terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O QUE ACONTECE COM O CÉREBRO DE QUEM USA COGUMELOS ALUCINÓGENOS

Cogumelos que contém psilocibina (Foto: Wikimedia Commons)
O que acontece com o cérebro de quem usa cogumelos alucinógenos
Novo estudo aponta os efeitos da psilocibina, 
o princípio ativo presente em cogumelos alucinógenos
Nem aquela lenda urbana do hippie que tomou chá de cogumelos e nunca mais voltou ao normal. Verdade ou não, o importante é que em um estudo publicado recentemente, cientistas investigam mais a fundo o que acontece com o cérebro humano quando ele está sob efeito da psilocibina, o princípio ativo presente em cogumelos alucinógenos.
Os cientistas analisaram o cérebro de 15 voluntários que tomaram psilocibina em uma solução intravenosa, e também receberam placebo em outro momento. Os pesquisadores descobriram um aumento de atividade nas regiões que, pelo que se sabe, costumam ser ativadas enquanto estamos sonhando. No entanto, a atividade na região associada com raciocínios complexos e auto-consciência parecia descoordenada. No estudo, conexões mais primitivas do cérebro, ligadas ao pensamento emocional, foram ativadas ao mesmo tempo.
De acordo com os cientistas, a descoberta mais importante explica porque usuários de cogumelos alucinógenos costumam descrever a experiência comparando-a a sensação de estar em um sonho. As áreas primitivas do érebro, associadas às emoções e a memória, que foram ativadas durante o uso de psilocibina são também associadas a atividade cerebral durante os sonhos e pareceram funcionar de maneira mais sincronizada e coordenada durante o efeito da droga.
O próximo passo, para os estudiosos, é estudar as possibilidades de usar drogas alucinógenas, como a psilocibina dos cogumelos e o LSD, de maneira terapêutica. Já existem estudos em curso sobre o efeito do LSD sobre a criatividade, e alguns cientistas acreditam no poder da psilocibina parar curar doenças como a depressão, por causa do poder da droga em romper padrões e paradigmas de pensamentos.
Fonte:http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Pesquisa/noticia/2014/07/
Cogumelos que contém psilocibina (Foto: Wikimedia Commons)

CIENTISTAS DINAMARQUESES ESTARIAM PRÓXIMOS DE DESENVOLVER UM ANTÍDOTO PARA COCAÍNA

  (Foto: getty)


Cientistas estariam próximos de desenvolver um antídoto para cocaína
Dinamarqueses querem criar um tratamento contra o vício na droga
Cientistas da Universidade de Copenhagen estão mais próximos de desenvolver um antídoto para a cocaína. Isso porque eles passaram a compreender melhor como um transportador de dopamina age - e como ele pode ser útil no desenvolvimento de um tratamento contra o vício na droga.
De acordo com o estudo, publicado no Journal of Biological Chemestry, a dopamina é um neurotransmissor que age dando ao nosso cérebro a sensação de recompensa e motivação. Logo, está intimamente envolvida com a criação de um vício.
Os cientistas descobriram que o transportador da dopamina funciona como um aspirador molecular, removendo a dopamina liberada no organismo e controlando a quantidade da substância. Quando alguém usa cocaína, esse mecanismo para de funcionar - ou seja, a dopamina continua ativa no corpo, produzindo a sensação de prazer e alimentando o vício.
Pesquisadores notaram, então, que dois aminoácidos presentes nas proteínas da dopamina impedem essa interação. Ou seja, poderiam impedir que os efeitos viciantes da cocaína se manifestassem no organismo. Quando os aminoácidos foram ativados em ratos, a cocaína e outras drogas estimulantes não tiveram um efeito tão estimulante.
Se for possível entender melhor esse mecanismo e reproduzir os efeitos em humanos, a ciência estará a caminho de desenvolver um antídoto para o vício em cocaína.
Fone:http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2015/01/

domingo, 11 de janeiro de 2015

XAMANISMO - A TÉCNICA ARCAICA DE BUSCA DO ÊXTASE


Xamanismo - A Fé ancestral


Há crenças xamânicas em todas as culturas, da Sibéria à floresta Amazônica. Elas usam a natureza para abrir o caminho espiritual que leva a Deus


"Tome, caballero", disse a velha índia ao jornalista americano Terence McKenna. Era 1981 e a cena se passava numa cidadezinha remota, em plena selva peruana. McKenna segurou o pequeno copo de barro, ignorou a aparência repugnante da bebida dentro dele e sorveu o líquido devagar. Em pouco tempo, seus lábios estavam adormecidos. Sentiu sono e cerrou os olhos. Depois de alguns minutos, uma luz se acendeu dentro do cérebro - e ele enxergou um caudaloso rio feito de fachos de luz. "Não sei o que vi, mas parecia Deus", confessou o jornalista, que mais tarde escreveria o livro Food of the Gods - A Radical History of Drugs, Plants and Human Evolution ("Alimento dos Deuses - Uma História Radical de Drogas, Plantas e Evolução Humana", inédito no Brasil).


A experiência mística descrita acima é típica de um ritual xamânico. Parece coisa de índio da Amazônia, não? E é mesmo, mas não só de índio. Segundo a Encyclopedia of Religion and Nature ("Enciclopédia de Religião e Natureza", sem tradução para o português), o xamanismo está presente em todas as culturas. "Existem xamãs na África, na Sibéria, no Extremo Oriente, nas Américas... Em todo lugar", diz o antropólogo americano Michael Harner, criador da Fundação para Estudos Xamânicos, na Califórnia, EUA.

Alucinógeno não: enteógeno

A neurologia e a psiquiatria, entre outros ramos da ciência moderna, são cautelosas - para dizer o mínimo - ao analisar a natureza dos efeitos provocados por substâncias como a ayahuasca (bebida preparada com plantas amazônicas) ou a mescalina (feita a partir de um cacto mexicano). Mas isso não tira o fascínio da coisa. Nas palavras do romeno Mircea Eliade, autor de Tratado de História das Religiões (Editora Martins Fontes), o xamanismo é a técnica arcaica da busca do êxtase. "Ao contemplar a natureza, o homem primordial perguntava-se se não havia um espírito sagrado por trás dela", diz o inglês Phil Hine, especialista em práticas xamânicas e ocultismo. "Ele intuía a existência de um elo sagrado entre o exterior natural e o interior humano - uma face visível do espírito."

Para criar uma ponte entre Deus e o ser humano, os xamãs se valem de diversos meios: jejuns, meditação, retiros espirituais , entre muitos outros. O mais poderoso, no entanto, sempre foi a ingestão de substâncias vegetais. Alucinógenas? A maioria dos usuários não gosta desse adjetivo. O termo correto seria "enteógeno", já que a ingestão acontece em rituais religiosos e se presta a estabelecer uma conexão com o sagrado. O movimento ganhou nome - vegetalismo - e está representado no Brasil por várias organizações, entre as quais se destacam Santo Daime, União do Vegetal e Natureza Divina.

por Texto Álvaro Oppermann

Fonte:http://super.abril.com.br/religiao/xamanismo-fe-ancestral-619222.shtm

sábado, 10 de janeiro de 2015

JOGO INOVADOR MOVIDO A PILHAS É CONTROLADO PELOS PENSAMENTOS DO USUÁRIO


Existem alguns jogos que, apesar de terem sido desenvolvidos para crianças, parecem mais indicados para adultos. E, mesmo podendo ser jogados individualmente, eles se tornam mais divertidos em galera. É aquele tipo de jogo bem propício para fazer o seu amigo perdedor ir até a geladeira buscar a próxima rodada de bebidas.
Mindflex pode muito bem entrar nessa categoria. O jogo utiliza o poder da mente como joystick para fazer uma bola flutuar através dos obstáculos de um pequeno circuito.
Para captar a intensidade das ondas cerebrais, é preciso colocar uma faixa com sensores ao redor da cabeça. Quanto mais você se concentra, mais forte é a intensidade do ventilador que faz a bola flutuar. Se você perder o foco ou mudar de ideia, a bola cai. A única interação manual é através de um dimer na base, que controla o movimento horizontal do objeto.
Os obstáculos do percurso podem ser customizados e o jogo traz cinco opções de desafio diferentes. Os nomes de cada um (em inglês) são sugestivos do tipo de habilidade psicológica necessária: Freestyle, Mental Marathon, Danger Zone, Chase the Lights e Thoughtshot.
O jogo para crianças e adultos da Mattel foi finalista no TOTY Awards, evento que premia os melhores brinquedos desenvolvidos no ano. Pelo vídeo abaixo, um review feito pelo pessoal do Gizmodo, você pode ver como o Mindflex funciona na prática:
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Todas as imagens: Reprodução Vimeo

Fonte:http://www.hypeness.com.br/2015/01/jogo-inovador-movido-a-pilhas-e-controlado-pelos-pensamentos-do-usuario/

domingo, 21 de dezembro de 2014

CIENTISTAS COMPROVAM A REENCARNAÇÃO - A CIÊNCIA QUÂNTICA EXPLICA E COMPROVA QUE EXISTE VIDA NÃO FÍSICA(CONSCIÊNCIA QUÂNTICA) APÓS A MORTE


Cientistas comprovam a reencarnação humana

Desde que o mundo é mundo discutimos e tentamos descobrir o que existe além da morte.
Desta vez a ciência quântica explica e comprova que existe sim vida (não física) após a morte de qualquer ser humano.
Um livro intitulado “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo” “causou” na Internet, porque continha uma noção de que a vida não acaba quando o corpo morre e que pode durar para sempre. O autor desta publicação o cientista Dr. Robert Lanza, eleito o terceiro mais importante cientista vivo pelo NY Times, não tem dúvidas de que isso é possível.

Além do tempo e do espaço

Lanza é um especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company. No passado ficou conhecido por sua extensa pesquisa com células-tronco e também por várias experiências bem sucedidas sobre clonagem de espécies animais ameaçadas de extinção.
Mas não há muito tempo, o cientista se envolveu com física, mecânica quântica e astrofísica. Esta mistura explosiva deu à luz a nova teoria do biocentrismo que vem pregando desde então. O biocentrismo ensina que a vida e a consciência são fundamentais para o universo.
É a consciência que cria o universo material e não o contrário.
Lanza aponta para a estrutura do próprio universo e diz que as leis, forças e constantes variações do universo parecem ser afinadas para a vida, ou seja, a inteligência que existia antes importa muito. Ele também afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas mas sim ferramentas de nosso entendimento animal. Lanza diz que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem.
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A teoria sugere que a morte da consciência simplesmente não existe. Ele só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam com o seu corpo. Eles acreditam que o corpo vai morrer mais cedo ou mais tarde, pensando que a sua consciência vai desaparecer também. Se o corpo gera a consciência então a consciência morre quando o corpo morre. Mas se o corpo recebe a consciência da mesma forma que uma caixa de tv a cabo recebe sinais de satélite então é claro que a consciência não termina com a morte do veículo físico. Na verdade a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ele é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior de si mesma. Em outras palavras é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local.
Lanza também acredita que múltiplos universos podem existir simultaneamente. Em um universo o corpo pode estar morto e em outro continua a existir, absorvendo consciência que migraram para este universo. Isto significa que uma pessoa morta enquanto viaja através do mesmo túnel acaba não no inferno ou no céu, mas em um mundo semelhante a ele ou ela que foi habitado, mas desta vez vivo. E assim por diante, infinitamente, quase como um efeito cósmico vida após a morte.

Vários mundos

Não são apenas meros mortais que querem viver para sempre mas também alguns cientistas de renome têm a mesma opinião de Lanza. São os físicos e astrofísicos que tendem a concordar com a existência de mundos paralelos e que sugerem a possibilidade de múltiplos universos. Multiverso (multi-universo) é o conceito científico da teoria que eles defendem. Eles acreditam que não existem leis físicas que proibiriam a existência de mundos paralelos.
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O primeiro a falar sobre isto foi o escritor de ficção científica HG Wells em 1895 com o livro “The Door in the Wall“. Após 62 anos essa ideia foi desenvolvida pelo Dr. Hugh Everett em sua tese de pós-graduação na Universidade de Princeton. Basicamente postula que, em determinado momento o universo se divide em inúmeros casos semelhantes e no momento seguinte, esses universos “recém-nascidos” dividem-se de forma semelhante. Então em alguns desses mundos que podemos estar presentes, lendo este artigo em um universo e assistir TV em outro.
Na década de 1980 Andrei Linde cientista do Instituto de Física da Lebedev, desenvolveu a teoria de múltiplos universos. Agora como professor da Universidade de Stanford, Linde explicou: o espaço consiste em muitas esferas de insuflar que dão origem a esferas semelhantes, e aqueles, por sua vez, produzem esferas em números ainda maiores e assim por diante até o infinito. No universo eles são separados. Eles não estão cientes da existência do outro mas eles representam partes de um mesmo universo físico.
A física Laura Mersini Houghton da Universidade da Carolina do Norte com seus colegas argumentam: as anomalias do fundo do cosmos existe devido ao fato de que o nosso universo é influenciado por outros universos existentes nas proximidades e que buracos e falhas são um resultado direto de ataques contra nós por universos vizinhos.

Alma

Assim, há abundância de lugares ou outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo biocentrismo.
Mas será que a alma existe? Existe alguma teoria científica da consciência que poderia acomodar tal afirmação? Segundo o Dr. Stuart Hameroff uma experiência de quase morte acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dissipa no universo. Ao contrário do que defendem os materialistas Dr. Hameroff oferece uma explicação alternativa da consciência que pode, talvez, apelar para a mente científica racional e intuições pessoais.
A consciência reside, de acordo com Stuart e o físico britânico Sir Roger Penrose, nos microtúbulos das células cerebrais que são os sítios primários de processamento quântico. Após a morte esta informação é liberada de seu corpo, o que significa que a sua consciência vai com ele. Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado de efeitos da gravidade quântica nesses microtúbulos, uma teoria que eles batizaram Redução Objetiva Orquestrada.
Consciência ou pelo menos proto consciência é teorizada por eles para ser uma propriedade fundamental do universo, presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. “Em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”
Nossas almas estão de fato construídas a partir da própria estrutura do universo e pode ter existido desde o início dos tempos. Nossos cérebros são apenas receptores e amplificadores para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico.
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Dr. Hameroff disse ao Canal Science através do documentário Wormhole: “Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir e os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída, não pode ser destruída, ele só distribui e se dissipa com o universo como um todo.” Robert Lanza acrescenta aqui que não só existem em um único universo, ela existe talvez, em outro universo.
Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente diz: “Eu tive uma experiência de quase morte”.
Ele acrescenta: “Se ele não reviveu e o paciente morre é possível que esta informação quântica possa existir fora do corpo talvez indefinidamente, como uma alma.”
Esta conta de consciência quântica explica coisas como experiências de quase morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação sem a necessidade de recorrer a ideologia religiosa. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e possivelmente, em outro universo.
E você o que acha? Concorda com Lanza?


Grande abraço!
Indicação: Pedro Lopes Martins
Artigo publicado originalmente em inglês no site SPIRIT SCIENCE AND METAPHYSICS.

Fonte:http://www.duniverso.com.br/cientistas-comprovam-reencarnacao-humana/

Física Quântica e Vida Após a Morte - Stuart Hameroff & SirRoger Penrose


Para Stuart Hameroff e SirRoger Penrose, a mecânica quântica explica conceitos como alma e experiências de quase-morte. Eles consideram que a nossa consciência transcende a simples interação neural, apoiada pela teoria neurológica tradicional. Hameroff considera que consciência faz parte do próprio universo, desta forma, pode continuar a existir mesmo após a morte biológica. A ideia foi proposta em 1996.

Trecho retirado do documentário "Through the Wormhole" - Life After Death.




segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

OS AVANÇOS DA CIÊNCIA DA ALMA

EXPERIÊNCIA 1. Q.G. dos médiuns em quarto do Hotel Penn Tower, na Pensilvânia 2. Médium recebe marcador radioativo para captar a atividade cerebral durante o transe 3. Escaneamento cerebral por meio da técnica de tomografia computadorizada com emissão de  (Foto: Denise Paraná/ÉPOCA)

Os avanços da ciência da alma

Uma pesquisa inédita usa equipamentos de última geração para investigar o cérebro dos médiuns durante o transe. As conclusões surpreendem: ele funciona de modo diferente

DENISE PARANÁ, DA FILADÉLFIA, ESTADOS UNIDOS

MEDIUNIDADE SOB INVESTIGAÇÃO Uma médium brasileira psicografa no laboratório do Hospital da Universidade da Pensilvânia (Foto: Denise Paraná/ÉPOCA)
Estávamos no mês de julho de 2008. Na Rua 34 da cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos, num quarto do Hotel Penn Tower, um grupo seleto de pesquisadores e médiuns preparava-se para algo inédito. Durante dez dias, dez médiuns brasileiros se colocariam à disposição de uma equipe de cientistas do Brasil e dos EUA, que usaria as mais modernas técnicas científicas para investigar a controversa experiência de comunicação com os mortos. Eram médiuns psicógrafos, pessoas que se identificavam como capazes de receber mensagens escritas ditadas por espíritos, seres situados além da palpável matéria que a ciência tão bem reconhece. O cérebro dos médiuns seria vasculhado por equipamentos de alta tecnologia durante o transe mediúnico e fora dele. Os resultados seriam comparados. Como jornalista, fui convidada a acompanhar o experimento. Estava ali, cercada de um grupo de pessoas que acreditam ser capazes de construir pontes com o mundo invisível. Seriam eles, de fato, capazes de tal engenharia?
A produção de exames de neuroimagem (conhecidos como tomografia por emissão de pósitrons) com médiuns psicógrafos em transe é uma experiência pioneira no mundo. Os cientistas Julio Peres, Alexander Moreira-Almeida, Leonardo Caixeta, Frederico Leão e Andrew Newberg, responsáveis pela pesquisa, garantiam o uso de critérios rigorosamente científicos. Punham em jogo o peso e o aval de suas instituições. Eles pertencem às faculdades de medicina da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal de Juiz de Fora, da Universidade Federal de Goiás e da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia. Principal autor do estudo, o psicólogo clínico e neurocientista Julio Peres, pesquisador do Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade (Proser), do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, acalentava a ideia de que a experiência espiritual pudesse ser estudada por meio da neuroimagem.
Pela primeira vez, o cérebro dos médiuns foi investigado com os recursos modernos da neurociência 
Em frente ao Q.G. dos médiuns no Hotel Penn Tower, o laboratório de pesquisas do Hospital da Universidade da Pensilvânia estava pronto. Lá, o cientista Andrew Newberg e sua equipe aguardavam ansiosos. Médico, diretor de Pesquisa do Jefferson-Myrna Brind Centro de Medicina Integrativa e especialista em neuroimagem de experiências religiosas, Newberg é autor de vários livros, com títulos como Biologia da crença e Princípios de neuroteologia. Suas pesquisas são consideradas uma referência mundial na área. Ele acabou por se tornar figura recorrente nos documentários que tratam de ciência e religião. Meses antes, Newberg escrevera da Universidade da Pensilvânia ao consulado dos EUA, em São Paulo, pedindo que facilitasse a entrada dos médiuns em terras americanas. O consulado foi prestativo e organizou um arquivo especial com os nomes dos médiuns, classificando-o como “Protocolo Paranormal”.
“É conhecido o fato de experiências religiosas afetarem a atividade cerebral. Mas a resposta cerebral à mediunidade, a prática de supostamente estar em comunicação com ou sob o controle do espírito de uma pessoa morta, até então nunca tinha sido investigada”, diz Newberg. Os cientistas queriam investigar se havia alterações específicas na atividade cerebral durante a psicografia. Se houvesse, quais seriam? Os dez médiuns, quatro homens e seis mulheres, participavam do experimento voluntariamente. Foram selecionados no Brasil por meio de uma longa triagem. Entre os pré-requisitos, tinham de ser destros, saudáveis, não ter nenhum tipo de transtorno mental e não usar medicações psiquiátricas. Metade dos voluntários dizia carregar décadas de experiência no “intercâmbio espiritual”. Outros, menos experientes, apenas alguns anos.
Na Filadélfia, antes de a experiência começar, os médiuns passaram por uma fase de familiarização com os procedimentos e o ambiente do hospital onde seriam feitos os exames. O experimento só daria certo se os médiuns estivessem plenamente à vontade. Todos se perguntavam se o transe seria possível tão longe de casa, num hospital em que se podia perguntar se Dr. Gregory House, o personagem de ficção interpretado pelo ator inglês Hugh Laurie, não apareceria ali a qualquer momento.
Numa sala com aviso de perigo, alta radiação, começaram os exames. Por meio do método conhecido pela sigla Spect (Single Photon Emission Computed Tomography, ou Tomografia Computadorizada de Emissão de Fóton Único), mapeou-se a atividade do cérebro por meio do fluxo sanguíneo de cada um dos médiuns durante o transe da psicografia. Como tarefa de controle, o mesmo mapeamento foi realizado novamente, desta vez durante a escrita de um texto original de própria autoria do médium, uma redação sem transe e sem a “cola espiritual”. Os autores do estudo partiam da seguinte hipótese: uma vez que tanto a psicografia como as outras escritas dos médiuns são textos planejados e inteligíveis, as áreas do cérebro associadas à criatividade e ao planejamento seriam recrutadas igualmente nas duas condições. Mas não foi o que aconteceu. Quando o mapeamento cerebral das duas atividades foi comparado, os resultados causaram espanto.
Segundo a pesquisa, a mediunidade pode ser considerada uma manifestação saudável 
Surpreendentemente, durante a psicografia os cérebros ativaram menos as áreas relacionadas ao planejamento e à criatividade, embora tenham sido produzidos textos mais complexos do que aqueles escritos sem “interferência espiritual”. Para os cientistas, isso seria compatível com a hipótese que os médiuns defendem: a autoria das psicografias não seria deles, mas dos espíritos comunicantes. Os médiuns mais experientes tiveram menor atividade cerebral durante a psicografia, quando comparada à escrita dos outros textos. Isso ocorreu apesar de a estrutura narrativa ser mais complexa nas psicografias que nos outros textos, no que diz respeito a questões gramaticais, como o uso de sujeito, verbo, predicado, capacidade de produzir texto legível, compreensível etc.
Apesar de haver várias semelhanças entre a ativação cerebral dos médiuns estudados e pacientes esquizofrênicos, os resultados deixaram claro também que aqueles voluntários não tinham esquizofrenia ou qualquer outra doença mental. Os cientistas afirmam que a descoberta de ativação da mesma área cerebral sublinha a importância de mais pesquisas para distinguir entre a dissociação (processo em que as ações e os comportamentos fogem da consciência) patológica e não patológica. Entre o que é e o que não é doença, quando alguém se diz tocado por outra entidade. Os médiuns estudados relataram ilusões aparentes, alucinações auditivas, alterações de personalidade e, ainda assim, foram capazes de usar suas experiências mediúnicas para tentar ajudar os outros. Pode haver, portanto, formas saudáveis de dissociação. Uma das conclusões a que os cientistas chegaram é que a mediunidade envolve um tipo de dissociação não patológica, ou não doentia. A mediunidade pode ser uma expressão comum à natureza humana. Essas conclusões, que ÉPOCA antecipa na edição que chegou às bancas na sexta-feira (16), foram divulgadas na revista científica americana Plos One. O estudoNeuroimagem durante o estado de transe: uma contribuição ao estudo da dissociação tem acesso gratuito desde sexta-feira, dia 16, no endereço eletrônico:dx.plos.org/10.1371/journal.pone.0049360.
EXPERIÊNCIA 1. Q.G. dos médiuns em quarto do Hotel Penn Tower, na Pensilvânia 2. Médium recebe marcador radioativo para captar a atividade cerebral durante o transe 3. Escaneamento cerebral por meio da técnica de tomografia computadorizada com emissão de  (Foto: Denise Paraná/ÉPOCA)


O maior de todos os psicógrafos
Naquele verão, na Filadélfia, os dez médiuns produziram psicografias espelhadas – escritas de trás para a frente –, redigiram em línguas que não dominavam bem, descreveram corretamente ancestrais dos cientistas que os próprios pesquisadores diziam desconhecer, entre outras tantas histórias. Convivendo com eles naquele experimento, colhendo suas histórias, ouvindo os dramas e prazeres de viver entre dois mundos, encontrei diferentes biografias. Todos eles compartilham, porém, a crença de que aquilo que veem e ouvem é, de fato, algo real. Outro ponto em comum: todos nutriam enorme respeito por Chico Xavier, considerado o modelo de excelência da prática psicográfica.
Mineiro de família pobre, fala mansa e sorriso tímido, Chico Xavier recebeu apenas o ensino básico. Isso não o impediu de publicar mais de 400 livros, alguns em dez idiomas diferentes, cobrindo variados gêneros literários e amplas áreas do conhecimento. Ao final da vida, vendera cerca de 40 milhões de exemplares, cujos direitos autorais foram doados. Psicografou por sete décadas. Nenhum tipo de fraude foi comprovada. Isso não significa que seus feitos mediúnicos sejam absoluta unanimidade. Há controvérsias. O pesquisador Alexandre Caroli Rocha, doutor em teoria e história literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), chegou a conclusões que parecem favorecer a hipótese de que Chico fosse mesmo uma grande e sintonizada antena. Em seu mestrado, ele analisou o primeiro livro publicado pelo médium,Parnaso de além-túmulo, que trazia 259 poemas atribuídos a 83 autores já mortos.
Seu estudo considerou os aspectos estilísticos, formais e interpretativos dos poemas e concluiu que a antologia não era um produto de imitação literária simples. Rocha descobriu, por exemplo, que Guerra Junqueiro (1850-1923), um dos autores mortos, assinava a continuação de um poema inacabado em vida. Não havia indício de que Chico tivesse tido acesso ao poema antes de psicografar sua continuação. No doutorado, Rocha concluiu que Chico reproduzia perfeitamente o estilo do popular escritor Humberto de Campos (1886-1934). Nos textos que saíam da ponta de seu lápis havia, segundo Rocha, um estilo intrincado e sofisticado, detectável apenas por aqueles que conhecem bem como Humberto de Campos funciona. Muitos dos textos atribuídos a Campos continham informações que estavam fora do domínio público. Encerradas num diário secreto, tais informações só foram reveladas 20 anos depois da morte de Campos e do início da produção mediúnica de Chico.
Cérebro mediúnico (Foto: Reprodução/Revista ÉPOCA)
A ciência pode desvendar a natureza da alma? “Se eu pudesse recomeçar minha vida, deixaria de lado tudo o que fiz, para estudar a paranormalidade.” Essa confissão de Sigmund Freud a seu biógrafo oficial, Ernest Jones, marca um dos capítulos pouco conhecidos da história do pensamento humano. Pouca gente sabe também que muitas das teorias reconhecidas hoje pela ciência sobre o inconsciente e a histeria baseiam-se em trabalhos de pesquisadores que se dedicaram ao estudo da mediunidade. Talvez menos gente saiba que Marie Curie, a primeira cientista a ganhar dois prêmios Nobel, e seu marido, Pierre Curie, também Nobel, dedicaram espaço em suas atribuladas agendas ao estudo de médiuns. No Instituto de Metapsíquica em Paris, no início do século passado, Madame Curie inquiriu com seus assombrados olhos azuis a médium de efeitos físicos Eusapia Palladino. O casal Curie supôs que os segredos da radioatividade poderiam ser revelados por meio de uma fonte de energia espiritual. Quem seria capaz de imaginar isso hoje?
Outros cientistas laureados com o Nobel consagraram parte de sua vida buscando respostas para os mistérios da alma e a possibilidade de comunicação com os mortos. Pesquisas que hoje seriam consideradas assombrosas, como materialização de espíritos, movimentação de objetos à distância, levitação etc., foram realizadas na passagem entre os séculos XIX e XX. Houve forte oposição materialista. Experimentos frustrados e a comprovação de fraude de alguns médiuns lançaram um manto de ceticismo e silêncio sobre o tema. Essa linha de pesquisa entrou em crise. Experimentos com mediunidade aos poucos se tornaram uma mácula nos currículos oficiais dos eminentes cientistas. E a ciência moderna acabou por condenar ao esquecimento inúmeras pesquisas científicas sobre o assunto, algumas rigorosas. Enquanto o cinema, a TV e a literatura cada vez se apropriam mais das questões do espírito, a ciência dominante tem torcido o nariz e deixado essas reflexões fora de seu campo.
A questão tem sido esquecida, mas não totalmente. Apesar de ainda tímidas, pesquisas científicas sobre comunicações mediúnicas, como a da Filadélfia, têm sido realizadas recentemente. Basicamente, encontraram que, além de fenômenos que revelam fraude proposital ou inconsciente do médium, há muito a explicar. Muita coisa não cabe dentro do discurso que prevalece hoje na ciência. Pesquisadores da área acreditam que a telepatia do médium com o consciente ou o inconsciente daquele que deseja uma comunicação espiritual não explica psicografias nas quais se revelam informações desconhecidas das pessoas que o procuram.
A mensagem
Para os céticosA ciência precisa investigar a sério a hipótese da comunicação entre médiuns e mortos
Para os crentesEssa hipótese ainda precisa passar por mais investigações para ser comprovada  
 Muitas informações fornecidas por médiuns, dizem eles, se confirmaram verdadeiras só mais tarde, após pesquisa sobre o morto. Como pensar então em telepatia se só o morto detinha as informações? Seria possível a ideia de comunicação direta com os mortos? Alguns cientistas que estudam as percepções mediúnicas discordam dessa hipótese. Acreditam que é possível não haver limite de espaço e tempo para percepções mediúnicas. O médium poderia andar para a frente e para trás no tempo e no espaço, coletando as informações que desejasse, quando e onde elas estivessem. Num fenômeno em que comprovadamente não houvesse fraude ou sugestão inconsciente, sobrariam apenas duas hipóteses: ou haveria a capacidade do médium de captar informações em outro espaço e tempo; ou existiria mesmo a capacidade de comunicação entre o médium e o espírito de um morto.
Atuais referências no estudo científico de fenômenos tidos como espirituais, cientistas como Robert Cloninger, Mario Beauregard, Erlendur Haraldsson, Stuart Hameroff e Peter Fenwick aplaudem a iniciativa de Julio Peres em seu estudo. Esse neurocientista brasileiro, que tem colhido apoio em seus pares, afirma que seus achados “compõem um conjunto de dados interessantes para a compreensão da mente e merecem futuras investigações, tanto em termos de replicação como de hipóteses explicativas”. Outro coautor do estudo, o psiquiatra Frederico Camelo Leão, coordenador do Proser, defende mais estudos acerca das experiências tidas como espirituais. “O impacto das pesquisas despertará a comunidade científica para como esse desafio tem sido negligenciado”, diz.
O QUE É MATÉRIA E O QUE NÃO É? Da esquerda para a direita, os cientistas Alexander Moreira-Almeida, Júlio Peres e Andrew Newberg discutem os exames em 2008. O artigo final com todos os achados só foi publicado quatro anos depois (Foto: Denise Paraná/ÉPOCA)
O pesquisador Alexander Moreira-Almeida, coautor do estudo e diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (Nupes), da Universidade Federal de Juiz de Fora, é o principal responsável por colocar o Brasil em destaque nessa área no cenário internacional. Moreira-Almeida recebeu o Prêmio Top Ten Cited, como o primeiro autor do artigo mais citado na Revista Brasileira de Psiquiatria, com Francisco Lotufo Neto e Harold G Koenig. É editor do livro Exploring frontiers of the mind-brain relantionship (Explorando as fronteiras da relação mente-cérebro, em tradução livre), pela reputada editora científica Springer.
Ele afirma que a alma, ou como prefere dizer, a personalidade ou a mente, está intimamente ligada ao cérebro, mas pode ser algo além dele. Para esse psiquiatra fluminense, pesquisas sobre experiências espirituais, como a mediunidade, são importantes para entendermos a mente e testarmos a hipótese materialista de que a personalidade seja um simples produto do cérebro. Moreira-Almeida lembra que Galileu e Darwin só puderam revolucionar a ciência porque passaram a analisar fenômenos que antes não eram considerados. “O materialismo é uma hipótese, não é ainda um fato cientificamente comprovado, como muitos acreditam”, diz Moreira-Almeida.
Apesar de todos os avanços da ciência materialista, a humanidade continua aceitando as dimensões espirituais. Dados do World Values Survey revelam que a maioria da população mundial acredita na vida após a morte. Em todo o planeta, um número expressivo de pessoas declara ter se sentido em contato com mortos: são 24% dos franceses, 34% dos italianos, 26% dos britânicos, 30% dos americanos e 28% dos alemães. Não há dúvida de que o materialismo científico foi instrumento de enorme progresso para a humanidade. A dúvida é se ele, sozinho, seria capaz de explicar toda a experiência humana. Para a maioria da população, a visão materialista parece deixar um vazio atrás de si. Na busca de respostas para nossas principais questões, muitos assinariam embaixo da frase de Albert Einstein: o homem que não tem os olhos abertos para o mistério passará pela vida sem ver nada.

* Denise Paraná é jornalista, doutora em ciências humanas pela Universidade de São Paulo e pós-doutora, como visiting scholar, pela Universidade de Cambridge, Inglaterra 
Fonte:http://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2012/11/os-avancos-da-ciencia-da-alma.html

sábado, 13 de dezembro de 2014

FILME LINHA MORTAL COM JULIA ROBERTS,CONTA COMO ESTUDANTES DE MEDICINA RESOLVERAM ATRAVESSAR A FRONTEIRA DA MORTE E VOLTAR À VIDA



Depois de muita resistência, a ciência, desde  algum tempo a esta parte, tem sido mais flexível  ao narrar impressionantes relatos dos pacientes ressucitados em hospitais. Apesar das muitas coincidências nesses  relatos, ainda não se pode dizer nada de forma conclusiva.

Apenas como ilustração: Esta imagem é do filme Linha Mortal, protagonizado por Julia Roberts, e conta  como estudantes de medicina resolveram atravessar à fronteira da morte e voltar à vida. 

                           Cardiologista rompe silêncio da Ciência sobre relatos feitos por pessoas "ressucitadas"   

                       Acostumados a lutar contra a morte, dificilmente se esperaria, de profissionais racionais como os médicos, uma reflexão ao estilo de Hamlet, de Shakespeare, diante do fantasma do seu pai, sobre o que pode acontecer depois que a consciência abandona o corpo. Nos últimos tempos, porém, quando se tornaram freqüentes os casos em que massagens cardíacas e estimuladores elétricos restauram a consciência ou a vida de indivíduos clinicamente mortos, a discussão tornou-se obrigatória.
Nas conversas nos corredores dos hospitais, cirurgiões e anestesistas, a contra gosto e quase se desculpando relatam histórias de pacientes que se lembram do que sentiram e viram nos minutos em que pararam de respirar e o cérebro não estava mais recebendo oxigênio. Mais pragmático que seus colegas, o cardiologista Pim van Lommel resolveu dar a essas conversas um tratamento científico. Lommel compilou entrevistas com pacientes que "passaram para o lado de lá" e voltaram. A experiência foi publicada na respeitada revista médica The Lanct e causou controvérsia no mundo todo. O que mais intrigou o cardiologista holandês, nessas entrevistas que compilou foi o fato de OS RELATOS SE REPETEM:
1- Projeção do corpo - A sensação é de que a pessoa deixou o corpo e está pairando em cima dele. E mais tarde descreve quem estava no local e o que aconteceu 2 -Movimento em túnel - A sensação de se locomover em túnel escuro. 3- Bem-aventurança - Lembrança de ter sentido uma emoção profunda 4- Visão de luz - Sensação de ir de encontro a uma luz, descrita como dourada ou brança, que exerce profunda atração. 5- Encontro com pessoas já mortas - Podem ser pessoas muito queridas que já morreram, reconhecidas ou não, seres sagrados, entidades não identificadas ou "seres" de luz". 6-Revisão da própria vida sensação de ver ou reexperimentar eventos significativos da própria vida. 7- Entendimento - A sensação de entender tudo, de saber como o Universo funciona.  8- Obstáculo- A sensação de ter chegado se a pessoa pretende voltar à vida. 9- Retorno à vida - A decisão de voltar a viver e voluntária e normalmente associada a alguma tarefa que ficou inacabada ou a existência de filho.


Fonte:http://arquivosreporter.blogspot.com.br/search?updated-max=2013-05-01T00:00:00-03:00