteiro se parece com um cérebro dentro de um microscópio. 
Alguns cientistas estão conscientes sobre essa particularidade - mas não ousam publica-la com receio da ridicularização das suas propostas. 

O que tem o cérebro e universo em comum? 
É a forma como se expandem. Ambos parecem obedecer a mesma lei que gera redes complexas e ambos podem ser comparados com o crescimento da Internet. Cérebro e internet são relacionados à consciência coletiva ou indivíduo/ grupo. 

“Há uma revolução apenas começando na astronomia / cosmologia que irá rivalizar com a detonada por Copérnico e Galileu. Esta revolução é baseada na percepção crescente de que o cosmos é altamente de natureza elétrica.Está se tornando claro que 99% do universo é composta não de "matéria invisível", mas sim, de matéria no estado de plasma. (Donald E. Scott)

A teoria do universo elétrico afirma que todas as estrelas e os planetas estão ligados através de correntes elétricas e há um tipo de comunicação em todas as escalas entre os corpos celestes. 

Um aglomerado de galáxias como um único neurônio e este neurônio se comunica com outros neurônios através de vastas e enormes cordões de plasma elétricos levando luz (energia/informação) a quem puder capta-la.

Em 1998 foi dito que o Universo está aceleradamente se expandindo. A questão é: o Universo se expande a partir do aumento da informação aqui na Terra ou a informação em nossos cérebros afetam a expansão do Universo lá fora?

Esse pequeno texto tem como intenção levar você a uma reflexão sobre os últimos acontecimentos diante desse pressuposto desses pesquisadores que talvez você nunca ouviu falar. 

Os links em Azul nesse texto e em todos os outros, levarão você a outros textos meus que ampliarão mais e mais essa visão holística que pretendo passar aqui. Já escrevi muito sobre isso e não cabe repetir tudo de novo nesse BLOG. 

Na minha visão, a grande recepção de informação por milésimos de segundos que nossos cérebros recebem estão aumentando absurdamente a cada instante o que, segundo minhas conclusões, expande, amplia a capacidade de percebermos mais e mais os movimentos dramáticos do ambiente e nos prepararmos para esse. 

Eu acredito que tudo está ligado a tudo, portanto, o Universo está no nosso cérebro e se ele está expandindo... o Universo também acompanha, o que nos leva inevitavelmente a Singularidade do tempo - um novo "BIG BANG" para o próximo SOL 


Darei minha visão sobre isso e muito mais na próxima palestra Virtual na sexta feira dia 02 de Dezembro a partir das 19h. Se quiser acompanhar minhas ideias malucas - a participação é de 50 pessoas e é grátis. 
http://login.myownmeeting.com/conference,86880140 
                       
Laura botelho

Fonte:http://bloglaurabotelho.blogspot.com.br/2016/11/mudando-o-mundo-atraves-da-compreensao.html
Documentário 

Alguns milhares de anos atrás, enormes formas antigas do céu perto da terra, provocaram espetaculares formações de descarga elétrica acima de nossos antepassados e inspiraram o vasto complexo de mitos e símbolos mundiais.

domingo, 20 de novembro de 2016

ANTÔNIO DAMÁSIO,O NEUROCIENTISTA DAS EMOÇÕES

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António Damásio, o neurocientista 

das emoções









30 AGOSTO, 2016 - 
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António Damásio tornou-se com evidência um dos grandes nomes da medicina mundial. Profícuo investigador no campo da neurociência, emergiu como providencial na abordagem ao processo decisional pelo qual o ser humano passa inúmeras vezes. Nesse caminho de quase cinco décadas, foram várias as empreitadas científicas que contaram com este cunho luso. Reverente perante a arte e irreverente no estudo da humanidade, Damásio consolida-se hoje como um dos mais importantes pensantes no cruzamento da psicologia social com a medicina investigativa e ativa.
António Rosa Damásio nasceu a 25 de fevereiro de 1944 em Lisboa. A sua formação decorreu na Universidade de Lisboa, licenciando-se e doutorando-se em Neurologia. As suas pesquisas foram inicialmente desenvolvidas no Centro de Estudos Egas Moniz, em particular no laboratório de investigação da linguagem. Para estender o alcance das suas pesquisas, emigrou com a sua esposa e também neurocientista Hanna Damásio para os Estados Unidos e firma-se como investigador do Centro de Pesquisas da Afasia de Boston, tendo depois integrado a Universidade de Iowa no Departamento de Neurologia do Comportamento e Neurociência Cognitiva. Para além desta unidade, também fez parte do Centro de Investigação da Doença de Alzheimer da mesma universidade.
Nas suas investigações, Damásio destaca-se por propor um grupo de hipóteses inovadoras quanto ao funcionamento do cérebro, baseando-se para isso no estudo do comportamento de doentes com lesões cerebrais. Assim, desenvolveu trabalhos de pesquisa onde analisa as consequências de uma lesão nos lobos pré-frontais num acidentado em 1848. É neste âmbito que surge o caso de Phineas Gage, operário cujo cérebro fora perfurado por uma barra de metal e sobrevivendo a este incidente, que perde a capacidade de tomar decisões e que vê as suas emoções alteradas. Neste, confirma-se que os processos cognitivos em pleno funcionamento não são suficientes para que se garantam comportamentos sociais e pessoais equilibrados. Assim, enquanto processos como a memória, a perceção ou a inteligência são estudados e posicionados, ampliam-se os horizontes do estudo de António Damásio, em que se vai além da envolvência pessoal e social do comportamento.
Na tentativa de se realizar uma súmula de todas as suas ideias, importa iniciar pela definição de “mente” por parte do investigador. Assim, mente diverge do tradicional dualismo corpo-mente e restringe-se a uma produção do cérebro que se vê dependente e em constante interação com os sentidos e as emoções. Na abordagem efetuada às emoções, Damásio visualiza-as como padrões de ativação nervosa que correspondem a estados do nosso mundo interior. Assim, estas representações cognitivas de estados corporais podem provir de situações comuns que suscitem o medo, a ira, o prazer ou o amor. A estes estados, juntam-se um grupo de manifestações do corpo humano que se complementam à emoção nutrida no instante ou na ocasião. Com isto, verifica-se uma dinâmica sistémica entre o cérebro, o corpo e a mente com o meio externo, advindo daí o desencadeamento das emoções e de todas as suas relações. É esta dinâmica que permite verificar o valor adaptativo das emoções ao meio, este que permite regular a tomada de decisão perante as situações que podem ter em si perturbações internas ou condicionantes externas. É neste sentido que as emoções atuam nas avaliações efetuadas pelo sujeito ao mundo para posterior deliberação. Para além disto, e para consolidar a sua posição, o português identificou um momento em que o estado emocional fica registado e marcado no indivíduo e a esse atribuiu-lhe o nome de marcador somático. Esta assimilação em forma de representação traz em si a informação resultante da perceção externa (i.e. o que causa a emoção) e a emocional interna (a emoção em si). Desta forma, as emoções orientam e influem no comportamento do ser humano, veiculando sinais que servem de comunicação e de expressão consigo e com os outros.
Para além dos inúmeros préstimos oferecidos às revistas científicas de especialidade, o português desenvolveu três obras singulares nas quais explana as suas ideias inovadoras. “O Erro de Descartes: Emoção, Razão e Cérebro Humano” (1994)  foi traduzido em 23 idiomas e transmite o núcleo de toda a linha da sua investigação, colocando a tónica na importância da emoção em todo o pensamento racional e a sua influência na tomada de decisões. Já “O Sentimento de Si: Corpo, Emoção e Consciência” (2000), aplica os sentimentos na explicação da base do si, isto é, as emoções tornam-se fulcrais também na construção e edificação da identidade. Em complemento, a consciência é concetualizada como uma função biológica que possibilita o conhecimento das emoções, discriminando a dor, o prazer, a alegria, a tristeza, a vergonha, o repúdio e o orgulho. Por fim, em “Ao Encontro de Espinosa: As Emoções Sociais e a Neurologia do Sentir” (2003), os sentimentos tornam-se no ponto central da reflexão efetuada, revelando-se a biologia dos mecanismos de sobrevivência. A obra parte do pensamento do filósofo holandês Baruch Espinosa, no qual as emoções, os afetos e os sentimentos se destacam como cruciais na sobrevivência da humanidade, e associa esta perspetiva aos dados científicos provenientes das mais recentes neurociências. O subtítulo do livro transmite a orientação assumida, conduzindo a adaptação do ser humano ao meio com base na propulsão dos sentimentos e das emoções, podendo a ética e as regras sociais derivar de acordo com o grupo social no qual se enquadra.
Neste registo literário, Damásio aborda as suas posições de uma forma acessível e clara, não obstante o rigor científico incutido nesse registo. Esta complementaridade no seu discurso permitiu granjear notoriedade tanto num público geral como nos contextos mais restritos e específicos da neurologia, ecoando as suas ideias por todo o mundo. Tudo isto é alicerçado pelas referências e paralelismos frequentes com áreas como a literatura e a filosofia, para além dos mais mundanos e quotidianos casos e ocorrências. A metodologia de investigação assumida traz em si uma sofisticada articulação entre casos passados em séculos já idos com a tecnologia moderna disponível. Tomando como referência a investigação a Phineas Gage, a equipa de investigação de Damásio, esta que inclui a sua mulher Hanna, usou técnicas de imagiologia e reconstituiu a situação da autópsia, tentando analisar todas as circunstâncias e lesões do caso. A correlação entre essas lesões e as suas repercussões no comportamento levou à replicação do método para oportunidades de estudo similares. Comparam-se, desta feita, os cérebros danificados com os saudáveis na tentativa de identificar e de explicar as anomalias estudadas. Toda esta postura investigativa contava como premissas o estudo aprofundado e minucioso da situação complementado com a experimentação sistemática em ambiente laboratorial.
António Damásio é uma das principais figuras da medicina mundial, principalmente no que corresponde à neurologia. No entanto, extrapolou os limites impostos pela ciência e afeiçoou-se às ciências sociais, abordando conceitos referentes à psicologia. Desde a emoção até à tomada de decisão, Damásio construiu um todo analítico sobre o ser humano. Um sistema que, incorporando cérebro, corpo e mente, procurou sintetizar o papel interno e externo das emoções. Potenciando a ampla gama de recursos oferecidos pelas instituições académicas norte-americanas, o investigador deu-se à literatura da ciência e da arte, cruzando ideias com filósofos e autores de gerações prévias. Foi com este registo singular e inovador que se expôs António Damásio na sua exploração racional perante a plataforma emocional.
“A coisa mais importante de todas é que o corpo é o apoio para a mente. Não seria possível haver uma estrutura mental se não houvesse uma estrutura corporal”
Fonte:http://www.comunidadeculturaearte.com/antonio-damasio-o-neurocientista-das-emocoes/
António Damásio sobre o corpo e a mente
Deixamos-te aqui uma pequena entrevista, para conheceres ainda melhor António Damásio:

terça-feira, 15 de novembro de 2016

COMO EXERCITAR E DESBLOQUEAR A MENTE



  COMO EXERCITAR E DESBLOQUEAR A MENTE

Alguns pensam que a mente é o cérebro ou qualquer outra parte ou função do corpo, mas não é verdade. O cérebro é um objeto físico que pode ser visto, fotografado ou submetido a uma cirurgia. A mente, por outro lado, não é algo material. Ela não pode ser vista com os olhos nem fotografada ou operada. Portanto, o cérebro não é a mente, mas apenas uma parte do corpo. Não há nada dentro do corpo que possa ser identificado como sendo nossa mente, porque nosso corpo e mente são entidades diferentes. Por exemplo, às vezes nosso corpo está descontraído e imóvel, e a mente em plena atividade, movendo-se rápidamente de um objeto para outro. Isso indica que nosso corpo e mente não são a mesma entidade.
Nas escrituras budistas, nosso corpo é comparado a uma hospedaria, e a mente, ao hóspede que ali reside. Quando morremos, a mente deixa o corpo e vai para uma próxima vida, como um hóspede que sai de uma hospedaria e vai para outro lugar. No Espiritismo, temos o espírito e a mente(consciência) junto com a personalidade (o Eu inferior), recheada com o que aprendemos e com o que não aprendemos, afim de fazermos uma reciclagem após a vida física. O fato é que permanecemos vivos , mas não tem nada a ver com o cérebro, que perece como matéria orgânica.
Se a mente não é o cérebro nem outra parte qualquer do corpo, o que ela é? A mente é um continuum sem forma, que tem como função perceber e entender os objetos. Sendo, por natureza, algo sem forma, ou não corpóreo, ela não pode ser obstruída por objetos físicos.
É muito importante conseguir distinguir estados mentais agitados de estados mentais pacíficos; os estados mentais que perturbam nossa paz interior, como raiva, inveja e apego desejoso, são denominados ‘delusões’ e são as principais causas de todo o nosso sofrimento.
Talvez pensemos que nosso sofrimento seja provocado por outras pessoas, pela falta de condições materiais ou pela sociedade, mas, na realidade, ele vem dos nossos próprios estados mentais deludidos. A essência da prática espiritual consiste em reduzir e, por fim, erradicar totalmente nossas delusões, substituindo-as por paz interior permanente.
O ponto essencial que aprendemos ao entender a mente, é que a libertação do sofrimento não pode ser encontrada fora da mente em primeiro lugar. A libertação permanente só pode ser alcançada primeiro pela purificação da mente. Sendo assim, se quisermos nos livrar dos problemas e alcançar paz duradoura e felicidade, precisamos aumentar nosso conhecimento e compreensão da mente.
A mente antecede ao espírito/alma,portanto, qualquer evolução passa primeiro por ela e depois, através dela. Quando estamos mais conscientes e evoluídos e nosso físico saudável e purificado pela alimentação e bons hábitos de vida em geral,usamos os três em conjunto :corpo,mente e espírito.
Esse é o homem da Nova Terra.
A MENTE E SEU ESTUDO AO LONGO DO TEMPO
As concepções sobre o que é a mente foram mudando ao longo do tempo. Durante muito tempo associou-se o conceito de mente à dimensão cognitiva do ser humano, ou seja, ao pensamento, ao raciocínio, isto é, correspondia à atividade consciente, aparecendo como uma produção independente dos sentimentos, emoções e desejos. No entanto, a verdade é que nem todos os processos mentais são necessáriamente conscientes. A mente humana engloba também a emoção e os sentimentos. A mente é o lugar da atividade psíquica, considerada na sua totalidade e engloba operações conscientes e não conscientes.
Não é, portanto, algo material – uma coisa – mas sim algo imaterial, que não se vê nem se pode tocar.
Hoje o conceito de mente é o objeto nuclear da psicologia tendo passado a ser encarado não como um somatório de componentes ou de estados independentes, mas como uma manifestação total de processos dinâmicos que interagem constantemente de forma complexa.
Cada processo tem uma importância vital na operacionalidade de outros processos, afetando-os e sendo afetado por eles. Dado este seu carácter complexo e dinâmico, nenhum aspecto da mente é fácil de investigar. Porém, estudá-la permite maravilharmo-nos com a sua extraordinária complexidade e segredos que esconde por trás das nossas vivências e atos tão especificamente humanos.
A mente humana é um dos maiores desafios para as ciências e para o pensamento filosófico da nossa época. Já deveríamos saber tudo o que há para saber sobre esse assunto pela simples razão de que “somos em parte esse assunto”. Porém, parece que nunca sabemos o suficiente sobre o que nos faz sentir e pensar.
Como todos os grandes desafios do conhecimento, convém considerar o fato de que grandes nomes do passado já terem se ocupado deste tema. No que diz respeito à compreensão do papel da mente humana no universo, somos todos aprendizes. É necessário, pois, olhar com otimismo para esta área do mundo e da vida.
ENFRENTANDO OS DESAFIOS DA VIDA; EDUCANDO A MENTE EM PRIMEIRO LUGAR
Por vezes, não sabemos a diferença entre problemas e desafios. Tem pessoas que enfrentam os problemas como se fossem desafios e vice-versa. Isso gera muita dor, estresse, insegurança, raiva e todos os predicados que os equívocos costumam provocar. É preciso compreender e conceituar cada um desses episódios para ter clareza de ação.
O desafio é todo evento que demanda soluções e depende de nosso arbítrio. Ou seja, tudo aquilo que está sob nossa responsabilidade decidir e resolver. Já o problema é todo evento em que a solução não está sob nossa tutela e afeta de forma profunda nossa vida. Treinando nossa mente para identificar as diferenças, podemos trabalhar melhor os dois setores de nossa vida; os dos problemas e os dos desafios, que acontecem para todos,em todos os momentos, fases e idades cronológicas.
São identificados como problemas: perdas de pessoas amadas, doenças graves, acidentes e catástrofes. Nenhum desses episódios podem ser resolvidos apenas com o poder de nossa ação e vontade;temos que usar a nossa mente racional. Não temos como escolher não viver isso ou modificar a forma como isso ocorreu, não há como prevenir o destino, nos cabe apenas escolher a forma sobre como iremos vivê-lo. O problema é uma questão de ACEITAÇÃO NA MENTE. É absolutamente inútil ficar remoendo o: “Se…”; “Se tivesse feito isso, pensado aquilo, prevenido aquilo outro”; “Se isso não tivesse acontecido comigo ou com o outro”. Enfim, conjecturas que não levam a lugar nenhum. Há um senso de impotência frente a um problema e isso é absolutamente correto, pois não temos mesmo poder sobre o evento, só temos poder sobre nossa forma de lidar com ele (treinamento mental), ou fluímos na aceitação ou nos desesperamos na recriminação, raiva, angústia ou medo.
São identificados como desafios: São todos os eventos em que temos não só o poder, mas a responsabilidade de decidir e aqui podemos colocar na lista todos os episódios que demandam ações e que não estão na lista dos ítens que são problemas.Para os desafios não somos impotentes, ao contrário, se estamos vivendo uma situação desafiadora é por que já temos o poder de lidar com ela( a mente está treinada e consciente do desafio). O desafio vai mexer mesmo é com nossas capacidades e competências. Para superar determinada demanda que o desafio nos coloca, teremos que apresentar, aprimorar e manifestar nossos talentos e dons(que estão na mente em primeiro lugar).
A confusão se instala quando vemos os desafios como problemas ou os problemas como desafios. Se vivemos um desafio como problema sentimos que não podemos fazer nada, que não está sob nossa alçada a decisão, julgamos que alguém tem que fazer algo ou há um outro responsável pela situação, buscamos culpados e recriminamos as pessoas nos angustiando com os eventos, quando o desafio só poderá ser superado no instante em que compreendemos que somos nós os responsáveis para sua solução.
Na medida que assumimos a tarefa do desafio todos os talentos e dons começam a se manifestar e é aí que realmente iniciamos o processo de solução. Todo desafio demanda consciência e é solucionado a partir dela.Já um problema não está sob nossa responsabilidade e lidar com um problema como se fosse um desafio só vai gerar frustração, levando a conflitos, angústia e desespero. Quando identificamos um problema que está naquela lista restrita: morte, doenças graves, acidentes e catástrofes, só podemos lidar com isso de uma única forma, aceitação. Daí haverá desafios, coisas para fazer e consequências com as quais lidar, mas com o problema em si nos cabe a tarefa emocional de aceitar e superar.
Enquanto um desafio exige da consciência individual o desenvolvimento de dons e talentos(que estão na mente treinada em primeiro lugar), os problemas exigem compreensão profunda dos eventos da vida e aceitação incondicional para seguirmos com saúde emocional suficiente que nos fará mais aptos para lidar com os desafios que virão(aqui já estamos no terreno do espiritual aliado á uma mente aberta e treinada).
Se não nos damos conta da diferença entre essas duas situações viveremos maior estresse, angústia, ansiedade e apresentaremos mais raiva e medo frente aos eventos da vida. Já com a clareza desses conceitos poderemos acelerar nosso processo de solução e viver de forma mais harmoniosa e equilibrada.A grande sabedoria, naturalmente, é saber fazer a distinção correta entre problemas e desafios na mente treinada. O primeiro aceitamos, pois não podemos modificá-lo; o segundo trabalhamos para superar. Assim, a síntese da sabedoria na gestão da vida é saber distinguir problemas de desafios e lidar com cada um de acordo com sua natureza, e para isso , o treinamento da mente que avalia,desbloqueada das crenças limitantes, ranços religiosos, laços familliares manipuladores, sociedade retrógrada em pensamento e ação. Esse é o cenário da consciência que nos permite fluir sem estresse, ansiedade, medo ou raiva e compreender que para cada coisa há uma fórmula básica a ser adotada para a alquimia perfeita da vida.
DESBLOQUEANDO COM UMA MENTE TREINADA
Com a imaginação e livre-arbítrio temos o poder de escolher a resposta para qualquer situação;pare um momento para considerar o que isto significa.Podemos ser a força criativa de nossas próprias vidas.È isso o que é SER PROATIVO - escolher nossas ações e assumir responsabilidades por elas.Muitas coisas na vida escapam ao nosso controle,como Tempo, por exemplo,ou o que os outros fazem e dizem.
O que quer que esteja no centro da nossa vida será a fonte de nossa segurança, orientação, sabedoria e poder. Esses quatro fatores são interdependentes. A segurança e uma orientação clara, geram a verdadeira sabedoria, e a sabedoria torna-se faísca ou o catalizador que libera e dirige poder. Quando esses quatro fatores estão presentes em conjunto,harmonizados e alimentados uns pelos outros, criam a força imensa de uma personalidade nobre, de um caráter equilibrado, de uma pessoa maravilhosamente integrada.
Voce tem uma visão de onde quer que a sua vida vá e o poder proativo de fazer as escolhas que o levarão aos seus objetivos.Agora, voce está se preparando para assumir o controle da sua vida.Sua mente questiona, elimina e rejeita todos os condicionamentos limitantes, fazendo uma limpeza nos conceitos e dogmas impostos.Se voce identificou seus valores mais profundos-aqueles que dão significado e riqueza á sua vida-a resposta virá naturalmente.Primeiro, o mais importante;isso significa simplesmente priorizar as suas tarefas de acordo com o que realmente é importante e é uma boa maneira de afirmar os valores–e as pessoas–que mais importam em sua vida.Se mantiver a sua visão e seus valores firmes em sua mente,o desafio parecerá mais simples.
MENTAL: Educar-se contínuamente sobre o domínio de seu tempo e sobre o estresse.Ao mesmo tempo,dedicar-se com um ou mais objetivos de comportamento de auto-controle.Atingir os objetivos aumentará a sua confiança e auto-estima.
SOCIAL: Saber conviver na sociedade mas sem se deixar contaminar por ela,o mesmo com a família e amigos, preservando seus valores conquistados com os outros passos, mas , com a mente treinada para a aceitação dos limites das outras pessoas.
ESPIRITUAL: Reservar um tempo para as coisas que lhe tragam paz e significado,como meditação,oração, leituras elevadas,música,programas que ajudem no despertar etc.A renovação espiritual o manterá centrado em seus valores mais profundos e o ajudará a superar seu estresse.
EQUILIBRAR TODAS AS PARTES DE SUA NATUREZA É ESSENCIAL PARA SUA EFICÁCIA COMO UM AUTOCONTROLADOR DE SUA PRÓPRIA VIDA

CONCLUSÃO

Quando você alcança essa visão acima, é como se seu corpo, seus pensamentos e sentimentos encontrassem o ponto para começar a desembaraçar os nós emocionais criados ao longo da vida; ­ medos, inseguranças, autocríticas, ansiedades, dificuldades nos relacionamentos, rigidez. Você começa a fazer uma limpeza profunda que, primeiro, traz transparência para si mesmo e depois promove sua liderança interna.
E só existe um caminho para que isso aconteça: AUTOCONHECIMENTO.
Nesse caminho você começa a encontrar as respostas sobre sua verdade e a aprender como se posicionar no mundo com mais segurança e centramento, desenvolver relações saudáveis e, principalmente, amor ­próprio para ser quem você é com o seu melhor.
Nos dias de hoje, autoconhecimento, autoconsciência e liderança interna são temas que estão cada vez mais presentes em nossas vidas, seja no universo profissional, seja na vida pessoal. Em diversas partes do mundo, especialistas discutem a importância desses atributos e exploram novas possibilidades emocionais e comportamentais como bases fundamentais para um futuro sustentável.
Isso significa que o sucesso está e estará nas mãos de pessoas que aceitaram e venceram o desafio de conhecer a si mesmas. Ao identificar as próprias habilidades e dificuldades, esses indivíduos conquistaram a possibilidade de modificar e gerir emoções e comportamentos, o que os torna amplamente capacitados.
Ora, se há tanto reconhecimento positivo nesta conquista por que há pessoas que resistem ou demonstram baixo interesse em investir nessa competência? A trajetória que leva ao autoconhecimento é longa e ininterrupta, o que pode servir de desculpa para quem tem receio de desvendar-­se, por qualquer motivo que seja.
E para começar a trilhar esse caminho, a primeira pergunta é: “Qual é a minha verdade?”.

A mente é um fogo a ser aceso, não um vaso a preencher.
Plutarco
Bibliografia para consulta
1-A Mente Humana Ashok Gollerkeri
2-O Grande e Pequeno e a Mente Humana Roger Penrose
3-Como a Mente Humana produz J.Vasconcelos
4-Mente-Gestão e Resultados Luiz Fernando Garcia
5-O Poder da Mente Roger S.Baum
6-O Cérebro Humano Isaac Asimov
7-A Mente Desconhecida John Horgan
8-A Mente Yogi Bhajan
9-A Mente Holística Gustavo Luiz Gava
10-Transforme sua Vida Geshe Kelsang Gyatso
11-Conexão Mente, Corpo e Espírito Candace Pert

Divulgação: A Luz é Invencível

terça-feira, 8 de novembro de 2016

NOBEL DE MEDICINA DIZ QUE MEMÓRIA PERDIDA POR ALZHEIMER PODE SER RECUPERADA

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Nobel da Medicina diz que 
memória perdida por 
Alzheimer pode ser recuperada

O Segredo • 20 de março de 2016

Pessoas que sofrem da Doença de Alzheimer podem não ter “perdido” a memória e têm apenas dificuldades em recuperá-la, concluem investigadores conduzidos pelo Nobel da Medicina Susumu Tonegawa, que na quarta-feira revelaram a possibilidade de um tratamento curar os estragos provocados pela demência.
O prêmio Nobel da Medicina Susumu Tonegawa (1987) defende que o estímulo de áreas específicas do cérebro com luz azul permite a ratos de laboratório recuperarem experiências e memórias que pareciam esquecidas.
Os resultados fornecem algumas das primeiras evidências de que a doença de Alzheimer não destrói por completo as memórias específicas, torna-as “apenas inacessíveis”.
“Como seres humanos e ratos camundongos tendem a ter princípios comuns em termos de memória, os nossos resultados sugerem que os pacientes com a doença de Alzheimer, pelo menos nos estádios iniciais, podem preservar a memória. Ou seja há hipóteses de cura”, comentou Susumu Tonegawa à agência de notícias France Presse.
A equipe de Tonegawa usou este tipo de animais geneticamente modificados para mostrar sintomas semelhantes aos dos seres humanos que sofrem de Alzheimer, uma doença degenerativa do cérebro que afeta milhões de adultos em todo o mundo. A Organização Mundial de Saúde estima que em 2050 a demência afete 131 milhões de pessoas.
Os animais foram colocados em caixas cuja superfície inferior estava eletrificada, causando uma descarga desagradável, mas não perigosa, sobre os seus membros sempre que os animais tocassem nessa estrutura.
Um rato que não tem Alzheimer desenvolve comportamentos medrosos, evitando a sensação desagradável.
Camundongos com Alzheimer não reagem da mesma forma, indicando que não guardam nenhuma memória da experiência dolorosa.
No entanto, quando os cientistas estimulam áreas específicas do cérebro dos animais – as chamadas “células de engramas” relacionadas com a memória – usando uma luz azul, os ratos acabam por se lembrar da sensação desagradável ou pelo menos desenvolvem comportamentos para evitar os choques elétricos.
O mesmo resultado foi observado também quando os animais eram colocados num recipiente diferente durante o estímulo, o que sugere que a memória se manteve.
Ao analisar a estrutura física do cérebro dos ratos, os investigadores mostraram que os animais afetados com a doença de Alzheimer tinham menos “espinhas dendríticas”, através das quais as conexões sinápticas são formadas.
Com a repetição dos estímulos lumínicos, os animais podem incrementar o número de espinhas dendríticas atingindo o níveis dos ratos saudáveis.
“A memória de ratos foi recuperada através de um sinal natural”, disse Tonegawa, referindo-se ao recipiente que causava o comportamento de medo.
“Isto significa que os sintomas da doença de Alzheimer em camundongos foram curados, pelo menos nos estádios iniciais”, disse.
A investigação, patrocinada pelo Centro RIKEN-MIT para Genética de Circuitos Neurais, é a primeira a mostrar que o problema não é a memória, mas as dificuldades na sua recuperação, explica o centro com sede no Japão.
“É uma boa notícia para os pacientes de Alzheimer”, acrescenta Tonegawa por telefone à AFP, a partir do escritório em Massachusetts. Tonegawa obteve em 1987 o prémio Nobel da Medicina.
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Publicado originalmente em Sapo

Fonte:https://osegredo.com.br/2016/03/nobel-da-medicina-diz-que-memoria-perdida-por-alzheimer-pode-ser-recuperada/

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