sexta-feira, 20 de março de 2015

CARACTERÍSTICAS DO "ESTADO MÍSTICO" - O MAIS ELEVADO ESTADO DE CONSCIÊNCIA

Características do "Estado Místico"

O estado místico, quer espontâneo quer induzido mediante a meditação e outras práticas, produz a liberação de ENERGIA do inconsciente que permite a realização das POTENCIALIDADES mais elevadas do ser humano. Parece conveniente, portanto, que o estado místico seja estudado pela ciência sem preconceitos, num esforço para descobrir se ele pode, de fato, fornecer a chave que leve o indivíduo e a sociedade à vida saudável.
RENÚNCIA VOLUNTÁRIA - Outra característica que Prince considera comum ao esquizofrênico e ao místico é a renúncia aos apegos mundanos. Contudo, o esquizofrênico abandona o trabalho e a família não por escolha, mas por estar muito doente para assumir responsabilidades ou enfrentar a vida. O místico, por outro lado, de modo VOLUNTÁRIO E COM PLENA CONSCIÊNCIA, renuncia aos prazeres e às recompensas da vida mundana para ir em busca daquilo que considera o bem supremo. Desse modo, Buda abandonou sua herança régia a fim de descobrir as causas do sofrimento humano e os modos de mitigá-lo.

Um exemplo recente de renúncia às coisas deste mundo pode ser encontrado na vida de Albert Schweitzer, que abandonou uma carreira auspiciosa na Europa para fundar um hospital no coração da selva africana. Ele declarou que a base de sua filosofia, a "reverência pela vida", foi-lhe revelada através de um súbito vislumbre místico. Um ato semelhante de RENÚNCIA VOLUNTÁRIA pode ser visto na decisão de Thoreau de abandonar a oportunidade de fazer riqueza com sua descoberta de um novo método para a fabricação de grafita a fim de procurar a autocompreensão nos bosques de Walden.

A relação daqueles que, conscientemente, rejeitam os valores e confortos materiais para perseguir um ideal, não se limita àqueles indivíduos de orientação religiosa. O momento transcendente que transforma as atitudes e os hábitos da vida não conhece limites espaciais ou temporais; ele pode atingir tanto o homem ativo no mundo quanto o filosófico. A história preservou-nos os nomes de incontáveis pessoas que abandonaram a segurança, o amor e a riqueza pessoais a fim de devotarem-se ao serviço de outras, o que não traz nenhum rendimento a não ser sua própria recompensa.

A vida de uma pessoa mentalmente doente, mergulhada há anos num estupor catatônico, fora do alcance de qualquer contato humano, constitui uma trágica perda. Como é possível comparar tal retraimento em relação ao mundo com vidas plenas e gratificantes que resultaram da RENÚNCIA CONSCIENTE das satisfações pessoais — vidas que amiúde tanto beneficiaram a humanidade? — (Claire Myres Owens)

ÊXTASE - Um resultado universalmente comprovado da experiência mística é o êxtase, a felicidade ou o júbilo. Na opinião de Prince, trata-se apenas de uma regressão à experiência bem-aventurada da amamentação ou de um estado semelhante à falsa elação dos estados psicóticos. Aqui, mais uma vez, sua limitada compreensão é transmitida aos seus leitores através de uma citação enganosa de Francisco de Sales, colocada fora de contexto: " Nesse estado [a oração da quietude], a alma assemelha-se a uma criancinha ainda no seio da mãe".

A simplificação demasiada de Prince é resultado da confiança atual depositada nas técnicas freudianas, nas quais as configurações simbólicas perdem uma parte de seu significado. O conhecimento profundo da literatura do misticismo, por outro lado, revela o grau em que aqueles que experimentaram o estado de consciência expandida são obrigados a confiar no símbolo, na parábola, na imagem e na analogia em seus esforços para comunicar na linguagem formal a qualidade essencial de uma realidade informe.

O tema da criança constitui uma dessas tentativas de exprimir a natureza da experiência mística em termos que possam ser compreendidos pela maioria dos homens; possui um efeito redentor. A imagem da inocência e da pureza, não contaminada pelo interesse mundano ou egoísta, que vai ao encontro da realidade com uma visão pura, espontânea e serena, tem sido repetidamente evocado para exprimir o estado mental e interior NECESSÁRIO àquele que aspira ao conhecimento espiritual. Assim disse Jesus: "A menos que vos torneis semelhantes a uma criança, não podereis entrar no reino do céu."

Levando em consideração essa prática, de Sales talvez estivesse querendo dizer que os místico, do mesmo modo que o lactente, tem a sensação de estar retornando à sua fonte — cósmica, não maternal; que ele também está se entregando, com segurança, a um poder infinitamente mais forte que ele próprio — um poder universal e não-pessoal; que ele está participando de uma nutrição primária, elementar, natural ao homem e superior a todas as outras — alimento para a mente e para o espírito, e não para o corpo; e que seu êxtase o purifica de modo a sentir-se, mais uma vez, puro e inocente como um bebê.

O êxtase do místico tem sido uma fonte de poder redentor, que o purga da dúvida a respeito de si mesmo e da vacilação. A experiência de Moisés diante da sarça ardente deu-lhe força e coragem para libertar os israelitas do cativeiro. A visão de Pascal de uma enorme fogueira e de uma cruz em chamas alterou sua filosofia e sua vida. Ainda que reconheçamos que essas visões simbólicas sejam projeções psicológicas, não podemos desprezar o testemunho histórico de seu poder transformador.

O psicótico pode ter sensações momentâneas de êxtase ou excitação e acreditar que descobriu os segredos do universo, mas suas fantasias não geram nenhuma compreensão da verdade ou da realidade. O esquizofrênico pode manifestar distorções e exageros dos padrões básicos do inconsciente coletivo que ele compartilha com todos os homens; mas essas distorções, por si só, não determinam o caráter essencial do inconsciente.


Mais interessante é a alegação de Prince de que não s de que não só a elação mas também a condição depressiva, que o místico chama de "a noite escura da alma", são comuns aos estados místicos e maníacos. É verdade que muitos místicos testemunharam essa condição de esterilidade espiritual. Prosseguindo a comparação de Prince, parece-me que o psicótico perde contato com a assim chamada realidade (talvez um termo melhor seja atualidade) do mundo. O místico, contudo, em sua "noite escura", perde contato com a realidade suprema que ele conheceu. Tudo o que lhe resta, nesse PERÍODO DE ARIDEZ, é o mundo dos fenômenos que, como contraste, é insípido, limitado e desinteressante. A porta de seu inconsciente mais profundo, que dá acesso ao princípio integrador universal, está fechada para ele; ele se sente excluído e o resultado pode ser uma profunda depressão. Afinal de contas, os místicos são seres humanos com fraquezas humanas. Depois de um despertar espontâneo de certa duração, eles podem ingressar num período natural de reação, resultado do fluxo e refluxo da vida psíquica, tão mal compreendido. É interessante notar que aqueles que escreveram com uma tristeza exaltada acerca da "noite escura" geralmente são aqueles que passaram por súbitas e espontâneas experiências, em relação às quais estavam DESPREPARADOS. As alusões a essa condição, na literatura hinduísta e budista, ocorrem num contexto tão sistematizado, devido a seus métodos de preparação à descoberta de si mesmo, que são aceitas como parte do processo de crescimento.

MORTIFICAÇÃO - Depois das experiências místicas desse nível mais profundo de consciência, ele descobre que seus padrões de vida anteriores NÃO MAIS SÃO SATISFATÓRIOS. Sente que devem ser DEPURADOS ou MORTIFICADOS, o que Underhill interpreta como "A Purificação do Eu". Na linguagem da dicotomia dos níveis de consciência de Willian James, a nova consciência subliminal, com a qual o indivíduo acabou de entrar em contato, é acentuadamente diferente da consciência diária no mundo social, já não são se aplicam a essa experiência mais pessoal e, portanto, DEVEM SER DESCARTADOS.

As práticas ascéticas extremas de muitos místicos, que ocorrem durante este estágio, destinam-se a DEPURAR o indivíduo de sua necessidade de antigas relações que ele mantinha com a realidade social. Assim que isto for concluído, o processo de depuração ou mortificação termina. Como assinala Underhill, a despeito de sua etimologia, o objetivo da mortificação, para o místico, é a vida, mas essa vida só pode surgir através da "morte" do antigo "eu".

ILUMINAÇÃO DO EU - Depois que o indivíduo DEPUROU-SE do seu interesse anterior e de seu envolvimento com o mundo social, ele entra no terceiro estágio ou no que Underhill chama de "A Iluminação do Eu". Aqui, ele experimenta de modo mais pleno aquilo que se encontra além dos limites de seus sentidos imediatos. A principal característica atribuída a este estágio consiste na apreensão jubilosa daquilo que o místico experimenta ser o Absoluto, o que inclui extravasamentos refulgentes de êxtase e arroubo nos quais o indivíduo exulta de seu relacionamento com o Absoluto. Aquilo que distingue este estágio dos estágios posteriores, contudo, é o fato de que o indivíduo ainda experimenta a si próprio como uma entidade separada, ainda não unificada com o que ele considera ser o Supremo. Ainda persiste uma SENSAÇÃO do estado-do-eu, do ego, de si mesmo.

NOTE ESCURA DA ALMA - talvez este seja o estágio mais notável do processo místico. Embora possa ser encontrado em todas as experiências místicas, sua expressão emocional só aparece na tradição ocidental, onde recebeu seu nome a partir da frase evocativa de São João da Cruz: "A Moite escura da Alma". Há, aqui, a total negação e rejeição do júbilo do estágio precedente. O indivíduo sente-se TOTALMENTE AFASTADO e DISTANTE de suas experiências anteriores, bem como EXTREMAMENTE SOZINHO e DEPRIMIDO. É como se tivesse sido atirado para o meio de uma região devastada ou de um IMENSO DESERTO, sem nenhuma esperança de sobrevivência.

Durante o período purificador, o indivíduo deve depurar-se de seus APEGOS ANTERIORES AO MUNDO SOCIAL. Agora, ele deve depurar-se de sua EXPERIÊNCIA DO EU. Sua própria vontade deve tornar-se totalmente SUBMERSA pela "força" desconhecida que ele experimenta ESTAR DENTRO DELE. Enquanto afirma sua própria vontade ou individualidade, ele mantém distância ou separação daquilo que sente ser o Supremo.

A VIDA UNITIVA - este estágio, embora não seja o estágio final, constitui o ponto culminante da busca do místico: a completa e total absorção no mundo pessoal, insocial, que tem sido chamado de "A Vida Unitiva". Ele consiste na obliteração dos sentidos e até mesmo da sensação do eu, resultado na experiência da unidade com o universo. Este estágio tem sido descrito como um estado de CONSCIÊNCIA PURA, no qual o indivíduo não experimenta nada — nenhuma coisa. O indivíduo APARENTEMENTE fez contato com as regiões mais profundas de sua consciência e experimenta o processo como tendo sido concluído. Emocionalmente, o indivíduo sente-se totalmente tranquilo e em paz.

RETORNO DO MÍSTICO - Embora não mencionado como um estágio independente pelos comentadores, o retorno do místico, da experiência de unicidade com o universo, para as exigências da vida social constitui a parte MAIS IMPORTANTE de seu caminho. Em muitos místicos, pode-se observar que eles renovam seu envolvimento prático nas situações sociais com uma vitalidade e forças novas. Como observou santa Tereza: "marta e Maria devem trabalhar em conjunto quando oferecem pousada ao Senhor", dando a entender que o envolvimento material e espiritual são igualmente importantes. As vidas de santa Tereza, de são Francisco de Assis e de santo Inácio, para citar apenas três, dão testemunho do importante PAPEL PRÁTICO que os místicos têm exercido no mundo. Na tradição clássica oriental, encontra-se a mesma ênfase dada ao retorno ao mundo. O exemplo principal é Buda, que retornou de seu êxtase sob a árvore BO ao mundo social do qual ele "fugira".

O místico agora não mais considera detestável seu envolvimento com o mundo mas, na verdade, parece ACOLHER COM ALEGRIA a oportunidade de entrar no mundo social que ele abandonara. Este paradoxo aparente torna-se compreensível quando se considera que não foi ao mundo que o místico esteve renunciando mas, meramente, A SEUS APEGOS e NECESSIDADES em relação a ele, que impossibilitavam o desenvolvimento de sua experiência pessoal, insocial. Depois que se tornou capaz de abandonar essas necessidades sociais, condicionadas, e sentiu-se livre da atração exercida pelo mundo social, ele experimentou a liberdade de viver no interior da sociedade conjuntamente com seus esforços interiores, deixando de ver os costumes e as instituições sociais como obstáculos à sua auto-realização.

Jonh White — O Mais Elevado Estado de Consciência

Fonte:http://pensarcompulsivo.blogspot.com.br/2015/02/caracteristicas-do-estado-mistico.html

domingo, 15 de março de 2015

AYAHUASCA : UM VEÍCULO PARA A EVOLUÇÃO ESPIRITUAL ?

Ayahuasca:"Um veículo para a evolução espiritual"


O texto abaixo não é de autoria deste blog. Portanto, como está relacionado com a "expansão da consciência",  resolvi compartilhar com os leitores.
É um belo relato e entrelinhas, "observações extras" sobre a bebida. Enfim, leia!
Vale lembrar que, antes de julgar sobre a mesma, procure ter sua própria experiência.
Muita paz!


“AYAHUASCA - A UNIVERSIDADE GAIA”
© Ralph Miller 2003

Ayahuasca sendo preparada na Região do iquitos no Peru.


O chá de cor morena e de gosto amargo é conhecido por vários nomes:
yagé, nepe, kabi, natema, hoasca, ayahuasca etc.


Por 20 anos eu formei minha família, trabalhando como agente de viagens. Nos últimos anos conduzi Workshops no Brasil usando uma planta ancestral, “medicina” ou chá, a qual tem sido usada por tribos indígenas da Amazônia há milhares de anos. Esse chá é chamado Ayahuasca e contém uma poderosa substância psicoativa e visionária chamada DMT (Dimetiltriptamina). A DMT é encontrada em todas as coisas vivas, incluindo nós, humanos.

Quando descobri a Ayahuasca, logo entendi que continuaria sendo um agente de viagens, mas agora mostrando às pessoas como fazer jornadas interdimensionais.Em nós, humanos, a DMT é produzida na glândula Pineal e pesquisas recentes indicam que a Pineal irá produzir DMT em grandes quantidades em pelo menos dois momentos das nossas vidas: no nascimento e na morte. Talvez ela prepare a chegada e a partida da alma. Pessoas que experimentam “situações de quase morte” – vendo luzes fortes, portais, ícones religiosos – relatam efeitos semelhantes aos das experiências com DMT.

O processo visionário da Ayahuasca também traz o efeito de permitir que uma pessoal se resolva e se cure espiritual, psicológica, emocional e fisicamente. O chá é referido como “enteogênico”, o que significa “contém Deus dentro”.

Muito provavelmente parece (minha crença pessoal) que o cérebro humano é de alguma maneira atrofiado, e que o processo xamânico de re-introduzir DMT usando Ayahuasca tem o efeito de “ligar” a Pineal de uma maneira extraordinária. Outros estudos foram conduzidos e sugerem que os cérebros pós-Ayahuasca encontram-se literalmente “re-configurados” (novas sinapses).

As moléculas de DMT são similares às moléculas da Serotonina e se encaixam nos mesmos receptores do cérebro. Isto é extraordinário porque, assim como a Serotonina, a DMT é uma chave específica que naturalmente se encaixa nesta “trava” do cérebro.

Nota-se, nos diagramas abaixo, que as estruturas da DMT e da Serotonina são muito similares. Ambas se encaixam nos mesmos neuro-receptores do cérebro.



A Ayahuasca é um chá muito interessante e complicado feito a partir de duas espécies de plantas amazônicas: um arbusto chamado Psychotria Viridisfo (Chacrona) e um cipó chamado Banisteriopsis Caapi (Mariri).

A Chacrona é uma planta fonte de uma quantidade relativamente grande de DMT, que é a principal fonte da experiência visionária. Todavia a DMT é inativa quando administrada oralmente porque é destruída no estômago pela enzima digestiva Monoamina Oxidase (MAO).

O Mariri contém apenas alcalóides mediamente psico-ativos, especificamente Beta-carbolinas (Harmina, Harmalina e Tetrahidrahamina), os quais agem como inibidores de re-absorção da Serotonina pelo organismo, assim como têm propriedades pró-Dopamina. A Serotonina e a Dopamina são substâncias produzidas pelo organismo humano, similares a hormônios, e são poderosos neurotransmissores que criam estado de alerta, assim como colocam a pessoa num estado psicologicamente receptivo. Adicionalmente, esses alcalóides também agem como poderosos inibidores da enzima MAO.


O interessante sobre a Ayahuasca é que, enquanto a DMT é inativa quando tomada oralmente e sozinha, os inibidores de MAO do chá permitem que a DMT permaneça intacta e ultrapasse as barreiras do sangue e do cérebro.

Assim, você tem a DMT se encaixando aos receptores do cérebro, o que produz visões, enquanto as propriedades pró-Serotonina e pró-Dopamina do chá criam um estado de alerta e receptividade.

Além disso, as propriedades de cura física da Ayahuasca são extraordinárias, para dizer pouco. A Ayahuasca tem sido investigada como um possível tratamento eficaz para o Mal de Parkinson, por exemplo.

Já em 1928, uma substância natural chamada Banisterene foi usada com sucesso no tratamento do Mal de Parkinson. Banisterene é também um antigo e bem conhecido produto de plantas chamado Harmina. Harmina é o componente Beta-carbolina mais presente na Ayahuasca.

Infelizmente o uso de Banisterene deixou de ser usado no tratamento do Mal de Parkinson, à medida que a indústria farmacêutica evoluía no estudo de drogas sintéticas que são patenteáveis, diminuindo o interesse por produtos naturais – que não o são. Mais interessante ainda é o fato de que muitas das drogas experimentais usadas atualmente para tratar o Mal de Parkinson, que podem ser encontradas na lista da Associação da Indústria Farmacêutica Britânica, contêm poderosos inibidores de MAO, assim com possuem propriedades pró-Dopamina.

Jeremy Narby, no seu livro “A Serpente Cósmica”, comenta: “Aqui estão pessoas sem microscópios eletrônicos que escolheram, entre 80.000 espécies de plantas amazônicas, as folhas de um arbusto contendo um hormônio cerebral, as quais eles combinam com um cipó que contém substâncias que inativam uma enzima do trato digestivo, o que de outra forma bloquearia o efeito. E eles fazem isso para modificar seus estados de consciência. Isso ocorre como se eles soubessem sobre as propriedades moleculares das plantas e a arte de combiná-las. E quando qualquer um os questiona sobre como eles tomaram conhecimento dessas coisas, eles dizem que esse conhecimento adveio diretamente das plantas”.

Ayahuasca é a Universidade de Gaia. A Natureza alcançando os humanos. A metáfora da “escola” na verdade não é uma metáfora de forma alguma. Tudo na Ayahuasca é sobre aprendizado. Durante uma cerimônia com a Ayahuasca, você começa num lugar e termina em outro. A próxima cerimônia traz você de volta ao lugar que você deixou. As aulas começam às 09:00h... o sino toca... e a “mãe-Aya” dá a lição do dia!

Falando de forma geral, as lições são universalmente profundas. As propriedades de cura e expansão de consciência da planta-mestre levam-nos a uma magnífica experiência de quem nós somos. A Ayahuasca facilita a resolução do ser humano. Resolver a condição humana requer uma consciência grandemente expandida sobre duas questões fundamentais: Onde estamos? e Quem somos?

Uma das lições da experiência com a Ayahuasca é uma percepção bastante expandida do quê nós crescemos chamando Realidade. O véu é levantado. Nós percebemos em 3-dimensões, com certeza. Mas nossa percepção se expande para além, para abranger uma realidade muito maior que “contém” a realidade 3-D. Essa realidade expandida, ou talvez realidade 10-D ou multi-D, não é restrita pela linha do tempo ou mesmo por causa-e-efeito.

A percepção de 10-D não é algo que você fica verdadeiramente ciente apenas. Você fica também, de alguma forma, re-codificado com a memória dela. Muito tempo após a experiência com a Ayahuasca ter terminado, você se lembra do caminho de volta à extraordinária quietude desse lugar que você já habita. Você o habita como o seu Eu Superior.

Eu mencionei a questão: “Quem Sou Eu?” Os seres humanos gastam seu seus melhores esforços para viver suas vidas, para superar inseguranças, para mascarar sua dor e para ganhar status e aceitação. Infelizmente o verdadeiro Eu de um indivíduo permanece quase que universalmente oculto. Nós definimos quem somos pelo status que temos, pelo quê fazemos e por quem estamos casados.

A integração do eu (humano) com o Eu Superior (divino) é uma conseqüência natural de uma percepção expandida. A partir desta integração emerge o verdadeiro Eu. O “cérebro visionado”, agora totalmente funcional, elimina as questões baseadas no medo, que o ego constrói – as questões que são a praga da condição humana. A máscara do nosso falso-eu se torna irrelevante. Não é mais necessário impressionar os outros ou se envergonhar de quem somos. Nós nos tornamos resolvidos na nossa humanidade e na nossa divindade. E isto não é uma coisa para se pensar. É uma coisa para se saber. E esse saber é uma experiência atemporal para os nossos corações.

O centro do coração se expande. Nós nos movemos em direção a uma nova experiência humana que é quase como os súbitos sentimentos do coração. Compaixão, intuição, percepção extra-sensorial, entrega, verdade, são todos resultados de trazer o coração intuitivo feminino como equilíbrio para o cérebro analítico masculino.

Pesquisa recente sobre o próprio coração revela que ele contém um expressivo sistema neurológico que de fato age como um segundo cérebro. Esse “cérebro-coração” funciona coerentemente com o cérebro, à medida que o envia quantidades massivas de informação. O coração comunica com o cérebro através do sistema límbico contido no último. E a glândula Pineal (responsável pela produção da DMT) é adjacente ao sistema límbico.
A realidade consensual é uma experiência masculina, lógica e cognitiva. Nós reagimos a eventos baseados nos dados armazenados na nossa memória, os quais usamos para tomar decisões. O cérebro sozinho não pode lidar com a multi-dimensão atemporal.

A realidade multi-dimensional é uma experiência feminina e intuitiva, que não está restrita pela relação causa-efeito ou pela lógica. A reativação do cérebro atrofiado, a re-configuração de nossas mentes, mais uma vez, traz equilíbrio.

Muitas pessoas acreditam (esperam) que a humanidade está às portas de um extraordinário salto. Esse salto, essa mudança, é realmente sobre o retorno da Energia de Deus à Terra. A cura está vindo para a humanidade a partir da natureza, a partir da Mãe-Terra, de Gaia. Tudo isso é sobre o retorno do feminino.

O Espírito da Terra, ou Gaia, está literalmente trabalhando com os seres humanos para a conclusão desta era e o advento de uma nova. A Natureza está trabalhando para curar a si mesma.


Terrance McKenna disse: “Uma coisa é quando você se torna interessado nas plantas (Ayahuasca) e outra coisa é quando as plantas se tornam interessadas em você.” De alguma forma, o mistério dessa mudança de era está contido no fato de que as plantas são sensitivas. Elas possuem uma consciência coletiva.

Algumas plantas nos nutrem. Algumas são usadas para curar nossos corpos físicos. E outras plantas são remédios (medicina) para a alma. Elas nos ensinam o caminho de volta para o divino em nós. Elas infundem nossa consciência com a consciência da natureza.

No seu livro “Universo Holográfico”, Michael Talbot escreve: “Nós estamos de fato numa jornada xamânica, meras crianças se esforçando para se tornar técnicas do sagrado. Nos estamos aprendendo como lidar com a plasticidade que é parte e parcela de um universo no qual a mente e a realidade são um continuum e esta jornada é uma lição que está acima de todas as outras. Enquanto a sufocante e disforme liberdade do Além continuar nos assustando, continuaremos a sonhar um holograma para nós mesmos – um sonho que é confortavelmente sólido e bem definido.”

O problema real com a humanidade é que nos esquecemos. Através das eras, nós concordamos em viver em uma prisão. Nós nos esquecemos quem somos, e nós nos esquecemos da eterna paisagem que habitamos.
A Ayahuasca está aqui para mudar tudo isso.


© Ralph Miller 2003

Tradução: Sérgio G
arcia Paim

Fonte:http://conscienciaearesposta.blogspot.com.br/2012/01/ayahuasca-um-veiculo-para-evolucao.html

sexta-feira, 13 de março de 2015

É POSSÍVEL EMAGRECER COM A FORÇA DO PENSAMENTO ?

É possível emagrecer com a força do pensamento?

Eric Robinson é um pesquisador da Universidade de Liverpool, na Grã-Bretanha, que tem uma ferramenta surpreendentemente útil para quem quer emagrecer. É algo que todos nós temos, mas talvez não usemos todo o seu potencial: a memória.
Pessoas que entram em uma dieta geralmente sentem que estão travando uma guerra com seus estômagos, mas psicólogos como Robinson acreditam que o apetite é formado na mente tanto quanto na barriga. Segundo ele, se você tentar se lembrar da última coisa que comeu, será capaz de emagrecer sem passar fome.
"Muitas pesquisas já indicam que fatores psicológicos sutis podem ter um impacto na quantidade de comida ingerida – mas as pessoas ainda não estão cientes dessa influência", afirma o cientista. Mas, se isso é mesmo verdade, como poderia funcionar?
A inspiração para essa corrente de ideias vem, em parte, de pessoas que sofrem de um problema chamado de amnésia anterógrada. Ou seja, que se esquecem de fatos recentemente passados. "Você pode passar 20 minutos conversando com alguém com esse problema mas dali a pouco ele não vai ter nenhuma lembrança do diálogo", explica Robinson.

Refeição esquecida

Técnicas de visualização e memória ajudariam a diminuir o desejo por comer
O mesmo acontece com o que essas pessoas comem. Um dos principais estudos no assunto, realizado na Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, consistiu em pedir para que dois homens com esse tipo de amnésia se servissem de sanduíches e bolo até se saciarem.
As bandejas vazias eram então retiradas e trazidas de volta cheias 15 minutos depois. "Enquanto voluntários saudáveis recusaram alegando estarem satisfeitos, os dois homens se serviram novamente porque esqueceram que já tinham comido", conta Glyn Humphreys, que conduziu o estudo.
Em uma segunda parte da experiência, os dois homens eram oferecidos comidas doces e salgadas. Em uma segunda rodada, assim como a maioria das pessoas, eles procuravam um sabor contrastante ao da primeira.
Isso mostra que eles não tinham problema com o processamento sensorial dos alimentos. Apenas não conseguiam formar uma memória explícita e consciente da refeição. E sem essa memória, eles continuavam sentindo fome, mesmo de estômago cheio.
Seria de se suspeitar que um cérebro saudável é suficientemente esperto para perceber que você comeu. Mas algumas pesquisas recentes mostram que ele pode ser facilmente enganado.
Veja o que ocorreu neste experimento de Jeff Brunstrom, da Universidade de Bristol: ele pediu a um grupo de voluntários para comerem um prato de sopa. Mas sem que eles soubessem, Brunstrom havia acoplado um tubo a alguns dos pratos, o que permitia que ele acrescentasse mais sopa sem que os voluntários percebessem. Ele notou que mais tarde, ao serem oferecidos um lanche, os voluntários comiam de acordo com o que se lembravam da sopa no início da refeição – se havia muita ou pouca sopa no prato antes de começarem a comer.
Tudo isso enfraquece a percepção comum de que a fome é regida apenas pelos hormônios do aparelho digestivo. "Não estou sugerindo que esse tipo de sinal não é importante. Mas é preciso notarmos o papel da cognição", afirma Brunstrom.
Isso poderia facilmente ter um impacto na nossa vida corrida de hoje em dia. Os almoços de trabalho viraram lugar-comum, enquanto muita gente assiste TV ou brinca em seu smartphone enquanto se alimenta. Todas essas distrações podem afetar a lembrança do que você comeu, podendo induzi-lo a beliscar mais horas depois.

Impulso sensorial

Para cientistas, apetite é uma resposta a hormônios digestivos e a impulsos do cérebro
É por isso que os pesquisadores agora estão tentando encontrar maneiras de melhorar a memória sensorial da comida.
Robinson recentemente fez um teste para verificar se uma gravação tocada durante a refeição poderia ajudar um grupo de mulheres obesas a comer com mais atenção. O áudio pedia para que elas se concentrassem no aspecto sensorial da comida – seu visual, seu sabor e seu cheiro. Um segundo grupo comeu ao som de cantos de pássaros. O resultado foi que as primeiras mulheres conseguiram descrever melhor suas refeições e comeram menos na hora do lanche, três horas depois, consumindo 30% menos calorias.
Pode ser que essa abordagem não funcione para todo mundo, mas o cientista tem ideias de técnicas alternativas: ao pedir para as pessoas lembrarem do que comeram durante o dia, elas se sentiam menos incentivadas a comer demais mais tarde.
Usar a imaginação também pode dar certo: uma equipe da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriu que visualizar em detalhes uma comida que se deseja muito pode ajudar a enganar a mente e fazê-la "pensar" que de fato comeu aquilo – reduzindo o desejo e a ingestão de calorias.
Robinson agora está desenvolvendo um aplicativo que pretende alertar o usuário a lembrar suas refeições anteriores durante o dia.
Mas, apesar de todos esses esforços, ele destaca que ainda são necessários ensaios clínicos mais abrangentes para provar se esses pequenos truques de memória são realmente eficientes na atual batalha global contra a obesidade.
Ele também reconhece que algumas pessoas podem se entediar com o procedimento, principalmente se tiverem que ouvir uma gravação toda vez que sentarem para comer.
Um aspecto positivo é que o "comer com atenção" não tira dos voluntários o prazer de comer. Ao contrário, eles se surpreendem com os sabores que descobrem.
Se esses truques de memória funcionarem, eles poderiam oferecer algo quase impossível: uma dieta que aumenta o prazer da refeição. Uma solução mais do que palatável para a luta contra a obesidade.
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/150211_vert_fut_emagrecer_memoria_ml.shtml

A NATUREZA DO PODER PESSOAL MASCARADA



A Natureza do Poder Pessoal Mascarada

Acreditar em algo pode ser tão ou mais forte que este mesmo algo, mesmo sendo este algo uma substância neuro-ativa. Pelo poder da mente podemos criar uma determinada realidade em nosso cérebro.

"Nosso grupo de pesquisa começou a mostrar que as crenças são uma influência física tão poderosa sobre o cérebro quanto as drogas neuroativas,..."

Precisamos refletir profundamente no poder por trás da crença.

Além do placebo - http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=placebo-psicologico&id=10426&nl=nlds

O efeito placebo é bem conhecido e documentado, mas parece que esse mecanismo pode ser muito mais forte do que se acreditava.

O novo fenômeno - uma espécie de placebo psicológico - foi documentado quando Read Montague e seus colegas da Universidade da Virgínia (EUA) pediram que grupos de voluntários experimentassem dois cigarros que, sem que os voluntários soubessem, eram idênticos - eles não tinham nicotina.

Os participantes inalaram os dois cigarros, mas a atividade cerebral do grupo que foi levado a pensar que o cigarro tinha nicotina foi significativamente diferente.

"Nosso grupo de pesquisa começou a mostrar que as crenças são uma influência física tão poderosa sobre o cérebro quanto as drogas neuroativas," disse Montague.

Enganando a fisiologia do cérebro

A nicotina tem efeitos em todo o cérebro, especialmente nas chamadas "rotas de recompensa". Uma vez que o cérebro tenha aprendido a correlação entre a substância e a sensação, o ciclo de dependência química torna-se difícil de quebrar.

Descoberto como nicotina de cigarros alivia ansiedade de fumantes


Usando exames de ressonância magnética funcional, os pesquisadores conseguiram ver os sinais neurais gerados com base apenas na crença dos voluntários de que estavam ingerindo a substância - as rotas neurais foram ativadas como se eles estivessem realmente inalando a nicotina.

A equipe também constatou que os voluntários que acreditavam ter fumado nicotina apresentaram uma atividade significativamente maior em suas rotas de recompensa. Aqueles que acreditavam - com razão - estar fumando um cigarro sem nicotina, não apresentaram os mesmos sinais.

"Foi apenas a crença que modulou sozinha a atividade no percurso de aprendizagem," disse Montague. "Isso vai além do efeito placebo."

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=placebo-psicologico&id=10426&nl=nlds


quinta-feira, 12 de março de 2015

CONSCIÊNCIA,CRIATIVIDADE E CÉREBRO - DAVID LYNCH (VÍDEO)


Consciência Criatividade e Cérebro - D Lynch


Apresentação de David Lynch na Universidade de Berkeley, Califórnia, em 2005, sobre Meditação e Criatividade. Legendado em Português.











Fonte:http://pensarcompulsivo.blogspot.com.br/2015/03/consciencia-criatividade-e-cerebro-d.html

Sobre David Keith Lynch























David Keith Lynch (Missoula20 de janeiro de 1946) é um diretorroteiristaprodutorartista visualmúsico e ocasional ator norte-americano. Conhecido por seus filmes surrealistas, ele desenvolveu seu próprio estilo cinematográfico, que foi chamado de "Lynchiano", que é caracterizado por imagens de sonhos e meticuloso desenho sonoro. Na verdade, o surreal e, em muitos casos, os elementos violentos de seus filmes lhes deram a reputação de "perturbar, ofender ou mistificar" seus públicos.[1]
Nascido em uma família de classe média em Missoula,Montana, Lynch passou sua infância viajando pelosEstados Unidos, antes de ir estudar pintura na Academia de Belas Artes da Pensilvânia na Filadélfia, onde ele fez a transição para produzir curtas. Decidindo dedicar-se mais totalmente a esse meio, ele se mudou para Los Angeles, onde ele produziu seu primeiro filme, o terror surreaslita Eraserhead (1977). Depois de Eraserhead se tornar um clássico cult no circuito de filmes da meia noite, Lynch foi contratado para dirigir The Elephant Man (1980), a partir do qual ele conseguiu sucesso comercial. Depois de ser contratado pela De Laurentiis Entertainment Group, ele procedeu para fazer mais dois filmes: o épico de ficção científica Dune (1984), que foi um fracasso de crítica e bilheteria, e o filme de crime neo-noir Blue Velvet, que foi muito aclamado.
Procedendo para criar sua própria série de televisão com Mark Frost, a altamente popular Twin Peaks(1990-1992), ele também criou a prequela cinematográfica Twin Peaks: Fire Walk with Me (1992); um filme de estrada, Wild at Heart (1990), e um filme de família, The Straight Story (1999), no mesmo período. Se virando mais profundamente para o surrealismo, três de seus filmes seguintes trabalharam na estrutura não-linear da "lógica do sonho", Lost Highway (1997), Mulholland Drive (2001) e Inland Empire (2006). No meio tempo, Lynch procedeu para abraçar a internet como um meio, produzindo vários programas para a web, como a animação DumbLand (2002) e o sitcom surreal Rabbits (2002).

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