quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A FENOMENOLOGIA DO TRANSE



                         A FENOMENOLOGIA DO TRANSE


Tão velho quanto o ser humano-
Estados de transe e possessão formam parte do quadro religioso de quase todas as civilizações existentes. A raridade das manifestações psico-fisiológicas que acompanham o transe serve de base para todo tipo de interpretações, geralmente relacionadas com causas sobrenaturais ou misteriosas.
      Muitos povos primitivos da atualidade usam o transe na sua experiência religiosa; é de se supor portanto que este tipo de alteração da consciência venha sendo provocado pelo ser humano desde os primórdios de sua história.
      Os chineses do séc XVIII a/C praticavam o culto aos antepassados. Para entrarem em comunicação com os parentes desconhecidos submetiam-se a um ritual acompanhado de músicas e danças giratórias que conduziam a um frenesí coletivo de convulsões, saltos, e corridas desenfreadas, até que conseguissem cair no transe como meio de participação com o mundo dos mortos. Nos santuários de adivinhaçào da grécia antiga, adolescentes do sexo feminino, as pitonisas, eram escolhidas para serem possuídas por Apolo. Os momentos de transe representavam a descida de deus. Para os "aissauis" do Islã , o transe lhes propiciaria estados de insensibilidade à dor e para alcançá-los recorrem ao djedjeb, movimento violento que se imprime à cabeça de esquerda à direita enquanto os braços permanecem pendentes e as pernas marcam o rítmo.
      Na atualidade, o transe faz parte da prática religiosa de milhões de pessoas. Para o espiritismo, é condiçào necessária para possibilitar a comunicação com os espíritos dos mortos; o médium, em transe, emprestaria seu corpo para que um espírito o usasse como veículo de manifestação aos vivos. De maneira semelhante , os cultos afro-americanos (vudú, macumba, umbanda, camdomblé, etc) veem nele o caminho mais fácil para atrair as divindades e outras entidades sobrenaturais (orixás, exús, pretos-velhos...) até os terreiros de celebração. Nestes casos , o médium serve de "cavalo" à entidade incorporada.
      Os cristãos de todas as igrejas interpretaram frequentemente estes estados alterados de consciência como uma prova da graça de Deus ou como um sinal de possessão por parte de algum espírito imundo. Hoje em dia são muito comuns os cultos ao Espírito Santo; neles os participantes , após uma série de práticas carregadas de forte emotividade, chegam ao estado de êxtase religioso, manifestando-se então, por boca dos fiéis, mensagens do espírito e até o chamado "Dom de Línguas". Se bem que, as igrejas que tem sua fé estruturada num alto grau de reflexão teológica encarem o êxtase com muitas reservas, sendo raríssimos os casos em que os interpretam como uma reação orgânica perante uma possível manifestação divina.
      Em ambiente profano, a psicologia das multidões também nos apresenta exemplos frequentes de massas em transe, empolgadas pelas palavras dum líder político ou pelo som alucinante dum conjunto de música moderna.
      Muitas são interpretações ou justificativas que os estudiosos dão para o transe. Todas elas naturalmente, dependem do ponto de vista com que são encaradas e também das circunstancias em que se manifesta o fenômeno. Para o antrpólogo, o transe poderia simbolizar a morte da carne em vistas a renaser a uma vida, uma sensibilidade ou uma vivencia nova. O sociólogo pode ver nele um meio usado por determinados grupos para aliviar tensões, fortalecer crenças ou estruturas sociais. O psicólogo talvez o interprete como um mecanismo compensatório do individuo (sentir-se alguem, escolhido, agraciado, em intimidade com o além...) ou como um sintoma de cisão da personalidade para o psiquiatra. Enfim, o teólogo pouco avisado poderá interpreta-lo como uma prova da graça divina ou como um sinal de condenação eterna.
      Quando a consciência se ofusca-
      O transe pode ser considerado como um estado hipnóide de dissossiação psicológica que libera, em maior ou menor grau, o inconsciente do controle total da consciencia. Este estado de dissossiação se caracteriza pela ausência de movimentos voluntários e com frequencia pelo automatismo da atividade ou do pensamento. A etimologia da palavra, transitus, nos está indicando o sentido de passagem; passar dum estado de consciência a outro.
      Como nos estados hipnóticos profundos, verificam-se tambem no transe profundo três características psicológicas: 
      A sugestionabilidade, a memória alternante (lembranças do acontecido em estado de transe anteriores e esquecimentos durante a vigilia e amnésia ao acordar.
      Também em ambos os estados costumam manifestar-se as mesmas caracteristicas fisiologicas: contraçoes e relaxamentos musculares, perdas de reflexos , etc.
      Por esta identidade em transe e hipnose, a psicologia os considera como um mesmo fenomeno. O Doutor M. E. Pascal em 1935, fez um estudo exaustivo mostrando a total identificação psico-fisiológica entre transe, hipnose e êxtase. Sua conclusão foi esta: o Transe é pura e simplesmente um estado de sono hipnótico.
      Verificada esta identidade, chega-se à conclusão de que não existem diferentes tipos de transe (hipnótico, mediúnico , espírita , metapsiquico ou parapsicológico) do ponto de vista psico-fisiologico, mas um só: o transe.
      "Quando aludimos a fenômenos metapsíquicos podemos denominar o transe, por conveniência de expressão, estado metapsíquico ou parapsicológico. De acordo com sua forma de indução, pode ser o transe auto-provocado (concentração voluntária, invocação de espíritos, etc.). Em ambos casos, o que presumivelmente se obtém é um certo grau de dissociação da consciência, acompanhado de manifestações hipnóticas, ou de tipo de possessão espírita (personificações) segundo as crenças do sujeito e a forma de indução.
      Em parapsicologia, entendemos por transe o estado de inconsciência mais ou menos profundo no transcurso do qual se manifesta ou pode manifestar-se uma atividade parapsicológica.
      Diferente do sono, o transe ou sono hipnótico, mesmo sendo profundo, é algo diferente do sono ordinário. No sono normal perde-se qualquer vínculo com a realidade exterior ao sujeito, enquanto que no transe se mantém um vínculo ou ponto de referência ativo entre o sujeito e o hipnotizador ou entre o sujeito e as circunstâncias ambientais que propiciaram o fenômeno.
      "Os psicólogos Wible e Jenness, após minuciosas experiências com estudos eletrocardiográficos e respiratórios, chegaram à conclusão de que a ação do coração e dos pulmões durante a hipnose(ou transe) era mais semelhante ao do estado de Vigília que a do sono fisiológico natural. Nygard, medindo a circulação cerebral durante a vigília, a hipnose e o sono, chegou a conclusão de que a circulação sanguínea durante a hipnose (ou transe) era mais semelhante a do estado de vigília que a do sono. Bass descobriu que o reflexo rotuliano diminuia durante o sono real, mas era quase o mesmo no estado hipnótico e no de vigília" .
      Com métodos de investigação diferentes, o Dr. Fernando Cazzamalli, na época professor de psiquiatria e neurologia da Universidade de Roma, chegou a mesma constatação que os anteriores. Só que suas experiências apontam um fator novo. Mediu as ondas eletromagnéticas emitidas pelo cérebro em dotados parapsicológicos em transe, no momento em que manifestavam suas faculdades: rabdomantes, psicômetras, clarividentes, adivinhos em geral. Nos estados de repouso cerebral, no sono p.ex., não captou nenhuma atividade eletromagnética, sendo que teria estabelecido a existência destas radiações no caso de dotados em transe. "Sua conclusão é que o estado fisiológico do cérebro nestes casos, no que diz respeito a emissão dessas radiações, é comparável aos estados de intensa atividade psíquica, que se produzem durante as criações artística e literária.
      Na Argentina, o Dr. Canavésio, teve o mérito de ser o primeiro a aplicar o eletroencefalograma nos dotados parapsicológicos quando os sujeitos manifestavam suas faculdades. Mesmo estando os sujeitos em estado de transe mais ou menos profundo no momento das percepções extra sensoriais, o estado elétrico do cérebro não era o de sono natural, mas o das etapas que precedem ao sono:
crepuscular ou de semi-consciência.
      Esta descoberta reforça a opinião generalizada de que a manifestação de qualquer fenômeno parapsicológico requer uma alteração na consciência do sujeito, que provocaria um estado de inconsciência, maior ou menor, dependendo da idiossincrasia de cada dotado.
      Uma constatação final se torna evidente: Os registros encefalográficos modernos são da mesma natureza nos sujeitos em transe, seja este de tipo hipnótico, mediúnico ou parapsicológico, independentemente de se o sujeito atribue seu estado à ação de entidades espirituais, à sugestão direta dum hipnotizador ou à sua capacidade de autosugestão.
Muitas são as maneiras de alcançá-lo –
      Os métodos usados pelos hipnotizadores para levarem seus pacientes ao transe são tão variados quanto possamos imaginar. Não existe um método padronizado que sirva de base aos outros ou que atinja melhores resultados. Na hipnose, o método é criado pelo próprio hipnotizador e os sucessos dependem mais de sua autoridade, prestigio ou segurança que do método em si mesmo.
      Mesmer foi o primeiro a induzir no transe como meio clinico de "curar" certas afecções. 0 objeto de suas sessões de "cura" era provocar grandes crises convulsivas consideradas na época extremamente saudáveis. Nenhuma diferença encontraríamos, a não ser na forma de indução, entre as crises mesméricas e o estado de transe convulsivo. Mesmer valia-se de toda uma encenação impressionante: a crença em eflúvios magnéticos ricos em virtudes curativas; música suave e penumbra na sala; silêncio absoluto por parte dos pacientes enquanto ele andava vestido com uma túnica de seda lilás; toques com uma vara de ferro nas partes afetadas pela doença; passes e toques com as mãos; a tina cheia de água "magnetizada"; enfim, todo um ambiente que oferecia condições reconhecidamente encorajadoras do transe em sujeitos predispostos.
      Nas crises mesméricas, porém, assim como em qualquer outro método hetero ou auto-sugerido de indução no transe, nada há além dos condicionamentos ambientais ou da capacidade de autosugestão dos sujeitos.
      A Academia Francesa de Medicina demonstrou que: "a imaginação separada do magnetismo produz convulsões, e o magnetismo sem imaginação nada produz".
      Hoje, além da sugestão ou imaginação, a bioquímica, medicina e psicologia encontram outras explicações cientificas para o uso de inúmeras técnicas alteradoras do campo da consciência. Enumero algumas entre as mais usadas:
      Danças rítmicas e saltos: Estão entre os principais métodos de induzir a estados de êxtase em que uma pessoa se sente dominada por uma força ou um ente superior. Vimos antes como eram praticadas por chineses e aissauis do Islã. 0 grande feiticeiro da Caverna de Trois Freres, talvez a mais famosa gravura pré-histórica de um dançarino, este revestido com despojos de animais, imitando na dança os movimentos destes, provavelmente para sentir-se possuído pelo "espírito" do animal que será caçado. Nos cultos africanos e afro-americanos, a dança rítmica é parte integrante do ritual, e assim em todas as culturas e civilizações a dança é um método dos mais empregados para chegar ao transe.
      0 movimento rítmico prolongado exige muito esforço muscular e logocomeça a causar exaustão física e nervosa. Isto provoca um alto nível de álcalis no sangue, e que conduz a alcalose cerebral. "Sabemos - diz Sargant - que a alcalose cerebral tende a produzir transe e comportamento sugestionável. Sem dúvida, as batidas fortes com os pés e as danças rítmicas criariam mais ácido láctico no fluxo sanguíneo, por causa do excessivo esforço muscular envolvido. 
      Respiração anormal: A alcalose cerebral pode também ser provocada por uma respiração intensa e rítmica; nestes casos, o carbono, em um ácido, é eliminado do fluxo sanguíneo, e isto frequentemente conduz à dissociação histérica e a estados de sugestionabilidade aumentada" 
      Esta técnica é muito frequente em tribos africanas.
      Os ioguis usam também técnicas respiratórias para atingir estados alterados de consciência, visando essencialmente absorver e dirigir através do corpo uma hipotética força cósmica, o prâna. "Consiste, em efeito, por regra geral, em aspirar forte e longamente conservando depois os pulmões cheios de ar durante um lapso de tempo que vai de vários segundos até um minuto ou mais. A duração da retenção do sopro deve ser quatro vezes a da exalação, recomenda o Hatha-Ioga. 0 método é muito perigoso, pois dilata muito os alvéolos pulmonares e determina perturbações circulatórias capazes de provocar por si mesmas uma diminuição da oxigenação cerebral, tonturas e síncope. Pode também surgir, nos sujeitos predispostos, crises epiléticas ou de hemoptise".
      Brados e cantos prolongados: Podem produzir resultados semelhantes aos anteriores, ainda que menos acentuados. A menos que sejam muito exercitados, os cantores tendem a expirar mais ar do que inspiram e, em consequência, a concentração de CO2 nos alvéolos pulmonares e no sangue é aumentada, o que produzirá, como já vimos,uma redução da eficiência do cérebro tornando possíveis experiências de dissociação.
      "No canto do curandeiro, do feiticeiro, do conjurador de espiritos; no infindável entoar de salmos e sutras dos monges cristãos e budistas; nos gritos e gemidos, horas a fio, dos pregadores itinerantes... o propósito psico-quimico-fisiológico permanece constante: Aumentar a concentração de dióxido de carbono no organismo a fim de diminuir a eficiência da válvula redutora, o cérebro.
      A diminuição desta eficiência no órgão diretor de nossa atividade consciente levará a uma queda da capacidade crítica e a um descenso da tensão intelectual, condições propícias para a entrada no transe.
      0 jejum prolongado: Nos países do Hemisfério Norte, antes da invenção das frigoríficos e antes de que o desenvolvimento das comunicações facilitasse o transporte de alimentos na escala que hoje conhecemos, as populações, durante cerca da metade de cada ano, não comiam frutas e hortaliças verdes, faltando também, em maior ou menor grau, leite, ovos e carne fresca. No fim de cada inverno, o escorbuto (falta de vitamina C) e a pelagra (falta do complexo vitamínico B)eram frequentes nessas regiões.
      Se a esta carência natural de recursos alimentícios acrescentarmos, em ambiente cristão, os jejuns voluntários ou obrigatórios prescritos na Quaresma (fim do inverno, começo da primavera) compreenderemos que natureza e normas religiosas preparassem um terreno muito propício para as mais diversas manifestações de exaltação psíquica, não faltando entre elas os êxtases ou transes frequentes.
      Huxley, quer ver na subnutrição uma das causas que facilitam certas experiências aparentemente místicas. "0 sistema nervoso é mais vulnerável que os demais tecidos do corpo.
      Em consequência, as deficiências de vitaminas tendem a atuar sobre o estado de espírito antes de agirem, ao menos de modo ostensivo, sobre a pele, os ossos, as mucosas, os músculos e as vísceras. A primeira consequência duma dieta imprópria é uma redução da eficiência do cérebro como instrumento de sobrevivência biológica. 0 subnutrido tende a ser dominado por ânsias, depressões, hipocondrias e sentimentos de angústia. capaz também de ter visões, pois quando a válvula redutora – o cérebro - diminui sua eficiência, muito material biologicamente inútil flui para o consciente. 
      Em muitas áreas do mundo, a subnutrição é um mal crônico. É fácil constatar que nestas áreas de fome permanente, ou nas camadas sociais menos favorecidas economicamente de alguns países, o transe está frequentemente associado a cultos de tipo religioso. Seria lícito concluir que a subnutrição predispõe para os estados de alteração psicológica favoráveis ao transe, pelo menos come um elemento de reforço entre outros fatores: crenças, costumes, tradição, acontecimentos históricos-sociais, etc.
      De qualquer maneira, o jejum prolongado esgota as reservas do cálcio e a taxa de açúcar disponível no organismo e a psique parece mais apta para perceber seus próprios pensamentos, o próprio corpo, ter alucinações, transes e outras experiências do gênero.
      Os castigos corporais: Para os cristãos, a mortificação da carne foi sempre um meio de purificar o espirito, mantendo-o alerta contra o assalto das paixões desordenadas. Houve, porém, ao longo da história, períodos em que se supervalorizou a mortificação corporal, dando lugar a grandes exageros. Os castigos brutais praticados contra o próprio corpo tonaram-se frequentes em um tipo do ascetismo mal entendido.
      Apesar da brutalidade, sempre havia uma parte de compensação psicológica proveniente da experiência, em geral pseudomística, que o sofredor às vezes experimentava: êxtases acompanhados de visões, da sensação do perdão total, da participação na paixão de Cristo. Antigamente, estes fenômenos aparentemente extraordinários que acompanhavam os grandes penitentes eram interpretados, com não pouca frequencia, como manifestações sobrenaturais. Hoje em dia haveria outras explicações mais de acordo com os conhecimentos científicos, invalidando, polo menos na maioria dos casos, a hipótese transcendentalista.
      Sabemos, p. cx., que a flagelação com chicotes do couro ou arame provoca feridas que podem desorganizar o equilíbrio químico do organismo. Enquanto dura o suplício, as glândulas liberam grande quantidade de histamina e adrenalina; e quando as feridas começam a supurar, várias substâncias tóxicas, produzidas pela decomposição da proteína, penetram na corrente circulatória. A histamina produz o choque que atua sobre a mente com a mesma intensidade quesobre o corpo e as toxinas das feridas desorganizam os sintomas enzimáticos reguladores do cérebro, reduzindo sua eficiência. Além do mais, grandes quantidades de adrenalina podem provocar alucinações.
      Isto poderia explicar por que alguns ascetas costumavam dizer que quando lhes era dado flagelar-se sem piedade, "Deus nada lhes recusava".
      Outros meios: Objetos brilhantes (luzes, jóias vistosas, bolas de cristal, espelhos...), quando olhados insistentemente, podem induzir ao transe por fadiga ocular resultante em exaustão nervosa, sempre que outros estímulos intervenham na experiência, p. ex., a expectativa do transe, o ambiente, as palavras e gestos dum hipnotizador, etc.
      A concentração prolongada numa idéia ou num pensamento, o monoideísmo, pode levar a dissociações mais ou menos profundas. É frequente em pessoas que se dedicam a uma tarefa intelectual abstrairem-se por completo do ambiente que as rodeia, nada ouvem, nada sentem, parecem estar num outro mundo.
      Conhecemos também a enorme quantidade de drogas naturais (ópio, maconha, coca, beladona, estromônio, mandrágora, estrato de lobeliáceas, mescalina, cafeína...) ou de produtos químicos ( ácido lisérgico, adrenocromo, escopolamina cloratosa, cloruro de amônio, amital do sódia, pentotal...) e até os de mais fácil aquisição (café, chá, álcool, fumo), toda esta longa lista do produtos poderiam ser, e com frequência o são, excelentes meios de indução ao transe.
      Não devemos esquecer a enorme eficácia que a expectativa, a crença, a simples vontade ou o ambiente contagiante tem, em vistas a atingir estados de dissociaçào psicológica, assim como as condições psico-fisiológicas do sujeito: manias, sífilis cerebral, epilepsia, endocrinopatia, histerias, conflitos internos, etc.
0 transe dos grandes médiuns. -
      Especial interesse supõe para a parapsicologia o estado psico-fisiológico no qual os médiuns mais famosos realizavam seus prodígios. Todos eles, para manifestar qualquer fenômeno, necessitavam cair no transe. Este não guardava as mesmas características ou mostrava a mesma intensidade em todos os grandes dotados.
      Para uns, como D. D. Home ou madame D'Esperance, era bem suave, quase imperceptível, sem perder por completo a consciência. Bastava-lhes colocar-se num ligeiro estado de concentração ou de ausência para que seu dinamismo parapsicológico pudesse se manifestar com relativa frequência. Outros, como a Palladino, a Piper, Rudi Schneider, Ossowiecki, etc , caiam num estado de estupor geralmente acompanhado de amnésia e outros efeitos fisiológicos familiares à
hipnose profunda.
      Naturalmente, nem sempre a fenomenologia parapsicológica acompanha o transe dos médiuns. Muitos pesquisadores da era da metapsíquica perderam horas e dias a fio esperando que o médium em transe manifestasse algum fenômeno. 0 transe ou qualquer estado semelhante de inconsciência, mais ou menos profundo, é condição necessária para o fato parapsicológico acontecer, mas não oferece nenhuma garantia do que o fenômeno acontecerá inevitavelmente. Se assim fosse, todos poderíamos ser grandes dotados apenas com a condição de ficarmos inconscientes.
      Neste sentido, a frase de Osty - "todo ser humano poderia transformar-se possivelmente em médium (dotado), se fosse capaz do obter o estado psico- fisiológico do transe"- deve ser interpretada, a julgar pelo contexto de sua obra, não como uma relação causa-efeito entre transe e fenômeno parapsicológico, mas apenas como sendo o transe um meio que pode facilitar a fenomenologia. Este ponto de vista foi confirmado posteriormente pelas experiências de ESP sob hipnose no laboratório. 
      0 transe dos grandes dotados, embora atribuído por quase todos eles a forças sobrenaturais, em nada difere do conseguido pelos hipnotizadores. Cada médium o atinge o e experimenta de maneiras diversas.
      A Piper, p. ex., a1cançava o transe profundo em várias etapas. Primeiro segurava a mão do pesquisador ou do consulente, permanecia silenciosa e concentrada durante 10 minutos. Nesta fase era tomada de pequenos movimentos convulsivos que iam aumentando de intensidade até assemelharem-se a um ataque de epilepsia.
      Saia desta fase com um grito, mudando então sua voz para dramatizar a personalidade supostamente encarnada por ela. Posteriormente, seus músculos ficavam tensos, a boca torta e os olhos revirados, passando a um estado de desvanecimento em que ela perdia a consciência de si mesma e de seu ambiente. Fisiologicamente, o pulso diminuía, a respiração descia de 22 por minuto a 7 ou 10. 0 corpo permanecia inerte e insensível.
      0 transe de Eusapia Palladino vinha sempre acompanhado das violências próprias de seu caráter temperamental. Pelo jeito, os "espiritos" que nela encarnavam não conseguiam domar sua tempestuosa personalidade real "Ao entrar em transe – segundo o diagnóstico de Morselli -
      -Sua voz era rouca e todas as reações, suor, lágrimas, inclusive a menstruacão, aumenta... Faltam os reflexos papilares e tendinosos, tem tremores, miostenia ... Igual que os faquires, respira com lentidão, passando de 28 inspirações a 15 e a 12 por minuto, o coração aumenta as pulsações de 70 a 90 e até 120; suas mãos ficam tremendo e as articulações se tornam rígidas. Palidez, olhos em branco, movimentos espasmódicos, deglutição frequente.
      "Morselli notou no seu transe todas as caracteristicas do histerismo:       Amnésia; confusão de sua personalidade com a de John King, em cujo nome falava; gestos passionais, ora eróticos, ora sarcásticos; obsessões, sobretudo as de não sucesso nas sessões;   alucinações.
      Embora cada médium ou dotado experimente as alterações do transe de modo peculiar, contudo, parece existir uma série de características comuns: aumento das pulsações, diminuição da respiração, esfriamento dos membros, aumento das secreções, excitação da atividade genésica.
      Não há espaço nestas linhas para abordar os aspectos fraudulentos do transe ou transe fingido, praticado com mais frequência do que poderíamos esperar. De qualquer maneira, basta salientar que está muito ligado a casos de histeria, e sabemos a dificuldade existente para diagnosticar quando um histérico está num acesso real ou fingido.
      Os perigos para a saúde mental e física decorrentes da prática indiscriminada do transe hipnótico, sem o auxilio de especialistas, merecem comentário à parte.


Pablo Garulo Revista de Parapsicologia  25 

ÊXTASE-A COMUNHÃO COM O DIVINO


Êxtase, literalmente quer dizer arrebatar, desprender subitamente, elevar-se (do gr. ékstasis, pelo lat. tard. ecstase, exstase, êxtase), corresponde ao sentimento de prazer, orgasmoou encantamento divino, transe, resultado da meditação. Também denominado consciênciacósmica (ampliada) em comunhão com a natureza; iluminação; paz equivalente ao Nirvana que no Budismo, é estado de ausência total de sofrimento.
Por se derivar de uma palavra grega (ékstasis) poderia se ter como padrão o transe profético e visões talvez causadas por inalações do vapor (Etileno? ou Dióxido de carbono de origem vulcânica?) respirado por Pítia a Sacerdotisa deApolo do Oráculo de Delphos ou e as experiências de possessão do culto de Dionísio e por extensão das religiões pagãs, utilizando a classificação católica que se distingue das não cristãs com seus transes associados ao jejum, orações, abstinência sexual e/ou auto-flagelação e exorcismos.
Um livro clássico e esclarecedor sobre o tema foi escrito por William JamesVariedades da experiência religiosa (1914). Uma reflexão sobre a ampla possibilidade de definições do êxtase ou transe na realidade traduz a diversidade de religiões e crenças humanas.
Técnicas do êxtase
O estado de êxtase já foi comparado aos estados hipnóticos e do sono concebidos porPavlov como similares e contínuos (em fases, hoje identificados com EEG) à vigília ou do sonho distinguindo-se desse último por manter a atividade psicomotora, denominado por alguns de sonho lúcido, equivalente também aos estados induzidos por enteógenos e outras substâncias psicoativas. Sargant, (1975) compara estes aos estados induzidos nas religiões de possessão e à terapia por choque elétrico e choque de insulina, já utilizados como tratamento psiquiátrico, com suas típicas fases de intensa excitação, colapso e inibição temporária.
Segundo Eliade (2002) todas as tradições mitológicas do xamanismo têm ponto de partida numa ideologia e numa técnica de êxtase que implicam a viagem do espírito Assinala que o meio mais antigo e clássico foi a dança proporcionando esta tanto o voo mágico (citando como exemplo as fantásticas viagens pelo Universo descritas pelos chineses) como a descida de um espírito ou divindade ressaltando que essa última não necessariamente implicava na possessão, o espírito podia inspirar o xamã.
Ainda de modo provisório podemos enumerar as seguintes técnicas de indução ou produção de êxtase ou transe místico:
- Danças sagradas
Jejum
Dor (auto-flagelação)
- Controle e técnica sexual (Tantra yoga)
- Consumo de substâncias psicoativas
- Privação do sono / controle do sonho
- Exercícios respiratórios & meditação (Samhadiyoga)
Observe-se que a mesma técnica ou substancia psicoativa pode ter diferentes efeitos a depender do contexto ritual e expectativa de efeito tanto por parte do experimentador ou integrante de um grupo como da relação desse grupo e crença com a da sociedade hegemônica.
Referências Bibliográficas
ELIADE, MIRCEIA. O xamanismo e as técnicas arcaicas do êxtase. SP, Martins Fontes, 2002
ELIADE, MIRCEIA. Yoga, imortalidade e liberdade. SP, Palas Athena, 1996
HALE, JOHN R.; DE BOER, JELLE ZEILINGA; CHANTON, JEFFREY P.; SPILLER, HENRY A. Questioning the Delphic Oracle. Scientific American Magazine - July 15, 2003 disponível na: Scientific American Magazine
NEEDLEMAN, JACOB; LEWIS, DENNIS. (org.) No caminho do autoconhecimento, as antigas tradições religiosas do oriente e os objetivos e métodos da psicoterapia. SP, Pioneira, 1982
SARGANT, WILLIAM. A possessão da mente, uma fisiologia da possessão, dos misticismo e da cura pela fé. RJ, Imago, 1975
SARGANT, WILLIAM. A conquista da mente, fisiologia da conversão e da lavagem cerebral. SP, Ibrasa, 1968
Fonte : Wikipédia

domingo, 31 de janeiro de 2016

10 ESTUDOS CIENTÍFICOS DEMONSTRAM QUE A CONSCIÊNCIA PODE ALTERAR O MUNDO FÍSICO

10 Estudos Científicos Demonstram que a Consciência Pode Alterar o Mundo Físico

Nicola Tesla foi quem disse melhor, “o dia em que a ciência começar a estudar os fenômenos não-físicos, vai fazer mais progresso numa década do que em todos os séculos anteriores da sua existência. Para compreender a verdadeira natureza do universo, deve-se pensar em termos de energia, frequência e vibração.” Swami Vivekananda era o mentor de Tesla, um monge hindu indiano e o principal discípulo santo Ramakrishna do século 19.
A ciência funciona melhor quando em harmonia com a natureza. Se colocarmos os dois juntos, podemos descobrir grandes tecnologias que só podem acontecer quando a consciência do planeta está pronta para abraçá-los, como a energia livre.
A intenção de apresentar esta informação é para demonstrar que os pensamentos, intenções, oração e outras unidades de consciência podem influenciar diretamente o nosso mundo físico. A consciência pode ser um grande factor na criação de mudanças no planeta.
O envio de pensamentos como amor, a oração, a boa intenção, entre outros podem ter uma forte influência sobre aquilo a que está a direcionar esses sentimentos. Fukushima por exemplo, se uma quantidade maciça de pessoas enviar os seus pensamentos e boas intenções para as nossas águas, podemos ajudar a mitigar a situação. Esses conceitos podem ser usados ​​em larga escala como uma raça humana com um propósito em seus corações, para vários problemas, bem como situações individuais nas nossas próprias vidas. Quando a nossa consciência começa a fundir-se num só como um colectivo, e todos nós começarmos a ver com os mesmos olhos, vamos começar a transformar o mundo à nossa volta.
Já há algum tempo que os físicos têm vindo a explorar a relação entre a consciência humana e a sua relação com a estrutura da matéria. Anteriormente acreditava-se que um material do universo Newtoniano era o fundamento da nossa realidade física. Isto tudo mudou quando os cientistas começaram a reconhecer que tudo no universo é feito de energia. Os físicos quânticos descobriram que os átomos físicos são feitos de vortices de energia que estão constantemente a girar e a vibrar. A matéria, no seu menor nível observável, é energia, e a consciência humana está ligada a ela, a consciência humana pode influenciar o nosso comportamento e até mesmo reestruturá-la.
“Tudo o que chamamos de real é feito de coisas que não podem ser consideradas como reais.” – Niels Bohr
A hipótese da ciência moderna começa a partir da matéria como a realidade básica, considerando o espaço para ser uma extensão do vazio. O fenómeno da criação da matéria cósmica estável, portanto, vai além do escopo da presente ciência. A teoria também não identifica a fonte de energia cósmica que reside na estrutura da matéria, nem pode explicar a causa das propriedades dos materiais que têm experiência com o comportamento da matéria. Estas são, em resumo, as limitações das teorias científicas modernas ao nível mais básico dos fenómenos físicos da natureza. Quando uma teoria científica não consegue lidar com a questão da própria origem da matéria e da energia universal, como conseguiria ela entender e explicar o fenómeno da consciência, que é evidente em seres vivos? – Paramahamsa Tewari
A revelação de que o universo não é um conjunto de partes físicas, mas em vez disso vem de um emaranhado de ondas de energia imaterial deriva do trabalho de Albert Einstein, Max Planck e Werner Heisenberg, entre outros.

1. Experiência Quântica Dupla Fenda

A experiência da dupla fenda quântica é um grande exemplo de como a consciência e o nosso mundo físico estão interligados. Uma revelação potencial desta experiência é que “o observador cria a realidade.” Um artigo publicado no jornal Physics Essays explica como essa experiência foi usada várias vezes para explorar o papel da consciência na formação da natureza da realidade física.
Nesta experiência, um sistema óptico de dupla fenda foi usado para testar o possível papel da consciência no colapso da função da onda quântica. A relação de potência espectral da fenda dupla do padrão de interferência ao seu poder espectral de fenda única foi previsto para diminuir quando a atenção estava voltada para a fenda dupla, em comparação ao estar afastada dele. O estudo descobriu que os factores associados com a consciência estava correlacionadasignificativamente de forma prevista com perturbações no padrão de interferência da fenda dupla.Para demonstração visual desta experiência, clique aqui.
A observação não só perturba o que tem de ser medido, como é também produzido. Nós obrigamos o electrão a assumir uma posição definitiva. Nós mesmos produzimos os resultados da medição.
Uma conclusão fundamental da nova física também reconhece que o observador cria a realidade. Como observadores, estamos pessoalmente envolvidos com a criação da nossa própria realidade. Os físicos estão a ser forçados a admitir que o universo é uma construção “mental”. Pioneirismo físico Sir James Jeans escreveu: “O fluxo de conhecimento está a direccionar-se a uma realidade não-mecânica; o universo começa a ficar mais parecido com um grande pensamento do que como uma grande máquina. A mente já não parece ser um intruso acidental no reino da matéria, devemos sim reconhecê-la como o criador e governador do reino da matéria. Supere este facto, e aceite a conclusão indiscutível. O universo é imaterial, mental e espiritual. (RC Henry, “O Universo Mental” – The Mental Universe)

2. Experiências Psicocinéticas patrocinadas pelo governo

A psicocinese engloba a possível influência da consciência humana sobre o comportamento de sistemas ou processos físicos ou biológicos, e é composto por várias classes relacionadas ao efeito caracterizadas por diferentes escalas de energia, formas de manifestação, replicabilidade e comportamento estatístico.
Em 2004, um projecto de pesquisa da Força Aérea dos Estados desclassificou um estudo intitulado de Teleportation Physics Study (Estudo da Teleportação Física), da autoria de Eric Davis, revela que a psicocinese e outro fenómeno parapsicológico têm sido objectos de rigorosas pesquisas e documentação por vários investigadores e instituições.
Um exemplo em particular foi o trabalho do engenheiro aeroespacial Jack Houck, junto com o coronel do exército JB Alexander. Eles foram os responsáveis ​​para a realização de uma série de sessões psicocinéticas, onde os participantes foram ensinados sobre o processo de indução psicocinética e como iniciar os seus próprios eventos psicocinéticos usando vários tipos de metal, como garfos e colheres. Os indivíduos foram capazes de curvar ou contorcer completamente os seus objectos de metal sem ter sido necessário aplicar a força física a qualquer um deles.
Estes eventos foram realizados por conselheiros científicos do governo e altos oficiais militares. Eles ocorreram no Pentágono, em casa de administradores e cientistas, e em centros de comando de inteligência e segurança do exército dos EUA localizados por todo o mundo. Generais comandantes, coronéis entre outros estavam sempre presentes. O que foi testemunhado por todos foi uma deformação espontânea de espécimes mentais, o que causou “uma grande dose de emoção” entre os presentes.
Vamos precisar de uma teoria física da consciência e psicotrónica, juntamente com os dados mais experimentais, e descobrir os mecanismos físicos que estão por detrás da manipulação psicotrónica da matéria.

3. A experiência da consciência global / Geradores de números aleatórios

A experiência da consciência global é um projecto internacional, multidisciplinar entre vários cientistas e engenheiros.Origina-se na Universidade de Princeton, em conjunto com o Instituto de Ciências Noéticas. Ele recolhe dados constantemente de uma rede mundial de geradores de números aleatórios físicos localizadas em todo o planeta. Os dados são transmitidos para uma base central, que tem agora mais de 15 anos de dados armazenados nele.
“O nosso objetivo é examinar as correlações súbtis que podem refletir a presença e a actividade da consciência no mundo. Nós colocamos a hipótese de haver uma estrutura no que deveriam ser dados aleatórios, associados a grandes eventos globais que envolvem as nossas mentes e corações.”
RNG são sistemas criados por investigadores de Princeton que são sensíveis e respondem às intenções dos indivíduos, ou seja, a influência da consciência. Eles também respondem a mudanças marcantes na atenção que ocorrem no seu ambiente. Picos de ordem são comumente registados durante os momentos de atenção e emoções compartilhadas. RNG também respondeu, e teve os maiores efeitos já registados pela Global Consciousness Project durante grandes eventos mundiais, como o atentado das Torres Gémeas.Outras grandes gravações ocorreram em inaugurações presidenciais, tsunamis e mortes de figuras públicas. Estes resultados agitaram questões profundas sobre a natureza da consciência e a sua ligação com a nossa realidade física.
Você pode ler mais sobre RNG aqui

4. Experiências de visualização remota da NSA / CIA em conjunto com a Universidade de Stanford

A visão remota é a capacidade dos indivíduos para descrever localizações geográficas remotas até centenas de milhares de quilômetros (ainda mais) de distância. Este conceito foi provado, demonstrado e documentado várias vezes.
Em 1995, a CIA desclassificou e aprovou a libertação de documentos que revelam a sua participação no programa, que durou mais de 25 anos.
Ingo Swann, um dos participantes nesta experiência foi capaz de ver anéis específicos à volta de Júpiter antes da NASA, quando esta estava prestes a tirar fotos dos anéis. Isto foi documentado na pesquisa. Os indivíduos também foram capazes de ver objectos e pessoas em quartos separados, que foram completamente bloqueadas a partir da sua localização física actual. O facto de que alguns têm / tiveram a capacidade de projectar sua consciência em outra parte da sua actual localização física é bastante surpreendente.
Estes projectos ocorreram durante décadas, enquanto que alguma da mainstream mundial continuou a classificar como “pseudociência”, o Departamento de Defesa considera a visão remota algo muito sério, e mantém este assunto extremamente secreto. Este programa faz parte de um outro programa chamado “Stargate” e foi encerrado inesperadamente.
Você pode ler mais sobre a visão remota aqui

5. Pensamentos e intenções alteram a estrutura física da água

Experiências nas últimos quatro décadas investigaram se a intenção humana só afeta as propriedades da água.
Esta questão já existe há algum tempo nos reinos da medicina alternativa, devido ao corpo humano ser composto aproximadamente 70% de água. De acordo com o Instituto de Ciências Noéticas, os investigadores têm sugerido que a água intencionalmente influenciada pode ser detectada através de análises de cristais de gelo formados a partir de amostras dessa água. Resultados consistentes normalmente apontam para a ideia de que as intenções positivas tendem a produzir cristais simétricos e esteticamente agradáveis, enquanto que intenções negativas tendem a produzir cristais assimétricos, mal formados e pouco atraentes.
Se os pensamentos e emoções podem fazer isto com a água, imagine o que esses pensamentos e intenções podem fazer ao ser humano.
Muitas pessoas afirmam que esta experiência era uma fraude, mas foi executada várias vezes e replicada por alguns indivíduos altamente respeitáveis ​​no campo da ciência. O trabalho que está a ser citado aqui é de Dean Radin, que publicou vários trabalhos de pesquisa em revistas e jornais. A experiência foi conduzida no Instituto de Ciências Noéticas e na Faculdade Adjunta do Departamento de Psicologia da Universidade Estadual de Sonoma.
Você pode ler mais sobre esta experiência aqui
Isto também se correlaciona com um estudo que examinou o papel da intenção e crença no humor ao beber chá. Foi explorado que se beber chá “tratado” com boas intenções por monges teria um efeito maior sobre o humor do que se beber chá comum. O estudo foi realizado sob condições duplo-cego randomizado, e os resultados provaram ser positivos.

6. Efeito placebo

Tem sido bem documentado que nós podemos mudar a nossa biologia simplesmente por aquilo que acreditamos ser verdade. O efeito do placebo é definido como a melhoria mensurável, observável, ou sentida na saúde ou de comportamento não atribuído a um medicamento ou tratamento invasivo que tenha sido administrado. Ele sugere que se pode tratar várias doenças, usando a mente para curar. Muitos estudos têm demonstrado que o efeito do placebo (o poder da consciência) é verdadeira e altamente eficaz.
Um estudo da Escola Baylor de Medicina, publicado em 2002 no New England Journal of Medicine, avaliou a cirurgia para pacientes com dores graves e debilitantes nos joelhos. Muitos cirurgiões sabem que não existe o efeito placebo na cirurgia, pelo menos é o que a maioria deles acredita. Os pacientes foram divididos em três grupos. Os cirurgiões rasparam a cartilagem danificada no joelho de um grupo. Para o segundo grupo, foi lavada a articulação do joelho para remover todo o material que estaria a provocar a inflamação. Ambos os processos são cirurgias convencionais pela qual as pessoas que têm joelhos artríticos graves passam. O terceiro grupo recebeu uma cirurgia de “falsa”, os pacientes só foram anestesiados e enganados quanto à cirurgia no joelho. Para os pacientes que não receberam realmente a cirurgia, os médicos fizeram as incisões e salpicaram água salgada no joelho como se tivessem feito uma cirurgia normal. Eles, então, costuraram as incisões como algo real e o processo foi concluído. Todos os três grupos passaram pelo mesmo processo de reabilitação, e os resultados foram surpreendentes. O grupo do efeito placebo melhorou tanto quanto os outros dois grupos que tiveram a cirurgia.
Outro grande exemplo do efeito placebo veio do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, em 1999. O relatório descobriu que metade dos pacientes severamente deprimidos que ingeriam drogas melhoravam em comparação com os trinta e dois por cento que ingeriam um placebo. Não se esqueça sobre todos os efeitos colaterais e os perigos que têm sido associados aos antidepressivos a cada ano. Não se esqueça de que a “indústria da depressão” por si só é uma indústria multi-bilionária por si só.
Um artigo de 2002 publicado na revista da American Psychological Association’s prevention & treatment, pelo professor da Universidade de psicologia em Connecticut, Irving Kirsch, intitulado “as novas drogas do imperador,” fez algumas das descobertas mais chocantes. Ele descobriu que 80 por cento do efeito de antidepressivos, tal como medido em ensaios clínicos, pode ser atribuído ao efeito do placebo. Esse professor ainda teve de apresentar uma Lei de Liberdade de Informação (FOIA) pedido para obter informações sobre os ensaios clínicos de antidepressivos de topo.

7. Teletransporte

“Tomei conhecimento, junto com vários colegas, dentro e fora do governo, que o teletransporte anómalo foi cientificamente investigado e documentado separadamente pelo Departamento de Defesa.”
Um artigo publicado na República Popular da China (RPC), em Setembro de 1981, na revista Ziran Zazhi (Nature Journal) intitulado “Algumas Experiências sobre a transferência dos objectos interpretada por habilidades incomuns do corpo humano” (Shuhuang et al., 1981 ) informou que “crianças superdotadas” foram capazes de concretizar o teletransporte de pequenos objectos físicos a partir de um lugar para outro.Os objectos incluíam relógios, insectos, micro-transmissores de rádio, papel fotossensível e muito mais. Os participantes nunca tocaram nos objectos. As experiências foram realizados em duas condições, com venda e dupla venda, e as pesquisas envolvidas vieram de várias faculdades e sectores do Departamento de Defesa. Este é um caso excepcional, pois considerou-se necessário preparar um relatório não classificado para exibição pública.
Foram realizadas mais pesquisas pelo Instituto de Engenharia de Medicina Aeroespacial, em Pequim, em Julho de 1990, foi publicado no Jornal chinês de Somatic Science. Este estudo relatou várias experiências que envolveu gravações de vídeo-fotografia de alta velocidade, qe ue foi capaz de capturar a transferência de amostras de teste como nozes, fósforos, pregos, pílulas e mais através das paredes dos envelopes de papel selado, garrafas de vidro selados e tubos de filme plástico selado, latas, e muito mais, sem as paredes de qualquer desses recipientes a ser violado. Todas estas experiências relatadas usando crianças e adultos dotados para fazer o teletransporte de vários materiais.
Você pode ler mais sobre teletransporte aqui

8. A ciência do coração

O coração gera o maior campo electromagnético produzido no corpo. Os investigadores avaliaram a análise do espectro do campo magnético que é produzido pelo coração, e os resultados mostraram que a informação é codificada emocionalmente para este campo electromagnético. Então, mudando as nossas emoções, estamos a mudar a informação que é codificada nestes campo eletromagnéticos que são irradiados pelo coração. Isto pode afectar aqueles que nos rodeiam. Quando estamos a sentir emoções de compaixão, amor, gratidão e compreensão, o coração bate uma mensagem muito diferente.
Para saber mais, visite o Instituto de Heartmath

9/10 e além

Existem inúmeros estudos que documentam como a consciência e a nossa realidade física estão interligadas, em tantas maneiras diferentes, com muitos exemplos diferentes, como os listados acima. Clique AQUI para continuar a sua pesquisa sobre como a consciência e o nosso mundo físico estão interligados.
A consciência desempenha um papel muito importante na mudança do nosso planeta. Basta ter apenas estes pensamentos para contribuir para a grande mudança na consciência que está a ocorrer. Encontre a sua paz interior, o amor, agir e viver a sua vida a partir de um lugar assim desempenha um papel muito importante na mudança do mundo.
Fonte:http://prisaoplanetaria.com/2014/06/19/10-estudos-cientificos-demonstram-que-a-consciencia-pode-alterar-o-mundo-fisico/

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

6 FORMAS COM QUE A TECNOLOGIA AFETOU OS NOSSOS CÉREBROS

Neuroplastia digital (Foto: Flickr/Creative Commons)
NEUROPLASTIA DIGITAL (FOTO: FLICKR/CREATIVE COMMONS)
6 formas com que a tecnologia afetou nossos cérebros
Provas definitivas de que a web e os eletrônicos modificaram a fisiologia de nosso organismo
ossos cérebros tem uma habilidade chamada neuroplastia - basicamente, é a capacidade do órgão de se adaptar de acordo com nossas necessidades e experiências. E a ciência conseguiu provar que a nossa forma de vida, dependente da internet e de gadgets, modificou o funcionamento de nossos sistemas nervosos.
Calma. Antes que você pense que vamos discorrer sobre os malefícios da web em relação a nossa capacidade de atenção, ou sobre os benefícios que apps trouxeram para organizar nossas vidas, tópicos ainda controversos, listamos uma série de pesquisas que provam como a tecnologia alterou os nossos cérebros - sejam mudanças boas ou ruins. Confira:
As cores de nossos sonhos mudaram
E isso é culpa da TV. Da mesma forma que, há alguns anos, também era culpa da TV que muita gente tenha passado a sonhar em preto e branco. Explicamos - antes da popularização da telinha, nossa psique era influenciada pelo mundo ‘real’. Quando passamos a dedicar boa parte do dia aos programas da televisão, eles também começaram a deixar impressões em nosso subconsciente. A maior prova é um estudo da Universidade de Duke, que analisou registros de sonhos de dois grupos: adultos acima de 55 anos, que passaram anos de suas vidas vendo TV em preto e branco, e pessoas mais jovens, já nascidas após a era do Technicolor. O primeiro grupo tinha uma tendência maior a ter sonhos em p&b. Já o segundo, tinha sonhos mais coloridos. A Associação de Psicologia Americanareproduziu o experimento e comprovou seus resultados.
Sofremos com FOMO
Você certamente já ouviu falar da síndrome chamada de “FOMO” (sigla para Fear of Missing Out, traduzido livremente para algo como ‘medo de ficar por fora’), que afetaria as gerações mais novas, nascidas na era da informação. O New York Times define o FOMO como ‘uma mistura de ansiedade, inadequação e irritação que surge quando se está por fora das mídias sociais’. Basicamente, como você fica ao passar alguns dias sem acessar o Facebook, ou quando esquece o smartphone em casa. Outro ‘sintoma’ é quando estamos em casa, relaxando, vendo alguma série no Netflix e temos aquela urgência de fazer outra coisa, de que deveríamos estar em outro lugar, falando com outras pessoas. Ou mesmo quando estamos em uma festa e sentimos essa angústia que nos informa que ‘podíamos estar gastando nosso tempo de outra forma’. A teoria é que essa sensação é causada por horas e horas olhando nossos contatos fazerem as coisas mais incríveis em imagens e posts no Instagram e no Facebook - e nos esquecemos que momentos de tédio fazem parte da vida.
Vibração fantasma
“Opa, o que é isso? Meu celular vibrou? Será que recebi uma mensagem? Ou um GIF no Relay? Tem alguém me ligando?”. Você tira o celular do bolso/bolsa e percebe que não - o celular não tem nenhuma notificação. O que acontece é que nosso cérebro está programado para achar que os smartphones estão vibrando. Não chega a ser incômodo, mas, se pararmos para pensar, o fenômeno é muito estranho. Um estudo publicado pelo Computers and Human Behaviordescobriu que 89% de 290 estudantes universitários sentiam as vibrações fantasma pelo menos uma vez a cada duas semanas.
Temos mais dificuldade de dormir
O que você faz nos minutos que antecedem o sono? Lê um livro no iPad? Assiste à TV? Ou vê Parks and Recreation no Netflix com o notebook no colo? Cientistas acreditam que a exposição às telas durante a noite bagunça o nosso organismo e dificulta o sono. A ideia é que a luz emitida pelos eletrônicos faz com que o nosso corpo ‘acredite’ que ainda estamos sob a luz do dia. Ou seja, ainda não seria a hora de dormir. “E por que isso não acontece desde que lâmpadas foram instaladas nas casas de nossos bisavós e avós?”, você pode se perguntar. A suspeita recai sobre o tipo de luz emitida pelas telas, que é mais azulada e ‘parecida’ com a luz do dia.
Temos mais habilidades visuais
Um estudo de 2013 indicou que games como Halo e Call of Duty (tiro em primeira pessoa), aumentam nossa capacidade de tomar decisões rápidas e estimulam jogadores a verem mais em menos tempo. Isso faz com que esses gamers tenham mais noção de espaço - coisa que pode ser útil não apenas no mundo virtual. Eles também conseguem discernir mais facilmente objetos em situações com pouca iluminação.
Os reis do multitask
Jogos de estratégia como Starcraft aumentam a ‘flexibilidade cognitiva’ do cérebro. Isso quer dizer que conseguimos alternar tarefas mais rapidamente, ou fazer duas (ou mais) coisas ao mesmo tempo com facilidade - a invejada capacidade de multitask. Estudos apontam que o efeito dos games é ainda mais pronunciado em pessoas mais velhas.
Artigo inspirado por esta lista do Mashable
Fonte:http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Neurociencia/noticia/2014/03/6-formas-com-que-tecnologia-afetou-nossos-cerebros.html
Neuroplastia digital (Foto: Flickr/Creative Commons)